Vereador Valtão está em prisão domiciliar

O vereador foi preso no dia 15 de dezembro de 2020, durante a Operação Saturno, realizada pelo Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco). (Foto:CMPG)

O vereador Walter José de Souza (PRTB), o Valtão, está cumprindo prisão domiciliar, com uso de tornozeleira eletrônica. De acordo com o Ministério Público do Paraná (MP-PR), Valtão deixou o Complexo Médico Penal (CMP) de Pinhais, na tarde de terça-feira (5).

A prisão domiciliar foi concedida pelo juiz Sérgio Luiz Patitucci, do Tribunal de Justiça do Paraná, que acolheu o argumento da defesa de Valtão, que alegou que ele possui “doença grave”.

Veja a decisão do juiz:

Os problemas de saúde também foram utilizados para a prisão domiciliar concedida ao empresário João Barbiero, por exemplo. A defesa de Barbiero disse que ele possui uma “moléstia grave”.

O vereador foi preso no dia 15 de dezembro de 2020, durante a Operação Saturno, realizada pelo Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco). A operação investiga os crimes de corrupção envolvendo a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Câmara dos Vereadores de Ponta Grossa sobre o EstaR Digital. Valtão foi o relator da CPI.

No mês de dezembro de 2020, ao negar o pedido de soltura de Valtão, a juíza Erica Watanabe relata que Valtão (requerente) confessou ter recebido R$ 15 mil de propina do empresário João Carlos Barbiero, que também está preso. Ambos estão na Penitenciária Estadual de Ponta Grossa. Barbiero também teve pedido de liberdade negado.

“Quando interrogado, o requerente (Valtão) disse que teria recebido uma gratificação por parte do investigado João Carlos Barbiero, no valor de R$ 15.000,00 (quinze mil reais), advinda dos sócios da Cidatec e com a finalidade de alterar o relatório final da CEI em favor da empresa”, escreveu a juíza  ao negar o relaxamento da prisão de Valtão.

A “gratificação” mencionada pelo vereador é um tipo de “propina” para o direcionamento do relatório final das investigações da Câmara dos Vereadores.

Em relação aos demais presos durante a Operação Saturno, seguem em prisão domiciliar: os empresários da Cidatec, Antonio Carlos Domingues de Sá, Alberto Abujamra Neto, Celso Ricardo Madrid Finck e o empresário proprietário da TV Vila Velha e do site D’Ponta, João Carlos Barbiero.

O ex-veredor Ricardo Zampieri (Republicanos) – foi presidente da CPI do EstaR – e o ex-presidente da Autarquia Municipal de Trânsito e Transportes (AMTT), Roberto Pelissari, foram soltos no dia 23 de dezembro de 2020.

MP DENUNCIA VEREADOR E EMPRESÁRIOS POR CORRUPÇÃO NO ESTAR DE PG E INDICA SEQUÊNCIA DE INVESTIGAÇÃO DE 11 PESSOAS

No dia 30 de dezembro de 2020, o Ministério Público do Paraná do Paraná denunciou o vereador Walter José de Souza (PRTB) e os empresários da Cidatec Antonio Carlos Domingues de Sá, Alberto Abujamra Neto, Celso Ricardo Madrid Finck e o empresário proprietário da TV Vila Velha e do site D’Ponta, João Carlos Barbiero, na Operação Saturno, que investiga corrupção no EstaR Digital de Ponta Grossa e que ocorreu no dia 15 de dezembro. Todos foram denunciados por crimes ligados à corrupção.

Dos cinco denunciados, apenas o vereador Valtão segue no Complexo Médico Penal (CMP), em Pinhais, região Metropolitana de Curitiba. Os empresários da Cidatec e João Barbiero estão em prisão domiciliar.

Conforme texto da denúncia, os empresários responsáveis pela Cidatec contrataram um intermediário, no inquérito identificado como João Barbiero, para negociar com vereadores o direcionamento do relatório final da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do EstaR Digital a favor da empresa. A principal negociação teria sido feita entre Barbiero e o vereador Valtão, conforme aponta o Ministério Público.

Veja os principais pontos da denúncia feita pelo MP:

Demais vereadores e secretários municipais continuarão sendo investigados

Os vereadores Ricardo Zampieri (Republicanos), Sargento Guiarone (PRTB), Pastor Ezequiel Bueno (Avante) e Vicinícius Camargo (PSD), foram indicados como informantes no processo. Zampieri foi preso durante a Operação Saturno e deixou a prisão no dia 23 de dezembro. Os demais vereadores foram alvo de busca e apreensão. Na denúncia do MP, o presidente da Autarquia Municipal de Trânsito (AMTT), Roberto Pelissari, não foi citado. Também não é citado na denúncia, o secretário de Administração e Recursos Humanos, Ricardo Linhares, tio do prefeito de Ponta Grossa, que foi alvo de busca e apreensão.

No entanto, o Ministério Público, solicitou o desmembramento dos autos e a extração de cópias do Inquérito Policial, com objetivo de dar sequência nas investigações.

Segundo o MP, as investigações vão continuar, mesmo que estas pessoas não tenham sido denunciadas até o momento, visto que os inquéritos serão desmembrados.

Veja os principais pontos destacados pelo MP sobre a continuidade das investigações:

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