“Paraná tem 94% de ocupação das UTIs Covid e 578 pessoas na fila de espera por leitos”, diz governador

“Serão dias turbulentos e, mais do que nunca, precisamos que quem puder fique em casa”, disse Ratinho Junior”. (Foto: AEN)

O governador do Paraná Ratinho Junior (PSD) afirmou, nesta sexta-feira (26), que é preocupante o número de pessoas que estão na fila de espera por leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) ou por leitos clínicos para tratamento de coronavírus no Paraná. A declaração do governador ocorreu durante o anúncio das medidas restritivas para combater a propagação do coronavírus.

De acordo com a Secretaria Estadual de Saúde do Paraná (Sesa), o índice de ocupação no Estado bateu em 94% em UTIs na quinta-feira (25) – a rede já contava com 3.400 leitos. Atualmente, há 578 pessoas na espera por uma vaga em hospital na Central de Leitos do Estado.

“É um momento delicado, em que precisamos tomar medidas mais duras para conter a contaminação da Covid-19. Precisamos do apoio de todos os municípios para vencermos mais essa batalha, em nome da saúde dos paranaenses”, afirmou Ratinho Junior.

Conforme o secretário de Saúde, Beto Preto, a mortalidade de pacientes com Covid-19 é alta. “Queremos a ajuda de todos para não chegar o momento de o profissional da saúde precisar escolher quem vai sobreviver. É preciso deixar claro que o índice de mortalidade desta doença é alto. De cada 10 pessoas internadas em UTI, quatro infelizmente falecem”, afirmou Beto Preto.

O governador Ratinho Junior destacou que a Secretaria de Estado da Saúde prevê a ampliação da capacidade hospitalar com a inclusão de 252 novos leitos até segunda-feira (01), processo que começou a ser implementado nesta semana. Estão sendo acrescentadas à rede 99 unidades de terapia intensiva (UTI) e 153 de enfermarias como resposta à alta taxa de ocupação.

“Precisamos da compreensão das pessoas porque a estrutura é finita. Sem contar a questão dos profissionais da saúde, cada vez mais sobrecarregados e cansados em virtude de uma pandemia que já dura um ano. Serão dias turbulentos e, mais do que nunca, precisamos que quem puder fique em casa”, disse Ratinho Junior.

Para minimizar o colapso do sistema, uma resolução da Secretaria de Estado da Saúde suspende, inicialmente por 30 dias, a realização de procedimentos cirúrgicos eletivos hospitalares com demanda de terapia intensiva no pós-operatório, em âmbito público e privado, em toda a rede hospitalar do Paraná. A medida não se aplica aos procedimentos de cardiologia, oncologia e nefrologia.

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