Secretário de Saúde diz que Paraná tem risco de falta de remédios para intubar pacientes

Paraná pode enfrentar falta de medicamentos para sedação de pacientes que precisam ser intubados. (Foto: AEN)

O secretário de Saúde do Paraná, Beto Preto, disse que o estado pode ficar sem medicamentos utilizados para a intubar pacientes.

“A situação é muito crítica. Estamos monitorando desde o início da pandemia a utilização de 25 medicamentos. Mas chegamos num ponto em que as dificuldades são até de medicamentos para intubação”, disse o secretário da Saúde, Beto Preto.

O secretário informou que a Secretaria de Saúde do Paraná já enviou ofício ao Ministério da Saúde solicitando medicamentos.

Para tentar evitar o desabastecimento, a Sesa informou que está em tratativas com laboratórios fabricantes dos medicamentos e estabeleceu protocolos de compra emergencial, inclusive com a possibilidade de dispensa de licitação.

O Cento de Medicamentos do Paraná (Cemepar), da Secretaria Estadual da Saúde (Sesa), emitiu um alerta, na segunda-feira (15), sobre o risco de desabastecimento de medicamentos usados para intubação de pacientes nos hospitais do estado.

Segundo o Cemepar, os estoques atuais de relaxantes usados para auxiliar na ventilação mecânica devem durar até quinta-feira (18). A quantidade de sedativos e analgésicos, confome a demanda atual, deve ser suficiente para abastecer hospitais por mais oito dias.

O sistema monitora os estoques de 63 hospitais que integram o Plano Estadual de Enfrentamento à Covid.

Na segunda-feira (15), o Paraná bateu recordes de pessoas internadas com coronavírus ou suspeita da doença, com 5.284 pacientes em leitos de UTI e enfermaria.

Apenas levando em conta os leitos de UTI adulto para Covid do SUS, a ocupação do no estado é de 96%, com 1.558 leitos ocupados e 60 livres.

A fila de espera de pacientes que aguardam uma vaga em algum hospital do Paraná também bateu recorde na segunda-feira (15). São 708 pacientes na fila por um leito de enfermaria e 612 à espera de um leito de UTI.

Informações da Sesa

O Cento de Medicamentos do Paraná (Cemepar), que monitora os estoques de 63 hospitais que fazem parte do Plano Estadual de Enfrentamento à Covid, emitiu um alerta nesta segunda-feira (15) para o risco do desabastecimento de medicamentos utilizados para a intubação. O sinal vermelho leva em consideração o aumento das internações nos últimos dias em todas as quatro macrorregionais de saúde.

Para resolver a situação, a Secretaria de Estado da Saúde reforçou o pedido ao Ministério da Saúde por mais medicamentos e estabeleceu protocolos de compra emergencial, inclusive com dispensa de licitação. Os três estados do Sul já mandaram ofício ao ministro Eduardo Pazuello requisitando a disponibilidade de mais medicamentos.

“A situação é muito crítica. Estamos monitorando desde o início da pandemia a utilização de 25 medicamentos. Mas chegamos num ponto em que as dificuldades são até de medicamentos para entubação. Os leitos estão cheios, estamos fazendo um grande esforço para ampliar um pouco mais os leitos de UTI”, disse o secretário de Estado da Saúde, Beto Preto.

O painel atualizado pelo Cemepar nesta segunda aponta que o estoque de bloqueadores neuromusculares, que são os relaxantes usados para auxiliar na ventilação mecânica, deve durar mais 3 dias, nas atuais condições. O estoque dos sedativos e de analgésicos dá para abastecer os hospitais por mais 8 dias, ou seja, até o dia 23 de março.

O acompanhamento semanal do estoque e consumo nas UTIS SUS exclusivas Covid-19 começou em 22 de junho de 2020, por meio de um questionário eletrônico preenchido pelos hospitais e que indicam a demanda. Esse monitoramento é um dos termômetros que embasam as decisões de controle sobre a circulação do coronavírus.

“A Secretaria discute formas para aquisição imediata destes medicamentos diante da situação, que é considerada a mais crítica do período da pandemia. Faremos aquisição por meio de Ata de Registro de Preços do Ministério da Saúde e da Sesa; pregões eletrônicos; e novas tratativas junto aos laboratórios fabricantes”, afirmou o chefe de gabinete da Sesa, César Neves.

Com a evolução da pandemia da Covid-19 no Brasil, todos os estados registraram aumentos expressivos na demanda pelos medicamentos que fazem parte do kit entubação, utilizados nas Unidades de Terapia Intensiva (UTIs).

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