Ministro de Lula cancela agenda com Ratinho Jr sobre novos pedágios

O ministro dos Transportes, Renan Filho (MDB/AL), cancelou a reunião com o governador Ratinho Jr (PSD) sobre a delegação das rodovias do Paraná ao Governo Federal. A agenda estava prevista para sexta-feira (3), às 10h, no Palácio Iguaçu e seria o primeiro passo para a volta dos pedágios no Paraná.
A assessoria de Comunicação do governador já havia disparado a informação. Mas parece que uma “força estranha” acabou com os planos do governador.
Pelas redes sociais, o deputado estadual e presidente do PT no Paraná, Arilson Chiorato, comemorou o cancelamento da agenda.
“Cancelada a agenda do ministro dos Transportes em Curitiba. Agora, só falta cancelar o projeto do pedágio mais caro da história do Paraná. Seguimos”, escreveu Arilson no Twitter.
O Governo do Estado confirmou a informação. “Ao contrário do que inicialmente previsto, informamos que a agenda do governador Ratinho Jr foi adiada e será remarcada conforme disponibilidade do Ministério dos Transportes”, diz a nota do Governo do Estado.
Sobre a delegação das rodovias
A delegação das rodovias do estado para União pelo período de 30 anos foi aprovada pela Assembleia Legislativa do Paraná (Alep), em 2021. Foram 41 votos favoráveis e apenas 11 contrários.
Nesta sexta-feira (3) Ratinho Junior (PSD) e o ministro dos Transportes, Renan Filho (MDB/AL), assinariam (foi cancelado) as delegações das rodovias estaduais dos dois primeiros lotes da nova concessão de rodovias no Paraná. O lote 1, com extensão total de 473,01 km, engloba as ligações entre Curitiba e Guarapuava (Trevo do Relógio) e Guarapuava a Ponta Grossa, além da Região Metropolitana de Curitiba. O lote 2 tem extensão total de 600 km. Ele engloba as ligações entre Curitiba-Litoral, Ponta Grossa-Jaguariaíva, Jaguariaíva-Ourinhos (na divisa com São Paulo) e Ourinhos-Cornélio Procópio.
A assinatura representaria o passo inicial para a implantação do modelo defendido por Ratinho Jr e pelo secretário de Infraestrutura e Logística do Paraná, Sandro Alex (PSD). O modelo foi elaborado junto com o governo do ex-presidente Bolsonaro (PL).
O problema é que se for implantado este modelo não haverá garantia de menor tarifa ou de licitação pela menor tarifa, pela exigência de um aporte financeiro feito pelas concessionárias.
O modelo prevê a criação de mais 15 praças de pedágio, chegando a 42 no total e aumento na tarifa após as duplicações de rodovias.
Se isso de fato ocorrer, o presidente Lula (PT) vai descumprir a promessa feita em campanha. Lula prometeu o chamado “pedágio de manutenção”, com tarifas de no máximo R$ 5.
Veja a nota do Governo do Paraná

Veja a publicação de Arilson Chiorato





