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Durante operação do Gaeco em PG, vereador Celso Cieslak (PRTB) é afastado do cargo

Durante operação do Gaeco em PG, vereador Celso Cieslak (PRTB) é afastado do cargo
  • Publishedjunho 6, 2023
vereador  Celso Cieslak (PRTB) é afastado do cargo e operação do Gaeco. (Foto: Luiz Lacerda/CMPG)

O vereador  Celso Cieslak (PRTB) foi afastado temporariamente do cargo na Câmara de Vereadores de Ponta Grossa, por conta da investigação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) sobre os crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e tráfico de influência.

Conforme o Ministério Público do Paraná (MP-PR),  a investigação envolve a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Saúde. O então relator vereador Geraldo Stocco (PV) teria denunciado que Celso Cieslak estaria atuando para fraudar o relatório final da CPI e teria entrado em contato com Stocco para “oferecer vantagem indevida (dinheiro) para que o fosse alterado o relatório final da CPI da Saúde”.

 As investigações, do núcleo do Gaeco em Ponta Grossa, apuram a existência de organização criminosa composta por agentes políticos, servidores públicos e empresários, voltada à prática dos crimes de fraude a licitações, tráfico de influência, corrupção ativa, corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

As investigações tiveram início em novembro de 2022, a partir de declarações do vereador Geraldo Stocco (PV), então relator de uma Comissão Parlamentar de Inquérito que investigava o sistema de saúde no município, noticiando que o vereador Celso Cieslak (PRTB) teria oferecido vantagem indevida para modificar pontos do relatório final da CPI, lançando ainda a suspeita da existência de um esquema de propina envolvendo licitações para a compra de livros por diversas prefeituras e câmaras municipais, inclusive nos estados de Santa Catarina e São Paulo.

No curso das investigações, confirmaram-se indícios de um esquema de propina e direcionamento de licitações nas áreas de shows e eventos, de contratação de empresas para projeto de recuperação tributária e de compra de livros.

As ordens de busca e apreensão foram expedidas pela 3ª Vara Criminal de Ponta Grossa, que também determinou o afastamento do mandato do vereador e o afastamento da função pública de um servidor municipal, ambos de Ponta Grossa, até o encerramento das investigações.

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