Mabel Canto e Marcelo Rangel votam a favor da privatização da Celepar


Os representantes de Ponta Grossa na Assembleia Legislativa do Paraná (Alep), Mabel Canto (PSDB) e Marcelo Rangel (PSD), votaram a favor do projeto do governador de Ratinho Jr (PSD), que decidiu privatizar também a Companhia de Tecnologia da Informação e Comunicação do Paraná (Celepar). E o deputado de Castro, Moacyr Fadel (PSD), não votou.
Ratinho Jr está privatizando tudo o que pode no Paraná! Antes da privatização da Celepar, o governador já privatizou a Copel Telecom, a Companhia Paranaense de Energia Elétrica (Copel), parte da Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar), a Companhia Paranaense de Gás (Compagas) e a gestão das escolas estaduais.
As votações sobre a privatização da Celepar foram realizadas na manhã desta quarta-feira (13), após sessão extraordinária da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), onde deputados de oposição tentavam desacelerar o avanço da proposta.
Na tarde de terça (12), o projeto foi aprovado em primeiro turno por 36 deputados. Oito votaram contra e nove não votaram.
Nesta quarta (13), no segundo turno, o projeto também passou com folga: foram 38 votos favoráveis e 7 contrários. 9 estavam não votaram.
No terceiro turno, a votação também foi similar. Foram 37 favoráveis e 7 contrários. (Confira a votação no final do texto)
A privatização da Celepar foi muito criticada principalmente pela possibilidade de “colocar em risco dados das empresas e de pessoas físicas”.
“Venda da Celepar coloca em risco dados de pessoas e empresas”, alerta líder da oposição

O deputado e líde da oposição, Arilson Chiorato (PT), votou contra o projeto de lei 661/2024, de autoria do Poder Executivo, que autoriza a venda da Companhia de Tecnologia da Informação e Comunicação do Paraná (Celepar).
O deputado Arilson argumentou seu posicionamento contrário ao projeto de privatização da Celepar. “Não poderia votar diferente diante das inúmeras contradições existentes, da afronta à lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) e também a ausência de liberação da matéria pelo Conselho Estadual de Tecnologia da Informação e Comunicação do Paraná (Cetic-PR). Essa proposta tinha que ter passado primeiro pelo conselho antes de ser votada aqui. Com isso, mais uma vez, o requisito legal não é cumprido”, avaliou.
Além disso, segundo o parlamentar, a Celepar, assim como outras empresas privatizadas, é superavitária. “A Celepar tem um faturamento de R$ 500 milhões de reais e um lucro líquido que margeia 75%, ou seja, o problema não é financeiro. A única questão é o desejo irrefreável do governador em atender o mercado financeiro, em especial a B3, e os amigos do clube do vinho”, ironiza.
Outro ponto que o deputado chamou a atenção é para outro item da LGPD, que prevê solicitação à Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) de relatório quanto ao impacto à proteção de dados. “Não li nenhum relatório técnico da ANPD sobre a privatização da Celepar, o que demonstra mais uma vez o desrespeito com as leis”, frisa.
O que diz o governo

Com a proposta, o governo diz vai proporcionar maior dinamismo à gestão do órgão, favorecendo a inovação e a geração de empregos qualificados.
Entre as alterações, o projeto prevê mudanças no Estatuto da Companhia, garantindo que a sede continuará no Paraná e determinando ainda que deverão ser mantidas no Estado as infraestruturas físicas de armazenamento e processamento de dados existentes na data de publicação da lei, pelo prazo mínimo de dez anos.
O Estado explica que assim deterá uma ação preferencial de classe especial que lhe conferirá alguns direitos específicos.
O Executivo afirma ainda que a possibilidade de desestatização não interfere na política de dados do cidadão. As informações continuarão protegidas pela legislação e seguirão sob propriedade das pessoas, direito assegurado pela Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) – Lei Federal 13.709/2018.
O projeto de lei também propõe a criação do Conselho Estadual de Governança Digital e Segurança da Informação. Ele deverá coordenar e implementar políticas, diretrizes e normas que assegurem a adoção de boas práticas de governança de tecnologia da informação e comunicação; estabelecer as diretrizes de minimização de riscos na gestão das informações e de priorização, de alteração e de distribuição dos recursos orçamentários destinados às ações em tecnologia e estabelecer a Estratégia Paranaense de Inteligência Artificial, entre outras atribuições.
Ainda segundo o Executivo, notas de estudantes, histórico médico das pessoas, infrações da CNH e pagamentos de impostos, continuarão protegidos pela empresa e pela legislação em vigor.
Além disso, os serviços atrelados à gestão estadual seguirão gratuitos, uma vez que são ofertados pelo Governo do Estado. A mudança será apenas entre a administração estadual e a empresa contratada.
VEJA A VOTAÇÃO
Favoráveis
- Adão Litro (PSD)
- Alexandre Curi (PSD)
- Alisson Wandscheer (SD)
- Anibelli Neto (MDB)
- Artagão Junior (PSD)
- Batatinha (MDB)
- Bazana (PSD)
- Cantora Mara Lima (REP)
- Cloara Pinheiro (PSD)
- Cobra Repórter (PSD)
- Cristina Silvestri (PP)
- Del. Jacovós (PL)
- Denian Couto (PODE)
- Do Carmo (União)
- Douglas Fabrício (Cidadania)
- Evandro Araújo (PSD)
- Flávia Francischini (União)
- Gilberto Riberio (PL)
- Gilson de Souza (PL)
- Gugu Bueno (PSD)
- Hussein Bakri (PSD)
- Luis Curti (PSB)
- Luiz Claudio Romanelli (PSD)
- Mabel Canto (PSDB)
- Marcel Michelleto (PL)
- Marcelo Rangel (PSD)
- Márcia Huçulak (PSD)
- Márcio Pacheco (PP)
- Maria Victória (PP)
- Marli Paulino (SD)
- Matheus Vermelho (PP)
- Nelson Justus (União)
- Ney Leprevost (União)
- Samuel Dantas (SD)
- Soldado Adriano José (PP)
- Tercílio Turini (MDB)
- Thiago Buhrer (União)
Contrários
- Arilson Chiorato (PT)
- Dr. Antenor (PT)
- Goura (PDT)
- Luciana Rafagnin (PT)
- professor Lemos (PT)
- Renato Freitas (PT)
- Requião Filho (PT)
Não votaram
- Alexandre Amaro (REP) – ausente
- Ana Júlia (PT) – ausente
- Del. Tito Barichello (União) – ausente
- Fabio Oliveira (PODE) – ausente
- Luiz Fernando Guerra (União) – ausente
- Moacyr Fadel (PSD) – ausente
- Paulo Gomes (PP) – ausente
- Ricardo Arruda (PL) – ausente
- Tiago Amaral (PSD)
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