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Mabel Canto e Marcelo Rangel votam a favor da privatização da Celepar

Mabel Canto e Marcelo Rangel votam a favor da privatização da Celepar
  • Publishednovembro 14, 2024
Representantes de Ponta Grossa na Alep, Mabel e Rangel, votam a favor da privatização da Celepar. (Fotos: Pedro de Oliveira/Alep)

Os representantes de Ponta Grossa na Assembleia Legislativa do Paraná (Alep), Mabel Canto (PSDB) e Marcelo Rangel (PSD), votaram a favor do projeto do governador de Ratinho Jr (PSD), que decidiu privatizar também a Companhia de Tecnologia da Informação e Comunicação do Paraná (Celepar). E o deputado de Castro, Moacyr Fadel (PSD), não votou.

Ratinho Jr está privatizando tudo o que pode no Paraná! Antes da privatização da Celepar, o governador já privatizou a Copel Telecom, a Companhia Paranaense de Energia Elétrica (Copel), parte da Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar), a Companhia Paranaense de Gás (Compagas) e a gestão das escolas estaduais.

As votações sobre a privatização da Celepar foram realizadas na manhã desta quarta-feira (13), após sessão extraordinária da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), onde deputados de oposição tentavam desacelerar o avanço da proposta.

Na tarde de terça (12), o projeto foi aprovado em primeiro turno por 36 deputados. Oito votaram contra e nove não votaram.

Nesta quarta (13), no segundo turno, o projeto também passou com folga: foram 38 votos favoráveis e 7 contrários. 9 estavam não votaram.

No terceiro turno, a votação também foi similar. Foram 37 favoráveis e 7 contrários. (Confira a votação no final do texto)

A privatização da Celepar foi muito criticada principalmente pela possibilidade de “colocar em risco dados das empresas e de pessoas físicas”.

“Venda da Celepar coloca em risco dados de pessoas e empresas”, alerta líder da oposição 

(Foto: Valdir Amaral/Alep)

O deputado e líde da oposição, Arilson Chiorato (PT), votou contra o projeto de lei 661/2024, de autoria do Poder Executivo, que autoriza a venda da Companhia de Tecnologia da Informação e Comunicação do Paraná (Celepar).

O deputado Arilson argumentou seu posicionamento contrário ao projeto de privatização da Celepar. “Não poderia votar diferente diante das inúmeras contradições existentes, da afronta à lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) e também a ausência de liberação da matéria pelo Conselho Estadual de Tecnologia da Informação e Comunicação do Paraná (Cetic-PR). Essa proposta tinha que ter passado primeiro pelo conselho antes de ser votada aqui. Com isso, mais uma vez, o requisito legal não é cumprido”, avaliou.

Além disso, segundo o parlamentar, a Celepar, assim como outras empresas privatizadas, é superavitária. “A Celepar tem um faturamento de R$ 500 milhões de reais e um lucro líquido que margeia 75%, ou seja, o problema não é financeiro. A única questão é o desejo irrefreável do governador em atender o mercado financeiro, em especial a B3, e os amigos do clube do vinho”, ironiza.

Outro ponto que o deputado chamou a atenção é para outro item da LGPD, que prevê solicitação à Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) de relatório quanto ao impacto à proteção de dados. “Não li nenhum relatório técnico da ANPD sobre a privatização da Celepar, o que demonstra mais uma vez o desrespeito com as leis”, frisa.  

O que diz o governo

(Foto: AEN)

Com a proposta, o governo diz vai proporcionar maior dinamismo à gestão do órgão, favorecendo a inovação e a geração de empregos qualificados.

Entre as alterações, o projeto prevê mudanças no Estatuto da Companhia, garantindo que a sede continuará no Paraná e determinando ainda que deverão ser mantidas no Estado as infraestruturas físicas de armazenamento e processamento de dados existentes na data de publicação da lei, pelo prazo mínimo de dez anos.

O Estado explica que assim deterá uma ação preferencial de classe especial que lhe conferirá alguns direitos específicos.

O Executivo afirma ainda que a possibilidade de desestatização não interfere na política de dados do cidadão. As informações continuarão protegidas pela legislação e seguirão sob propriedade das pessoas, direito assegurado pela Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) – Lei Federal 13.709/2018.

O projeto de lei também propõe a criação do Conselho Estadual de Governança Digital e Segurança da Informação. Ele deverá coordenar e implementar políticas, diretrizes e normas que assegurem a adoção de boas práticas de governança de tecnologia da informação e comunicação; estabelecer as diretrizes de minimização de riscos na gestão das informações e de priorização, de alteração e de distribuição dos recursos orçamentários destinados às ações em tecnologia e estabelecer a Estratégia Paranaense de Inteligência Artificial, entre outras atribuições.

Ainda segundo o Executivo, notas de estudantes, histórico médico das pessoas, infrações da CNH e pagamentos de impostos, continuarão protegidos pela empresa e pela legislação em vigor.

Além disso, os serviços atrelados à gestão estadual seguirão gratuitos, uma vez que são ofertados pelo Governo do Estado. A mudança será apenas entre a administração estadual e a empresa contratada.

VEJA A VOTAÇÃO

Favoráveis

  1. Adão Litro (PSD)
  2. Alexandre Curi (PSD)
  3. Alisson Wandscheer (SD)
  4. Anibelli Neto (MDB)
  5. Artagão Junior (PSD)
  6. Batatinha (MDB)
  7. Bazana (PSD)
  8. Cantora Mara Lima (REP)
  9. Cloara Pinheiro (PSD)
  10. Cobra Repórter (PSD)
  11. Cristina Silvestri (PP)
  12. Del. Jacovós (PL)
  13. Denian Couto (PODE)
  14. Do Carmo (União)
  15. Douglas Fabrício (Cidadania)
  16. Evandro Araújo (PSD)
  17. Flávia Francischini (União)
  18. Gilberto Riberio (PL)
  19. Gilson de Souza (PL)
  20. Gugu Bueno (PSD)
  21. Hussein Bakri (PSD)
  22. Luis Curti (PSB)
  23. Luiz Claudio Romanelli (PSD)
  24. Mabel Canto (PSDB)
  25. Marcel Michelleto (PL)
  26. Marcelo Rangel (PSD)
  27. Márcia Huçulak (PSD)
  28. Márcio Pacheco (PP)
  29. Maria Victória (PP)
  30. Marli Paulino (SD)
  31. Matheus Vermelho (PP)
  32. Nelson Justus (União)
  33. Ney Leprevost (União)
  34. Samuel Dantas (SD)
  35. Soldado Adriano José (PP)
  36. Tercílio Turini (MDB)
  37. Thiago Buhrer (União)

Contrários

  1. Arilson Chiorato (PT)
  2. Dr. Antenor (PT)
  3. Goura (PDT)
  4. Luciana Rafagnin (PT)
  5. professor Lemos (PT)
  6. Renato Freitas (PT)
  7. Requião Filho (PT)

Não votaram

  1. Alexandre Amaro (REP) – ausente
  2. Ana Júlia (PT) – ausente
  3. Del. Tito Barichello (União) – ausente
  4. Fabio Oliveira (PODE) – ausente
  5. Luiz Fernando Guerra (União) – ausente
  6. Moacyr Fadel (PSD) – ausente
  7. Paulo Gomes (PP) – ausente
  8. Ricardo Arruda (PL) – ausente
  9. Tiago Amaral (PSD)

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