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Virada do Ano em Guaratuba (PR) é marcada por crise de abastecimento: Sanepar não resolve o problema

Virada do Ano em Guaratuba (PR) é marcada por crise de abastecimento: Sanepar não resolve o problema
  • Publishedjaneiro 2, 2026
Virada do Ano em Guaratuba é marcada por crise de abastecimento. (Foto: Reprodução/Redes Sociais)

Guaratuba é um dos destinos do litoral do Paraná mais procurados no verão e principalmente nas festividades da virada do ano. Cerca de 500 mil pessoas já passaram por Guaratuba desde o início da temporada do verão. Mas os dias não tem disso somente de alegria e curtição, pois quem passa por lá está enfrentando a crise no abastecimento de água, que já dura dias, conforme os moradores do local e os turistas.

Os bairros de Piçarras, Coroados, Brejatuba e Cohapar, são os mais afetados.

Oficialmente a crise no abastecimento foi declarada no dia 29 de dezembro de 2025 e mesmo ciente do grande número de pessoas que passaria por Guaratuba para as comemorações da virada do ano, a Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) não resolveu o problema. E o Governo do Paraná também não trouxe solução.

Muitas pessoas deixaram Guaratuba devido à falta de águas nas torneiras e chuveiros.

Esse foi o caso da família da professora Marcela Santos, que preferiu voltar pra casa do que ficar nessa situação. “Não tem condição, um calor insuportável, a gente precisa de água pra cozinhar, pra tomar banho, pra lavar louça, não dá pra ficar desse jeito. Vira um transtorno e o que era pra ser descanso e diversão, vira um nervosismo. Agora é uma vergonha essa Sanepar, verão é todo ano no mesmo período e eles não se planejam”, reclamou Marcela ao Portal Mareli Martins.

Nas redes sociais teve muita reclamação de turistas e moradores de Guaratuba. “Todo ano é isso agora? É só esquentar que acaba a água. O que está acontecendo, Sanepar? E o governador fica só mascarando tudo mostrando a obra da ponte, mas não resolve o básico, que é mandar água para as torneiras, só que a conta chega todo mês”, criticou a moradora Juliana de Almeida.

O turista Ronaldo Grabikoski disse que veio conhecer Guaratuba e ficou decepcionado com a situação. “Muitas pessoas me falavam daqui e realmente é lindo, mas sem água pra tomar banho, não dá. O governo deveria arrumar isso, perde turistas e investimentos”, disse.

A falta de água nas torneiras é recorrente em Guaratuba e se trata do terceiro ano consecutivo. O desabastecimento ocorreu em Guaratuba, Matinhos e Pontal nos finais dos três últimos anos.

O que disse a Sanepar

A Sanepar informou que está com uma estratégia de pressão no sistema de água em Matinhos, Pontal e Guaratuba.

“O procedimento consiste em reduzir os níveis de pressão conforme a dinâmica do perfil de consumo ao longo do dia, com isso foi possível recuperar os níveis dos reservatórios. Caso seja necessário, haverá novas interrupções temporárias na pressão da rede de distribuição”.

 

O que diz o Governo do Estado

Até o momento, o Governo do Estado não se manifestou sobre a falta de água que é recorrente nas torneiras do litoral do Paraná.

 

 Áudios da Sanepar citam esquema ilegal, chantagens e movimentação de dinheiro em espécie para pagar dívida de campanha do governador

“Isso é crime eleitoral, isso é caixa 2, isso é dinheiro sem origem, isso é corrupção. Meu Deus do céu, será esse o modelo Paraná que Ratinho quer levar para Brasília?”, questionou o deputado Requião Filho.

As denúncias envolvendo o governo do Paraná e a Sanepar ganharam mais força com vazamentos de novos áudios detalhando uma rede de corrupção. Gravações indicam um possível esquema de arrecadações ilegais de recursos envolvendo a Sanepar, entrega de dinheiro em espécie e chantagens com funcionários da estatal. Os indícios de corrupção levaram o deputado e pré-candidato ao Governo do Paraná, Requião Filho (PDT), a exigir investigação imediata da Polícia Federal e do Ministério Público do Paraná.

Os áudios mais recentes aprofundam denúncias que vieram à tona no mês de dezembro e revelam diálogos explícitos sobre a movimentação de grandes quantias de dinheiro no Paraná. Em trechos das gravações, são mencionados valores de aproximadamente R$ 200 mil por operação, chegando a cifras que podem alcançar R$ 600 mil entregues “em mãos”, como forma de evitar qualquer tipo de rastreamento financeiro.

As conversas também indicam que a arrecadação teria como finalidade cobrir gastos de campanha eleitoral ligados ao grupo político do governador Ratinho Jr. Em um dos diálogos, há referência direta à necessidade de levantar recursos para fechar contas de campanha, associando nomeações e permanência em cargos estratégicos dentro da Sanepar ao pagamento desses valores.

Outro ponto que chama atenção é a descrição de um ambiente de intimidação e chantagem. Os próprios envolvidos mencionam a existência de áudios guardados como forma de proteção pessoal, numa lógica contra demissões e perdas de cargos políticos. Em um dos trechos, a gravação é citada como instrumento de pressão caso alguém “caísse” ou fosse afastado do esquema.

Requião Filho destaca que, além das gravações, documentos recentes envolvendo o PSD reforçam os indícios de corrupção. Um deles autoriza o Diretório Estadual do partido a assumir uma dívida superior a R$ 3,4 milhões, levantando suspeitas de ligação direta com o conteúdo dos áudios que tratam da arrecadação para cobrir despesas eleitorais.

“Os novos documentos envolvendo o PSD e uma autorização do Diretório Nacional para que o estadual assuma uma dívida milionária só corroboram e confirmam que aqueles áudios têm um fundo de realidade. Estavam arrecadando para cobrir os gastos de campanha. Isso é crime eleitoral, isso é caixa 2, isso é dinheiro sem origem, isso é corrupção. Meu Deus do céu, será esse o modelo Paraná que Ratinho quer levar para Brasília?”, questionou o deputado.

Requião Filho, em conjunto com o deputado Arilson Chiorato (PT), protocolou pedidos de informação e representações formais junto à Polícia Federal, ao Ministério Público, ao Ministério Público Federal, ao Tribunal de Contas do Estado, à Agepar e à Comissão de Valores Mobiliários (CVM). O parlamentar destaca que a atuação da CVM é fundamental, uma vez que a Sanepar é uma empresa de capital aberto, com acionistas no mercado financeiro, o que pode caracterizar crimes financeiros e violação às regras do mercado de capitais.

Os deputados também solicitaram à Casa Civil as informações detalhadas sobre atos de nomeação, contratação e exoneração da SANEPAR, COHAPAR e COPEL, contendo dados de funcionários não concursados com nome completo, CPF, função, lotação, salários (bruto e líquido), gratificações, benefícios e datas de admissão ou demissão referentes aos meses de outubro, novembro e dezembro de 2022.

Investigação e transparência – A transparência nas investigações nas investigações também aparece entre as prioridades do deputado, incluindo a apresentação integral de contratos da gerência regional Nordeste da Sanepar, atos de nomeação e exoneração dos citados nos áudios. Além disso, Requião Filho destaca a importância do envio completo das gravações e documentos à Controladoria-Geral do Estado e às autoridades competentes para abertura de inquéritos criminais.

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