Moro abandona entrevista após ser questionado sobre rejeição que possui da direita e da esquerda

Em entrevista ao Portal Mareli Martins o senador e pré-candidato ao Governo do Paraná, Sergio Moro (União Brasil), evitou responder uma pergunta sobre o fato de ser um político que conseguiu ter a rejeição da direita e da esquerda ao mesmo tempo. A entrevista ocorreu nesta segunda-feira (19), durante visita do senador à Ponta Grossa, em evento da Secretaria Municipal de Cidadania e Segurança Pública.
Moro é rejeitado pela esquerda por conta dos processos que fez contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), mas também possui rejeição da direita pela forma como saiu do governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), quando foi ministro da Justiça. Moro deixou o governo fazendo críticas em relação ao ex-presidente Bolsonaro e foi chamado de “traidor” pelos bolsonaristas.
Moro foi questionado pelo Portal Mareli Martins sobre como é ter a rejeição da esquerda e da direita. Mas o senador preferiu não responder claramente a pergunta e falou das pesquisas, em que ele diz que está em primeiro lugar.
“Acho que você está mal informada Mareli, eu estou liderando as pesquisas e sempre vou defender fora Lula”. Preso sempre ao mesmo discurso contra Lula, Moro não responde outras questões. Até porque bater em Lula é a principal ferramenta eleitoral de Moro.
O Portal Mareli Martins insistiu na pergunta: “senador, como é ter a rejeição da esquerda e da direita?” Depois disso, o senador Sergio Moro abandonou a entrevista sem responder ao questionamento.
Antes disso, Moro foi questionado pelo Portal Mareli Mareli sobre o fato de ter procurado o governador Ratinho Jr (PSD), com expectativa de apoio para sua candidatura ao governo, mesmo sabendo que Ratinho Jr vai indicar outro nome, o presidente da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep), Alexandre Curi (PSD) ou o secretário das Cidades, Guto Silva (PSD). Mesmo sem saber quem serão de fato os seus concorrentes na eleição, o senador se diz “o melhor”.
“Todos procuram todo mundo, assim como eles nos procuram, nós também procuramos, o diálogo é fundamental na política, mas o que é claro é o nosso diferencial entre os adversários, que ainda não se sabe quem são. Eu tenho condições de apresentar um bom projeto para o Paraná. E quem é oposição ao Lula no estado sou eu”, disse.
Questionado novamente, já que não respondeu a pergunta, Moro afirmou que esses encontros sempre ocorrem nos bastidores. “Essas conversas muitas vezes acontecem nos bastidores”.
Vale lembrar que os pré-candidatos Alexandre Curi, Guto Silva e Rafael Greca também são oposição ao governo de Lula. O único que não é oposição a Lula é o deputado Requião Filho (PST), que tem o apoio da federação que conta com o PT.
Nossa reportagem confirmou a informação de que Moro procurou Ratinho Jr em busca de apoio, mas teve uma resposta negativa. Ratinho teria dito que “não existe possibilidade do PSD do Paraná apoiar a sua candidatura porque Moro fez oposição ao PSD em Curitiba e em outras cidades importantes nas eleições municipais de 2024 “.
E governador apontou que “em 2024, o União Brasil queria apoiar a candidatura de Eduardo Pimentel (PSD) para a Prefeitura de Curitiba (PR), mas foi o senador quem vetou a possibilidade”. Pimentel era o candidato do governador e Moro decidiu lançar Ney Leprevost ao comando da capital do Paraná e a esposa do senador, Rosangela Moro, como vice.
Depois, no segundo turno entre Pimentel e Cristina Graeml, em Curitiba, Moro anunciou publicamente o apoio para Graeml, opositora do grupo de Ratinho Jr. Com esses episódios, o governador reforçou a inviabilidade de qualquer aliança entre ambos.
Durante nossa entrevista Moro foi lembrado de que não possui o apoio do Progressistas (PP) do Paraná para sua candidatura e seu partido União Brasil integra a federação junto com o PP.
“Isso já foi colocado de maneira muito clara pela direção nacional União Brasil de que a candidatura é irreversível e pela preferência da população, minha preferência é disparada lá na frente. Essa liderança é incontestável. Agora dentro das construções partidárias é natural que tenha ruídos, que serão resolvidos com diálogo e com conversa”, afirmou.
Veja a entrevista




