Preço da gasolina cai, mas alta do ICMS no Paraná não deixa combustível mais barato para consumidor

A Petrobras anunciou, nessa segunda-feira (26), uma redução de 5,2% no preço da gasolina para as distribuidoras, válida desde terça-feira (27). A medida busca alinhar os valores praticados pela estatal às condições do mercado internacional.
O repasse, porém, não deve chegar baixar o preço aos consumidores paranaenses, já que o governador Ratinho Junior (PSD), aumentou o valor da alíquota do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) para combustíveis desde o dia 1° de janeiro de 2026. Ratinho Jr é pré-candidato à Presidência da República.
O alívio para o bolso do consumidor e para os preços finais dos produtos é limitado. Isso ocorre devido ao aumento simultâneo de R$ 0,10 por litro na alíquota do ICMS, aprovado pelo Confaz em 2025 e autorizado pelos governadores de cada estado, como no Paraná. Esse aumento do ICMS acaba neutralizando parte da queda anunciada nas refinarias.
Para o deputado estadual e pré-candidato ao Governo do Paraná, Requião Filho (PDT), o governo estadual é responsável por impedir que a economia chegue, de fato, até a população paranaense.
“Enquanto a Petrobras anuncia redução no preço da gasolina, o governo do Paraná aumenta o ICMS. O discurso é de menos impostos, mas a prática é de mais cobrança e peso no bolso da população”, afirmou.
Com o aumento do ICMS, o imposto estadual passa a pressionar diretamente o preço final da gasolina, reduzindo o impacto positivo da medida anunciada pela Petrobras. A elevação da carga tributária afeta toda a cadeia econômica, encarecendo o transporte de alimentos, prestação de serviços e contribuindo para aumento de custo de vida de forma geral.
Segundo o parlamentar, a decisão do governo estadual faz com que o Paraná fique em desvantagem em relação a outros estados, assim como Goiás e outras regiões com governos bolsonaristas.
“A escolha de aumentar impostos tem efeito direto na vida do trabalhador e também no setor produtivo, que vê seus custos aumentarem sem qualquer contrapartida. As pessoas vão continuar indo ao mercado e pagando caro no arroz, no feijão, sentindo os efeitos reais do aumento de impostos e tendo dificuldade no acesso à comida e produtos básicos de uso de todos nós”, destacou Requião Filho.
Com alta no ICMS, gasolina, diesel e gás de cozinha ficaram mais caros desde 1º de janeiro de 2026
O preço da gasolina e do diesel foram reajustados desde 1º de janeiro, no Paraná e em outros estados do país. A informação foi confirmada pelo Paranapetro, entidade que representa revendedores e postos de combustíveis no estado, e terá impacto imediato no bolso dos consumidores.
O aumento logo no primeiro dia de 2026 acompanha o reajuste Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) aprovado pelo Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) e que desde 2022 passou a ter um valor fixo por litro e unificado nacionalmente.
A alta no ICMS tem impacto direto no preço dos combustíveis cobrado aos consumidores nas bombas. Segundo a Paranapetro, o impacto será de R$ 0,10 por litro da gasolina, enquanto a alíquota do diesel será elevada em R$ 0,05.
O valor do gás liquefeito de petróleo, o GLP, também será reajustado, em 5,7%, o que representa cerca de R$ 1,05 a mais no botijão de 13 quilos.
O aumento no preço dos combustíveis ocorre na saída da refinaria, com repasse imediato aos consumidores de todo o Paraná.
“O repasse do imposto por parte das distribuidoras para os postos é imediato, o que reflete em aumento para o mercado”, diz a Paranapetro.




