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Gasolina chega a R$ 7,79 no Paraná: veja os preços

Gasolina chega a R$ 7,79 no Paraná: veja os preços
  • Publishedmarço 16, 2026
A gasolina está mais cara sem reajuste oficial em meio à instabilidade gerada no mercado pela guerra no Oriente Médio.

Um levamento feito pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) mostra os preços da gasolina no Paraná, na semana de 8 a 14 de março. A pesquisa foi feita em 23 cidades de diferentes regiões do Paraná

O preço mais caro foi localizado em Castro, nos Campo Gerais: a R$ 7,79 o litro. E o mais barato foi encontrado em Guarapuava, na região central, a R$ 5,59 o litro.

Em Ponta Grossa, o preço médio da gasolina gira em torno de R$ 6,64.

Chama atenção que os preços aumentaram mesmo sem reajuste oficial da Petrobras. O combustível que teve aumento oficial da Petrobras foi o diesel, que subiu R$ 0,38 por litro.

Já a gasolina está mais cara sem reajuste oficial em meio à instabilidade gerada no mercado pela guerra no Oriente Médio.

No Paraná, o preço médio entre as 23 cidades que foram incluídas na pesquisa mais recente da ANP é R$ 6,52.

Veja os resultados da pesquisa

PREÇOS DA GASOLINA COMUM NO PARANÁ

CIDADE Nº DE POSTOS PESQUISADOS MENOR PREÇO MAIOR PREÇO PREÇO MÉDIO ENTRE OS POSTOS PESQUISADOS
Apucarana 8 R$ 6,38 R$ 6,49 R$ 6,40
Arapongas 9 R$ 6,19 R$ 6,69 R$ 6,53
Araucária 8 R$ 6,29 R$ 6,69 R$ 6,60
Cambé 8 R$ 5,89 R$ 6,69 R$ 6,35
Campo Largo 8 R$ 6,29 R$ 6,49 R$ 6,42
Campo Mourão 4 R$ 5,99 R$ 6,29 R$ 6,16
Cascavel 17 R$ 6,48 R$ 6,79 R$ 6,60
Castro 8 R$ 6,59 R$ 7,19 R$ 6,87
Cianorte 9 R$ 6,49 R$ 6,69 R$ 6,59
Curitiba 48 R$ 6,33 R$ 6,89 R$ 6,84
Foz do Iguaçu 13 R$ 5,95 R$ 6,46 R$ 6,22
Francisco Beltrão 8 R$ 5,84 R$ 6,59 R$ 6,28
Guarapuava 14 R$ 5,59 R$ 6,70 R$ 6,29
Londrina 19 R$ 5,69 R$ 6,89 R$ 6,16
Maringá 17 R$ 6,19 R$ 6,89 R$ 6,71
Paranaguá 9 R$ 6,49 R$ 6,89 R$ 6,78
Paranavaí 5 R$ 5,99 R$ 6,69 R$ 6,38
Ponta Grossa 16 R$ 5,89 R$ 6,99 R$ 6,64
Santo Antônio da Platina 6 R$ 6,56 R$ 6,89 R$ 6,75
São José dos Pinhais 12 R$ 6,59 R$ 6,99 R$ 6,82
Toledo 10 R$ 5,99 R$ 7,15 R$ 6,33
Umuarama 12 R$ 6,29 R$ 6,79 R$ 6,44
União da Vitória 5 R$ 6,49 R$ 6,99 R$ 6,70
Ações do Governo Federal pra tentar conter os preços

Lula anuncia que governo não cobrará impostos sobre diesel e que taxará exportação de petróleo

Diante da guerra no Oriente Médio e da escalada no preço do petróleo, com a possibilidade de desabastecimento de óleo diesel no país, o governo federal anunciou na semana passada que não cobrará impostos sobre esse combustível.

Também foi anunciado:

  • aumento do imposto de exportação sobre o petróleo;
  • subvenção (incentivo) aos produtores e importadores de diesel;
  • além de ações para fiscalizar o repasse do custo das medidas ao consumidor.

Impostos zerados sobre o diesel

Segundo o Planalto, um dos decretos assinados pelo presidente zera as alíquotas de PIS e Cofins sobre o diesel para importação e comercialização do diesel.

Isso representa, ainda segundo o governo, uma redução de R$ 0,32 dos tributos PIS e Cofins. Outros R$ 0,32 vem da subvenção. Dessa forma, o governo espera um impacto de R$ 0,64 por litro.

De acordo com estimativas da Confederação Nacional da Agricultura (CNA), o PIS, Pasep e a Cofins representam, juntos, cerca de 10,5% no valor do diesel comercializado.

Taxação de petróleo exportado e medidas de fiscalização

Outro ato do governo eleva o imposto de exportação sobre petróleo de zero para 12% a partir desta quinta, informou o ministro da Fazenda, Fernando Haddad.

Sem impacto fiscal

De acordo com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, o governo deixará de arrecadar R$ 20 bilhões neste ano com a zeragem do PIS e Cofins sobre o óleo diesel, e, também, outros R$ R$ 10 bilhões com as subvenções (estímulos) à produção e importação do combustível.

Por outro lado, acrescentou ele, a expectativa é de arrecadar outros R$ 30 bilhões com a exportação de petróleo neste ano — se a guerra perdurar todo este tempo, considerando uma alíquota de 12%.

A ideia, segundo ele, é que os efeitos fiscais das medidas se anulem, sem impacto no orçamento de 2026. O governo busca, neste ano, atingir um superávit em suas contas (considerando o intervalo da regra fiscal e abatimento de precatórios).

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