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Reestatização da Copel foi tema de debate na Câmara de PG

Reestatização da Copel foi tema de debate na Câmara de PG
  • Publishedmarço 19, 2026

A Câmara Municipal de Ponta Grossa promoveu, nesta quarta-feira (18), uma audiência pública para discutir a reestatização da Copel. O evento contou com a participação dos deputados estaduais Requião Filho (PDT), pré-candidato ao governo do Estado, e Arilson Chiorato (PT), além do vereador Guilherme Mazer (PT).

Também compareceram ao debate o secretário de Esportes de Ponta Grossa, Ede Pimentel; procuradores do município de Castro; servidores públicos da Sanepar e das esferas estadual e municipal; representantes do Sindicato dos Servidores Municipais; o presidente da Farcom/PR, Luís Dzulinski; e integrantes do Sintespo, do Movimento das Mulheres e de demais setores da sociedade civil.

O objetivo do encontro foi iniciar, no município, uma mobilização para reverter a privatização da companhia. Entre os problemas elencados pelos participantes, destacam-se os apagões elétricos, impactos ambientais — como a morte de peixes e aves —, a redução de incentivos sociais e, principalmente, a queda na qualidade dos serviços prestados pela concessionária.

Segundo Chiorato, “foi diminuído o quadro (de funcionários) e só aumentou o lucro dos acionistas. Deixou de ser a empresa mais eficiente de energia elétrica do Brasil, premiada em 2021, para ser hoje a maior empresa de reclamação do setor elétrico do país”.

O parlamentar criticou ainda a perda do controle estatal sobre a instituição. “O que a gente tem hoje na Copel é um controlador externo. Venderam as ações. Hoje a gente tem o fundo dos policiais de Los Angeles que tem ações na Copel”, afirmou.

Requião Filho, por sua vez, ressaltou a baixa resistência popular à venda da companhia em comparação a períodos anteriores. “É incrível que na primeira vez que tentaram vender a Copel, até as igrejas se levantaram. Foi uma manifestação incrível no Paraná em defesa daquilo que era nosso. (…) Dessa última vez ninguém viu, ninguém soube”, lamentou.

O deputado também abordou as quedas de energia que, segundo ele, tornaram-se rotineiras no estado. “As quedas de energia são praticamente diárias no Paraná. Máquinas estão queimando porque a oscilação na voltagem e na amperagem é absurda”.

Questionados pelo Portal Mareli Martins sobre a eficácia da audiência, Arilson Chiorato enfatizou a importância do diálogo com a comunidade. “A audiência pública é uma forma de a gente escutar a população sobre o que está acontecendo com a Copel. Há várias reclamações aqui de Ponta Grossa e dos Campos Gerais da qualidade do serviço ter diminuído”, pontuou.

O petista explicou que o movimento busca apresentar uma alternativa jurídica para o impasse. “É um Projeto de Lei de iniciativa popular que precisa de 90 mil assinaturas em 50 cidades diferentes pra poder tramitar dentro da Assembleia”. De acordo com o deputado, a proposta autoriza o Governo do Estado a recomprar as ações vendidas, permitindo que o Paraná retome o posto de sócio majoritário e o controle da empresa.

Já Requião Filho reiterou que “reverter a situação da Copel é uma questão de interesse público e econômico do estado do Paraná”. Ele defendeu a busca por meios legais para atingir o objetivo, “seja através de novas leis na Alep ou na justiça”.

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