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Veja como foram Lula e Flávio na entrevista da Globo e no debate da Band

Veja como foram Lula e Flávio na entrevista da Globo e no debate da Band
  • Publishedoutubro 19, 2026

 

Os candidatos à presidência apresentam propostas na reta final do segundo turno. Imagem: Arquivo Globo

As eleições presidenciais de 2026 terão o segundo turno no dia 25 de outubro. Até lá os candidatos participam de entrevistas e debates para deixar claro os posicionamentos e planos de governo que possuem.

A entrevista analisada abaixo foi realizada com a jornalista Renata Lo Prete, da Rede Globo, que entrevistou o candidato Luiz Inácio Lula da Silva (PT), atual presidente do Brasil, no dia 15, e o candidato Flávio Bolsonaro (PL) no dia seguinte, 16 de outubro.

Entrevista com Lula

Lula responde pelo atual governo e apresenta propostas para um eventual novo mandato. Imagem: Arquivo Globo.

Resultado 1º turno das eleições

A entrevista inicia com a jornalista afirmando que desde o início do ano os brasileiros têm rejeitado majoritariamente o governo de Lula e que o próprio candidato afirmou ter tido uma campanha eleitoral desorganizada. Ela questiona se o candidato considera que a responsabilidade por esse cenário seja dele.

“Tudo é responsabilidade minha. Eu sou o governo, então se eu não consegui ser compreendido pela sociedade brasileira, eu não posso jogar a culpa em mim, apenas em mim”.

O candidato fala sobre o fim de seu mandato em 2010, quando as condições financeiras do país eram favoráveis, diferentes do cenário atual. Lula afirma terem passado dois anos tentando recuperar o país, que na época da posse de seu mandato atual estava quebrado financeiramente.

“Eu acho que nós fizemos muita coisa, eu só lamento que não tivemos a capacidade de fazer o povo compreender as coisas que eu fiz. Por mais que a gente faça aqui no Brasil sempre tem que fazer mais”, diz o candidato.

Relação com o congresso e com os EUA

Lula fala que o congresso, das 513 cadeiras, era formado por 70 deputados do PT, além de 9 dos 81 senadores. Mesmo assim eles conseguiram aprovação em 99% de tudo que fizeram, destacando a reforma tributária que estavam a 40 anos querendo aprovar, o fim da escala 6×1.

“Todos os partidos, com exceção do PL, participaram do meu governo. Todos. Tivemos uma grande participação das pessoas do governo e se não for assim você não governa o país. Uma coisa são as eleições, outra é a governabilidade que precisa ser contruida”.

A jornalista coloca em questão o desmonte de diversas leis ambientais e como os partidos, que o candidato afirma terem apoiado o governo, hoje não estarem apoiando a candidatura de Lula. Ela questiona também a pressão que o governo tem sofrido dos Estados Unidos e como o candidato pretende lidar com ela nos anos seguintes.

“Minha relação com o Trump acho que foi a mais civilizada que ele já teve com outro presidente da república. Já tivemos quatro reuniões e estamos negociando. Acho que vamos chegar em um acordo”.

“Embora a gente tenha perdido 9% das relações comerciais com os EUA, nós crescemos 20% com a China, 15% com a Indonésia, 16% com a Alemanha… Quem deve estar preocupado conosco nesse momento são os Estados Unidos, porque eles tem mais coisas que precisam de nós do que nós precisamos deles”, alerta Lula.

Segurança pública

A jornalista relembra que o governo de Lula é contra a classificação de terrorismo do governo americano, que considera organizações terrorista facções criminosas, como PCC e Comando Vermelho. Contudo a população é a favor da classificação.

“Quando os Estados Unidos fala em terrorismo, eles dizem como o ataque às torres gêmeas, não como as facções no Brasil que só querem dinheiro. Não é estatal, é terrorismo para a população brasileira, é diferente”.

O candidato relata ter encaminhado para o presidente Trump propostas de combate ao narcotráfico e relembra a aprovação da Lei Antifacção (Lei nº 15.358 de 2026).

“Eu quero participar da segurança pública com muita força, porque aprovada a PEC da Segurança Pública (PEC 18/2025) eu vou criar o Ministério da Segurança Pública, definir um orçamento e determinar qual o papel da polícia federal, rodoviária e penal e financiar 138 presídios em todo território nacional. O mais importante é dar segurança para as pessoas, libertar os territórios dos bandidos no Brasil inteiro”.

Em relação a redução da maioridade penal de 18 para 16 anos no caso de crimes hediondos, Lula afirmou, quanto cidadão brasileiro, favorável à penalidade, frisando que apenas em relação a crimes hediondos.

Caso Master

Lula afirma que a extrema-direita tenta jogar a Suprema Corte em suas costas, porque eles querem cassar o Alexandre de Morais, não apenas pelo Banco Master, mas porque ele prendeu o Jair Bolsonaro.

“Hoje a denúncia paira sobre todos, Vou repetir o que já disse: não é possível imaginar que a sociedade brasileira vai aceitar que não seja apurado tudo e sobre tudo. A partir do que aconteceu vamos ter que discutir a necessidade de uma reforma do poder judiciário”.

“Vamos investigar, não há a possibilidade das coisas serem acobertadas. Temos que aproveitar esse acontecimento para colocar um fim e buscar um comportamento ético e adequado. Quem quiser ser rico não pode ser ministro da Suprema Corte”.

Em relação ao diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, que esteve envolvido com Daniel Vorcaro, Lula afirma que eles não têm ligação. “Quando soube do que aconteceu eu chamei a atenção dele e afirmei que a posição que ele ocupa não permite essas ações”.

“Ele me deu uma explicação que não foi convincente, mas ele é um extraordinário delegado, não digo se irei indicar ele de volta, porque primeiro preciso ganhar as eleições para então montar o time igual eu fiz nas outras vezes”.

Em dezembro de 2024, Daniel Vorcaro foi ao Palácio do Planalto se encontrar com Lula. “Ele foi me procurar, como todos que estão com problemas vão me procurar”. O candidato cita vários bancos que, quando tiveram problemas, buscaram o apoio de Lula.

“O Banco Central não investiga politicamente, apenas tecnicamente. Vorcaro me buscou dizendo que estava sendo perseguido e eu respondi que isso não iria acontecer, na realidade ele seria investigado. Um mês depois o banco fechou, porque ele estava errado”.

Questões financeiras 

O Bolsa Família passou por um reajuste de 15%, com o piso mínimo por família subindo para R$ 691,00, em outubro de 2026. A jornalista questiona porque o primeiro reajuste do mandato ocorreu 17 dias antes do primeiro turno.

“Eu não sabia que o Bolsa Família não havia sido reajustado, porque é inexplicável que no governo do Lula isso aconteça. É impensável, mas aconteceu. Eu tomei a decisão de dar todo o valor que deixamos de dar, para aprender a lição e nunca mais errar”.

Lula relata que quando assumiu a posse da presidência, o país estava com 78% da população endividada. O governo criou o Desenrola 1, 2 e 3 e, de acordo com o candidato, a União pretende comprar essa dívida. “Um recomeço para a economia andar a todo vapor”.

“O jeito de você resolver o problema fiscal é fazer a economia crescer. Eu tenho 80 anos e vivo a 50 anos nessa briga, toda vez que alguem quer resolver o problema fiscal, o povo pobre paga. Eu peguei a economia nesse mandato com o Brasil sendo a 12ª economia do mundo, já estamos em 10ª e nós ano que vem vamos estar entre as 8 maiores economias”.

O candidato afirma estar preocupado com a dívida pública e que sabe ter divergência com muitos economistas por conta de sua tese econômica: muito dinheiro na mão de poucos é pobreza, pouco dinheiro na mão de muitos é riqueza. Com isso, Lula explica o porque aposta na microeconomia.

“Nós fazemos a maior política de crédito que esse país já viu para que as pessoas façam as coisas crescerem. O que faz o Brasil crescer é a microeconomia, colocar o dinheiro na mão do povo. Eu havia acabado com a fome em 2014 e quando voltei tinham 33 milhões de pessoas passando fome outra vez”.

Em relação a energia brasileira, Lula lamenta que grande parte dela seja privada e que o povo esteja pagando o preço por essa privatização. O candidato acredita que pela produção de energia barata exista a possibilidade de trazer DataCenters para o Brasil, além de trabalharem na economia verde, na criativa e na digital.

Saúde pública

Em relação ao Sistema Único de Saúde, a jornalista questiona se o tempo de espera das filas, que não foi reduzido significativamente nos últimos quatro anos, estaria entre as preocupações do plano de governo do candidato.

“Não só temos planos, como estamos colocando em prática, é que estava tudo desmontado. Contratamos mais médicos e especialistas, as coisas estão andando. Estamos caminhando para que no futuro o Brasil possa ser o país que mais tenha evoluído no tratamento de câncer no mundo”.

Considerações finais de Lula

“Não é fácil você fazer as coisas acontecerem em um país que estava destruído como o nosso. E eu acho que nós fizemos milagre na área da educação, da saúde, atendeu tudo? Não, porque tem muita coisa em atraso. Eu tenho certeza absoluta que o país está no rumo certo, eu tenho certeza da aprovação da escala 6×1, tenho certeza que dar transporte gratuito para as pessoas nos fins de semana agora que terão dois dias de descanso é maravilhoso”.

Entrevista com Flávio Bolsonaro

Flávio Bolsonaro responde a polêmicas partidárias e propostas para um futuro governo. Imagem: Arquivo Globo

Questões financeiras

Flávio afirmou que manterá os reajustes do salário mínimo acima da inflação, não irá desvincular o percentual de reajuste do mínimo, aquele usado para corrigir a os valores das aposentadorias, e não pretende mudar a constituição para eliminar os pisos de gastos com saúde e educação.

“Tem circulado muitas fake news, meu concorrente tem promovido um verdadeiro terrorrismo em cima de servidores públicos, de estatais, dizendo que eu acabaria com as aposentadorias, privatizaria Banco do Brasil, Caixa e Petrobrás. Mas estou concorrendo como presidente da república, uma posição muito séria. O maior ajuste fiscal que o Brasil pode fazer é tirar o Lula”.

A jornalista questiona como a equipe de Bolsonaro pretende chegar aos 200 bilhões de reajuste que tem prometido ao mercado, sem mexer nos grandes núcleos da despesa pública. Flávia afirma que é preciso combater despesas e cita:

“Serão cortados pelo menos 10 dos 39 ministérios atuais, imóveis inabitados serão colocados em fundos de gestão, ao mesmo tempo pretendemos voltar a obter lucro com as estatais e ganhar com os royalties do petróleo. Tem despesas a serem cortadas e receitas novas para serem feitas”.

A jornalista volta a questionar o candidato que os economistas quase em consenso não concordam com estas afirmações e que nenhuma destas despesas que Flávio pretende cortar se enquadram como grandes despesas do país.

Em relação ao fim da escala 6×1, a jornalista relembra que Flávio sempre foi contra essa proposta e a chamava de eleitoreira, mas que na véspera da votação mudou de posição e votou favoravelmente.

“Eu sempre defendi mais liberdade para que os trabalhadores pudessem inclusive montar a própria jornada de trabalho. Isso pressupõe que sou a favor do fim da escala 6×1. Então no meu governo vou construir creches para as mães deixarem seus filhos, quando não houver vaga na rede pública o governo dará um voucher para que posso colocar a criança na rede privada”.

“Eu votei conforme eu ouvi nas ruas e segui a vontade da maioria dos trabalhadores brasileiros”.

O candidato afirma que será um presidente que irá devolver o poder de compra dos trabalhadores, para que eles possam aproveitar o dia a mais de folga sem se preocupar com as dívidas ou com o dinheiro que não dura até o final do mês. E reafirma que não irá reverter o fim da escala 6×1 se for eleito e que todos os direitos trabalhistas estão garantidos.

Mandatos presidenciais

Ao defender o fim da reeleição, Bolsonaro ventilou estender os atuais quatro anos de mandato para cinco anos. A jornalista questiona se o candidato manterá a posição de ser um presidente de mandato único, como ele mesmo afirma, se essa mudança na constituição não for aprovada pelo congresso.

“Sim, eu abriria mão de buscar um novo mandato. Partiu de mim a PEC que busca o fim da reeleição para presidente da república e os detalhes serão decididos no processo legislativo. Eu estou me comprometendo, eu só preciso de um mandato para começar a consertar o nosso país de verdade”.

Flávio ainda explica que a medida não cabe apenas para o presidente da república, mas para parentes de até terceiro grau também. Ele afirma que não apoiaria uma mudança na PEC que permitiria que o pai ou os irmãos, por exemplo, concorressem em uma futura eleição.

Mudanças no STF e caso Master

O plano de governo de Bolsonaro coloca a reforma judiciária como prioridade, apresentando seis itens que pretende modificar. A jornalista questiona o candidato se existe algo mais que se pretende fazer durante a reforma.

“Eu acho que o judiciário precisa entrar também, junto com o legislativo e o executivo, cada um dando sua parcela de sacrifício, inclusive para combater os privilégios que hoje são 24 bilhões de reais por ano. Todo mundo tem que colaborar para a redução de despesas, mas sempre de forma respeitosa”.

Flávio defende o impeachment de Alexandre de Moraes por conta da relação que este tinha com o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro. A jornalista questiona se o candidato busca o mesmo tratamento para Nunes Marques, ministro indicado pelo pai de Flávio, que também possui relação com Vorcaro.

“Todo mundo tem que estar abaixo da lei. O problema do Brasil hoje é que as pessoas acham que estão acima da lei. A lei 1.079 estabelece quais são os crimes de responsabilidade que levam ao impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal. Como, por exemplo, atuação político partidária, que vemos em alguns ministros”.

Em relação ao caso Master, Flávio recebeu 70 milhões de reais de um total de 134 milhões que havia pedido para Vorcaro. A jornalista comenta que este dinheiro não foi para a produtora do filme Dark Horse, sobre Jair Bolsonaro, mas para um fundo imobiliário nos Estados Unidos gerido por um advogado amigo do irmão de Flávio.

Sem informações de onde foi parar o dinheiro do fundo, a jornalista questiona que, se não há nada a esconder, porque estas informações não chegam ao eleitor.

“Mas já vieram ao público, a produtora do filme já prestou contas de tudo. Eu vou esclarecer quantas vezes forem necessárias: eu estou falando de um pedido privado de patrocínio para um filme privado, sem nenhuma contrapartida pelo fato de eu ser senador da República”.

Flávio começa a comentar sobre a relação de Lula com Vorcaro e o filme produzido em 2009, Lula, o Filho do Brasil, mas a jornalista interrompe e explica que nas entrevistas procura pautar as conversas por fatos estabelecidos, respaldados nas investigações dos órgãos competentes, por isso pede para não entrar neste assunto onde seriam ditas apenas especulações.

Aproveitando a deixa, a jornalista então questiona que a perícia da própria produtora do filme afirmou que ele custou 75 milhões de reais, enquanto Flávio pediu 134 milhões ao Vorcaro. Flávio responde que era um contrato que não foi cumprido, mas com os recursos de Vorcaro e outros investidores foi possível concluir o filme.

“Eu conversei com vários possíveis investidores e ele topou fazer em uma época em que não havia nada de errado com ele. O que está errado é o Vorcaro ser beneficiado pelo Vaccari, braço direito do Lula”.

A jornalista questiona o candidato cobrar sobre a atitude de Lula em relação ao filho, considerando que Jair Bolsonaro, quando presidente do Brasil, avisava todo mundo que iria agir e agiu para proteger o filho, trocando um ministro da Suprema Corte. O candidato respondeu afirmando que isso nunca aconteceu.

“Isso não é verdade, ele trocou o superintendente do Rio de Janeiro na época porque ele estava apresentando maus resultados. Lula troca 27 superintendentes de toda a nação, mas Bolsonaro troca um superintendente e é questionado”.

A jornalista reforça que Bolsonaro trocou um ministro, ao qual Flávio respondeu que Sérgio Moro pediu para sair e hoje apoia sua campanha.

Família Bolsonaro

O ex-presidente Jair Bolsonaro está condenado à 27 anos de prisão por tentativa de golpe, contudo existem movimentações no judiciário para tentar anular a condenação ainda este ano. Flávio afirma primeiramente que o pai foi condenado em uma farsa pelos inimigos no governo.

“O Flávio Bolsonaro é filho de Jair Bolsonaro, mas o Flávio presidente vai ter você como pai, o povo brasileiro. É para você que vou trabalhar. O ex-presidente nunca tratou de cargo político comigo, então não está no radar dar um cargo para ele no meu governo”.

Flávio Bolsonaro, em discursos anteriores no início deste ano, expressou como seria um privilégio ter o irmão, Eduardo Bolsonaro, falando em seu nome, pois é um craque em relações internacionais. A jornalista questiona que se eleito, o candidato colocará o irmão como chanceler.

“Não, ele não vai ser meu chanceler. O Eduardo é um perseguido político que está lá fora denunciando as arbitrariedades que existem no Brasil. Hoje ele não pode pisar em um monte de países por conta da condenação de Alexandre de Moraes em um processo totalmente viciado e nulo”.

“O Eduardo tem um trabalho espetacular, mas ser o Ministro das Relações Exteriores ou chanceler aqui no Brasil é outro assunto”.

Tentativa de golpe do 8 de janeiro

A jornalista explica que as forças armadas passaram por um processo de afastamento da política, por conta do dano de reputação pelo envolvimento de militares na tentativa de golpe.

“Essa farsa a história vai mostrar que foi algo totalmente armado para tentar tirar Bolsonaro da vida pública. No meu governo as forças armadas vão tomar conta das fronteiras. Uma das primeiras coisas que farei como presidente será declarar guerra contra o narcotráfico no Brasil”.

“Irei declarar facções criminosas, como Comando Vermelho e PCC, como organizações narcoterroristas. O Brasil fará parte do Intercâmbio das Américas e as forças armadas vão trabalhar para resgatar nossa soberania”.

Para o candidato, os envolvidos na destruição das sedes dos Três Poderes em Brasília no dia 8 de janeiro de 2023 devem ser punidas dentro da lei, proporcionalmente aos crimes que cometeram. Cita Flávio: depredação de patrimônio público e agressão a policiais, algo que considera inaceitável e sem justificativa.

“Não dá para dizer que aquelas pessoas estavam tentando dar um golpe. Hoje, o golpe que está acontecendo é o do atual presidente, em que, por exemplo, ele se vinga dos motoboys de São Paulo, não autorizando uma faixa exclusiva para a segurança deles no trânsito, por conta das brigas que tem com Ricardo Nunes, prefeito de São Paulo”.

A jornalista questiona se o candidato perder, se ele respeitará as decisões das urnas.

“Eu vou disputar as eleições com regras que estão aí. Independente de qual for, eu vou respeitar, mas eu tenho a convicção de que o Brasil já escolheu a mudança”.

Saúde pública

A primeira escolha que Flávio anunciou foi para Ministro da Saúde, o médico Claudio Lottenberg, que na pandemia criticou a demora do presidente Jair Bolsonaro em comprar as vacinas. A jornalista questiona se, como ministro, o médico teria a liberdade de tomar as medidas necessárias em uma emergência de saúde pública.

“Com certeza. Inclusive, quando eu fiz este convite para ele, falamos em olhar para frente. A ideia é trazer as boas práticas que existem no melhor hospital do Brasil, do qual foi presidente, para dentro do SUS. É para o SUS ter o padrão do hospital Albert Einstein. Vou criar o prontuário único eletrônico para conectar todas as informações de saúde. Vou fazer o Brasil sem filas, usando as melhores práticas do setor privado no setor público”.

Considerações finais de Flávio

“Quero agradecer a todos vocês do Brasil, por onde eu passo eu sou recebido com muito carinho e esperança. Faltam apenas nove dias para as eleições e para a gente virar essa página triste da história, que é a era Lula, que vai chegar ao fim. Eu vou trabalhar apenas com a verdade e coloco três compromissos: eu nunca vou prometer aquilo que não vou poder cumprir e entregar, eu vou arrumar a economia e vou me dedicar com todas as forças para devolver a segurança para todos nós”.

 

Matéria feita com a colaboração da estudante de jornalismo, Ester Roloff.

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