Faynara recebeu R$ 220 mil do fundo eleitoral, mas apresentou na prestação de contas somente R$ 56 mil até o momento

O Fundo Eleitoral é um dinheiro público usado para financiar as campanhas de candidatos a cargos políticos no Brasil, como presidente, governador, senador, deputado e vereador. O nome oficial é Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC).
A candidata ao cargo de deputada federal pelo Paraná, a empresária Faynara Barbosa (NOVO) recebeu do fundo eleitoral R$ 220.699,00.
Contudo, na prestação de contas no site de verificação público do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ela declarou apenas R$ 56.805,28 em despesas contratadas e R$ 49.955,28 em despesas pagas.
Entre o total recebido e o valor registrado como efetivamente pago naquele momento, há uma diferença de R$ 170.743,72, valor que não pode ser considerado pequeno.
A última atualização dos valores foi feita por Faynara no dia primeiro de outubro.
Então fica a dúvida: para onde foi o restante do dinheiro?
O Portal Mareli Martins entrou em contato com a candidata para que ela esclarece a situação, segue abaixo a resposta de Faynara:
“Os valores em questão foram efetivamente registrados nos pagamentos realizados no final de setembro e início de outubro de 2026, portanto, após o período de referência da prestação de contas parcial divulgada em 15 de setembro”.
“Nos termos do art. 47, § 4º, da Resolução TSE nº 23.607/2019, com as alterações aplicáveis às Eleições 2026, a prestação de contas parcial deveria contemplar a movimentação financeira e os recursos estimáveis em dinheiro ocorridos até 8 de setembro, com envio à Justiça Eleitoral entre os dias 9 e 13 de setembro”.
“Dessa forma, por serem posteriores ao período abrangido pela prestação parcial, os referidos lançamentos não constam necessariamente na primeira divulgação pública. Sua visualização deverá ser verificada nos registros subsequentes da prestação de contas, observados os procedimentos e prazos estabelecidos pela legislação eleitoral”.
A prestação de contas pode ser feita até o dia três de novembro.
A situação chama a atenção por ser parecida com o caso de Teka dos Animais (União Brasil), que também foi investigado pelo Portal Mareli Martins. Acesse a matéria abaixo para mais informações:
Matéria feita com a colaboração da estudante de jornalismo Estes Roloff




