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Aliado de Trump diz que Flávio Bolsonaro chegou aos EUA: Flávio é investigado no caso Master e pelos crimes das rachadinhas

Aliado de Trump diz que Flávio Bolsonaro chegou aos EUA: Flávio é investigado no caso Master e pelos crimes das rachadinhas
  • Publishedoutubro 27, 2026
Após perder a eleição, Flávio Bolsonaro foge para os EUA: ele é investigado no escândalo do Banco Master e no caso das rachadinhas. Fernando Frazão/Agência Brasil

O investidor e ex-secretário de Turismo do México, Simón Levy, publicou uma postagem nas redes sociais nesta terça-feira (27) relatando que Flávio Bolsonaro teria chegado aos Estados Unidos (EUA), em uma articulação liderada pelo secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio. A possível fuga de Flávio, menos de 48 horas após perder as eleições presidenciais, também foi confirmada pela agência de notícias Reuters.

 Nenhuma autoridade oficial do Brasil ou dos EUA, entretanto, confirma saída de Flávio do país.

“Como relatei há algumas horas, Flávio Bolsonaro chegou em segurança aos Estados Unidos. O cérebro por trás dessa operação é o Secretário de Estado dos EUA Marco Rubio. Dos Estados Unidos, livre e seguro, Flávio liderará a oposição contra Lula”, escreveu.

A postagem foi feita por volta das 15h30. Em outra publicação, menos de 30 minutos depois, Levy acrescentou que essa fuga recebeu o nome de Operação Alba.

Levy é empresário e advogado e se autodescreve publicamente como um aliado próximo e alguém que serve a Donald Trump e ao movimento MAGA [Make America Great Again, no inglês].

 

 

 O senador não chegou a entregar seus passaportes à Polícia Federal (PF) após decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

A decisão está em segredo de justiça e foi tornada pública pelo senador em suas redes sociais. A ordem judicial faz parte do processo em que Flávio e o advogado Willer Tomaz são investigados no STF por lavagem de dinheiro. Por causa do descumprimento, os passaportes do parlamentar foram cancelados diretamente pela PF.

 

Investigações contra Flávio

Flávio Bolsonaro é formalmente investigado em dois casos que correm no Supremo Tribunal Federal. O primeiro deles é sobre o financiamento do filme Dark Horse, cinebiografia de Jair Bolsonaro.

Menos de seis meses depois de anunciar sua pré-candidatura, o portal The Intercept revelou áudios e mensagens mostrando que Flávio negociou com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, o pagamento de R$ 130 milhões como investimento no filme “Dark Horse”, uma cinebiografia de Jair Bolsonaro.

Ele recebeu do banqueiro cerca de R$ 64 milhões.

“Irmão, preferi te mandar o áudio aqui para você ouvir com calma. […] Eu sei que você está passando por um momento dificílimo aí também, essa confusão toda, você sem saber exatamente como é que vai caminhar isso tudo. E apesar de você ter dado a liberdade, Daniel, de a gente te cobrar, eu fico sem graça de ficar te cobrando, tá?”, disse Flávio em uma das conversas.

Já a segunda investigação tem ligação com o advogado Willer Tomaz. Flávio foi cadastrado como “usuário master” de uma conta bancária do advogado, que é investigado por suspeita de lavagem de dinheiro. A informação está em troca de e-mails localizada pela Polícia Federal (PF).

Para a PF, o cadastro dava a Flávio “acesso operacional relevante” à conta bancária e “sustenta a hipótese de sua eventual participação econômica ou societária de fato na empresa”.

Flávio e Willer Tomaz são amigos, mas negam ter negócios juntos.

Flávio também é acusado de cometer rachadinhas desde 2019, quando Jair Bolsonaro era presidente e Sergio Moro era o ministro da Justiça. Após ser demitido por Bolsonaro do cargo, Moro disse que “o presidente interferiu na PF para proteger Flávio e impediu a investigação sobre as rachadinhas”.

Vale destacar, que como ministro da Justiça, Moro poderia ter dado andamento à investigação contra Flávio, mas não fez. Depois de todas as acusações, os dois se abraçaram novamente na eleição de 2026. Moro foi eleito governador do Paraná e Flávio perdeu para Lula na disputa pela Presidência.

Perda do foro privilegiado

Como senador da República, Flávio terá foro privilegiado até fevereiro de 2027. Depois disso, o político volta a poder ser investigado e processado pela primeira instância, ou seja, a justiça comum.

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