Assessores de Rangel tentam impedir protesto dos moradores do Santa Mônica

Imagem: José Aldinan
Imagem: José Aldinan

Moradores do Núcleo Santa Mônica estiveram na Câmara dos Vereadores, nesta segunda-feira (03), para protestar contra o prefeito Marcelo Rangel (PPS), em relação às promessas feitas durante a campanha eleitoral e que não foram cumpridas. Manifestantes cobraram pela rede de esgoto para mais de 200 famílias e também a pavimentação prometida pelo prefeito, antes de ser eleito. 

 Segundo os moradores, alguns assessores comissionados do prefeito tentaram impedir a manifestação. Os manisfestantes foram abordados pelo assessor de Assuntos Comunitários, Paulo Sérgio Santos e pelos assessores de Gabinete, Divonsir Pereira Antunes “Divo” e “Marcelo do Dom Bosco”. No Palácio da Ronda circula a informação de que Paulo Sérgio e Divo pretendem disputar uma vaga de vereador nas eleições de 2016.

 “Infelizmente o prefeito só é bom de mídia, mas não cumpre com o que promete. Ele esteve no nosso bairro, durante a campanha e fez uma audiência pública neste ano, mas ficaram só promessas. Não acreditamos mais no prefeito. Estamos sem rede de esgoto e o prefeito quer renovar o contrato com a Sanepar por mais de trinta anos. É um incompetente”, disse o morador do Núcleo Santa Mônica, Douglas Antônio Machado dos Santos. 

 De acordo com ele, os assessores comissionados de Rangel tentaram prejudicar a manifestação. “Eles tentaram barrar a nossa entrada aqui e queriam nos levar até a prefeitura. Nós não acreditamos nesse governo. Só vieram falar conosco agora. Na verdade, tentaram impedir o protesto para proteger a imagem do prefeito”, lamentou o manifestante.

 Por outro lado o assessor de Assuntos Comunitários da prefeitura, Paulo Sérgio Santos, disse que o prostesto foi encabeçado por um vereador. “Esta manifestação não é legítima. Pessoas nos ligaram para dizer que o vereador Laroca pagou o ônibus que trouxe os moradores até aqui. Queremos que eles estabeleçam um diálogo conosco, para que possamos resolver o problema. A obra poderá acontecer neste ano, mas se continuarem gritando e protestando, faremos apenas no final do ano que vem”, disse o assessor de Rangel.

 Para ele, as manifestações não são legítimas e prejudicam os direitos dos cidadãos. “Eu não tenho dó desses “troços” (referindo-se aos protestos). Já pensou se todos os dias começaram a queimar pneus e fecharem ruas? Vira uma desordem. Tem que ser organizado”, afirmou o assessor de Assuntos Comunitários, Paulo Sérgio Santos, um dos braços direitos do prefeito Marcelo Rangel.

O morador Edval Meiras ficou revoltado com as declarações e atitudes dos assessores: “Não estamos a serviço de vereador nenhum. Estamos aqui para cobrar os compromissos feitos pelo prefeito conosco, durante a campanha eleitoral. Depois de eleito, ele esqueceu que o Santa Mônica existe. Cadê as quatro mil quadras de asfalto? Cadê o nosso esgoto?”, desabafou. 

Já o vereador Antônio Laroca Neto (PDT), disse que as manifestações foram legítimas e pacíficas. “A população está aqui para cobrar a rede de esgosto, pois infelizmente existe uma má vontade da Sanepar em investir nestes casos. Fico feliz em ver que hoje a prefeitura está se mobilizando, mesmo que tarde. Hoje estão aqui os assessores, Divo, Paulo e outros. Mas quem merece os parabéns são os moradores”, disse o vereador.

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