Secretário de Meio Ambiente admite falhas no aterro de PG

“Ocorreram erros técnicos na análise em relação a compactação, mas não houve irresponsabilidade”, disse Cenoura.

Em entrevista à Rádio T FM, nesta sexta-feira (6), o secretário municipal de Meio Ambiente, Valdenor Paulo do Nascimento ‘Cenoura’ admitiu as falhas em relação ao Aterro do Botuquara de Ponta Grossa. Segundo o secretário, uma das soluções para a questão da destinação dos resíduos é a coleta seletiva, que deverá ser implantada no município. O secretário também disse que as condições climáticas estão comprometendo construção da quinta célula do aterro. Por conta disso, o Conselho Municipal de Meio Ambiente (Comdema), denunciou que o lixo está sendo despejado a céu aberto no aterro.

“A àrea de transbordo que não existe de forma legal, nós tínhamos planejado há vinte dias. O problema é que está chovendo demais e quando chove temos que parar. O que falta é a impermeabilização, que vai resolver esta questão do chorume. Acredito que entre vinte e trinta dias, vamos terminar isso. Ocorreram erros técnicos na análise em relação a compactação, mas não houve irresponsabilidade”, disse Cenoura. Segundo o secretário, o município deverá investir na coleta seletiva. “Nosso eixo principal é a coleta seletiva, temos estudos que confirmam que é possível reaproveitar 72,5% do lixo, com isso, faremos um novo setor de trabalho para que os catadores sejam incluídos de verdade”, destacou.

Sobre os questionamentos do Conselho Municipal de Meio Ambiente (Comdema), sobre o destino dos recursos do Fundo Municipal do Meio Ambiente (Fundam), Cenoura afirmou que a prefeitura tem total transparência. “Eu fui o secretário que efetivou o Fundo de Meio Ambiente em Ponta Grossa. Mandei todas as informações que o Comdema pediu. Hoje temos um montante de aproximadamente oitocentos mil e nenhum valor saiu da conta ainda. Mas tudo está transparente sobre o que licitamos, sobre o que nós gastamos. O Comdema já tem estas informações”, afirmou.

Conforme as informações do presidente do Comdema, Renato Webber, a prefeitura deveria repassar ao do Fundam, cerca de R$ 6 milhões ao ano. Deste valor, aproximadamente R$ 1 milhão, seria destinado para a construção da quinta célula do aterro. Pela lei municipal nº 11.233, a utilização de qualquer recurso do Fundam precisa da autorização do Comdema, mas segundo Renato Webber, os recursos para a construção da nova célula do aterro não passaram pelo Comdema.

Ouça alguns trechos da entrevista:

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