“O camburão foi um fetiche criado pela imprensa”, diz o líder de Beto Richa

Passados nove meses, desde a entrada dos deputados aliados do governo do Paraná, dentro de um camburão da Polícia Militar, o deputado e líder de Beto Richa, na Alep, Luiz Cláudio Romanelli (PMDB), disse que o camburão não prejudicou a sua imagem.
Passados nove meses, desde a entrada dos deputados aliados do governo do Paraná, dentro de um camburão da Polícia Militar, o deputado e líder de Beto Richa, na Alep, Luiz Cláudio Romanelli (PMDB), disse que o camburão não prejudicou a sua imagem.

O ano de 2015 começou bastante tumultuado para o governo de Beto Richa (PSDB), no Paraná, principalmente por conta da relação difícil entre o governo e os professores. Algumas cenas relacionados aos conflitos entre a categoria e o governo entraram para a história. Exemplo disso foi o dia 12 de fevereiro, quando os deputados da bancada de Richa tiveram uma entrada “triunfal” na Assembleia Legislativa do Paraná (Alep). Os deputados precisaram usar o “camburão” da Policia Militar do Paraná para passar pelos manifestantes. Depois disso, a figura do “camburão” que é um carro de alta segurança  e utilizado pela polícia para o transporte de presos, ganhou uma outra conotação pelo Paraná, sendo assimilada a imagem dos deputados que defendem o governador Beto Richa. Esta bancada passou a ser chamada por diversos veículos da imprensa de “bancada do camburão”.

E passados nove meses, desde a entrada dos deputados dentro de um camburão, o deputado e líder de Beto Richa, na Alep, Luiz Cláudio Romanelli (PMDB), disse que não tem problemas em relação à popularidade, por conta do camburão. “Em primeiro lugar, eu gostaria de dizer que é melhor entrar na Assembleia de camburão, do que sair de lá, dentro dele”, disse Romanelli. O deputado destacou que não pode falar por todos os deputados da “bancada do camburão”, mas destacou que não teve problemas depois dos episódios. “Posso falar por mim. Eu não tomo decisões pensando na minha popularidade ou em quantas curtidas ou comentários negativos terei no facebook e em outras redes sociais. A minha preocupação é com aquilo que estou defendendo, Ou seja, a preocupação é em fazer as coisas certas e com coerência”, afirmou.

E mesmo depois de circular dentro de um camburão e de contrariar os interesses dos professores e demais funcionários públicos, Romanelli disse que aumentou a sua aceitação no seu reduto eleitoral. “Com muita satisfação eu digo que hoje tenho melhores índices em alguns municípios, são até melhores que após as eleições, período em que normalmente a aceitação é maior”. declarou. O líder de Beto Richa chegou a dizer que a imprensa colaborou para o excessivo uso da imagem do “camburão”. “Esse fato do camburão foi, na verdade, um fetiche criado pela imprensa. Vamos deixar claro, que entramos em um ônibus da polícia. E isso ocorreu por que a Alep estava tomada por manifestantes”, concluiu.

Veja quem são os deputados da “bancada do camburão”:

Alexandre Curi – PMDB
Alexandre Guimarães – PSC
André Bueno – PDT
Artagão Júnior – PMDB
Bernardo Ribas Carli – PSDB
“Cantora” Mara Lima – PSDB
Cláudia Pereira – PSC
Cobra Repórter – PSC
Cristina Silvestri – PPS
Dr. Batista – PMN
Élio Rush – DEM;
Evandro Júnior – PSDB
Felipe Franceschini – SD
Fernando Scanavaca – PDT
Francisco Bührer – PSDB
Gilson de Souza – PSC
Guto Silva – PSC
Hussein Bakri – PSC
Jonas Guimarães – PMDB
Luiz Carlos Martins – PSD
Luiz Cláudio Romanelli – PMDB
Márcio Nunes – PSC
Maria Victória – PP
Mauro Moraes – PSDB
“Missionário” Ricardo Arruda – PSC
Nelson Justus – DEM
Palozi – PSC
Paulo Litro – PSDB
Pedro Lupion – DEM
Plauto Miró – DEM
Schiavinato – PP
Tiago Amaral – PSB
Tião Medeiros – PTB
Wilmar Reichenbach – PSC
Ademar Traiano – PSDB

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3 comentários

  1. Quer dizer que as furadas de pedágio também eram fetiche? Interessante que na época o atual “líder” do Beto Richa era “lider” do Requião, ferrenho adversário do atual governador.

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  2. O Deputado não acha problema porque o camburão lhe é algo familiar. Aliás, anda rodeado de figuras que estão ou já estiveram “passeando” em um veículo dessa envergadura. Esses assessores, inlcui-se um ex-prefeito que vive do dinheiro público e da infelicidade das pessoas (funerária). Daí porque o Deputado não ligar muito para o meio de locomoção utilizado no dia da vergonha em nosso Estado.

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