Prefeito afirma que terá respostas para irregularidades no lixão de PG

lixo e rangel
“Nós vamos responder a todas estas questões técnicas que foram levantadas nos últimos dias”, disse o prefeito Marcelo Rangel. Imagem: A Rede/Mareli Martins

No início do mês de novembro o Blog da Mareli Martins denunciou as irregularidades no Aterro do Botuquara de Ponta Grossa. Além de despejar lixo a céu aberto no aterro, o que é um crime ambiental, o governo municipal teria deixado de repassar, em torno de R$ 6 milhões ao Fundo de Desenvolvimento do Meio Ambiente (Fundam), de acordo com as informações do presidente do Conselho Municipal de Meio Ambiente (Comdema), Renato Webber. A Ponta Grossa Ambiental (PGA) também confirmou a informação de que a prefeitura tem uma dívida de R$ 12 milhões com a empresa. Recentemente, o secretário municipal de Meio Ambiente, Valdenor Paulo do Nascimento ‘Cenoura’ afirmou que não será renovado o contrato com a PGA.

E nesta quinta-feira (19), o prefeito Marcelo Rangel (PPS), nos concedeu entrevista e afirmou que todas as denúncias serão respondidas.”Estou formando uma comissão muito importante e formada pelos maiores técnicos da cidade de Ponta Grossa e por representantes do estado. Nós vamos responder a todas estas questões técnicas que foram levantadas nos últimos dias”, afirmou o prefeito Marcelo Rangel. Só nos resta esperar que estas resposta venham e que sejam fundamentadas. Por que o discurso do “isso dá pra fazer” está, cada vez mais, em descrédito!

Denúncias do Comdema

O presidente do Comdema, Renato Webber apontou as falhas no aterro. “Nós recebemos informações de que o lixo estava sendo depositado de forma irregular no aterro, por isso, fomos até o local e comprovamos esta informação. O lixo é depositado de forma inadequada, ou seja, não é despejado nem na quarta célula, nem na quinta, que ainda não foi construída. Com base nestas informações, nós fizemos alguns requerimentos solicitando explicações da prefeitura, da Secretaria de Meio Ambiente”, afirmou.

Conforme as informações do presidente do Comdema, Renato Webber, a prefeitura deveria repassar ao do Fundam, cerca de R$ 6 milhões ao ano. Deste valor, aproximadamente R$ 1 milhão, seria destinado para a construção da quinta célula do aterro. Pela lei municipal nº 11.233, a utilização de qualquer recurso do Fundam precisa da autorização do Comdema, mas segundo Renato Webber, os recursos para a construção da nova célula do aterro não passaram pelo Comdema.

“O que aconteceu foi que a prefeitura disse que destinaria uma parte do recurso para a construção da nova célula do aterro, mas isso não passou pelo Comdema. E a célula ainda não foi construída. Nós encaminhamos pedidos de explicações ao município, estamos aguardando o retorno. Mas as justificativas tem sido de que o governo municipal não pediu a autorização do recurso ao Comdema, por questão de urgência e emergência, alegando que precisariam começar a construção da célula. Além disso, os valores repassados pela prefeitura ao Fundam, nos últimos anos, tem sido menores que os valores estimados”, disse.

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