Deputados negam que desviaram verbas da Educação para campanhas

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Os deputados Ademar Traiano (PSDB), Plauto Miró (DEM) e Tiago Amaral (PSB), citados na Operação Quadro Negro, negaram qualquer envolvimento nos desvios de aproximadamente R$ 20 milhões, que seriam utilizados para reformas de escolas.

Na primeira sessão do ano, da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep), nesta terça-feira (2) os assuntos envolvendo a Operação Publicano, que investiga desvios de verbas da Receita Estadual e a Operação Quadro Negro, que investiga irregularidades na utilização de verbas de reformas de escolas, tomaram conta do ambiente. Os três deputados citados na operação Quadro Negro, Tiago Amaral (PSB), Plauto Miró (DEM) e o presidente da Alep, Ademar Traiano (PSDB), conversaram com a Rádio T e com o Blog da Mareli Martins e negaram qualquer envolvimento.

“Quero deixar claro que não temos nenhum envolvimento nestes desvios da educação. Acredito que o tempo vai mostrar que não possuo nenhum tipo de envolvimento nas irregularidades apontadas pela Operação Quadro Negro”, disse o primeiro-secretário da Alep, deputado Plauto Miró.

O deputado Tiago Amaral (PSB), disse que não entende por que seu nome foi citado nas denúncias. “Não tenho absolutamente nada com este caso. Não sei por que o meu nome foi citado, não faço a menor ideia. Mas posso garantir, que eu jamais consentirei com qualquer doação ilegal nas minhas campanhas”, afirmou.

O presidente da Alep e presidente do PSDB-PR, Ademar Traiano estava bastante nervoso, tentando evitar falar com os jornalistas. Traiano disse que as denúncias são infundadas. ” Todo e qualquer recurso de campanha eleitoral foi declarado por mim e pelo governador. As denúncias ouvidas por aí são irresponsáveis, sem credibilidade alguma e não passam de armações políticas”, disse. O presidente da Alep reforçou que “quem não deve não teme”. “Não devo nada, estou limpo e o PSDB também está limpo”, concluiu.

Entenda o caso:

Entre maio e junho de 2015 se tornaram públicos os desvios de recursos da Educação para financiamento de campanhas políticas. Os desvios ocorreram por meio da empresa Valor Construtora e Serviços Ambientais e a Secretaria de Estado da Educação (Seed). O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), deflagrou no mesmo período a Operação Quadro Negro, que investiga o desvio de aproximadamente R$ 20 milhões. De acordo com o relato da assessora jurídica da construtora Valor, Úrsulla Andrea Ramos, o dinheiro teria sido desviado para o financiamento das campanhas de reeleição do governador Beto Richa (PSDB), do presidente da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep), Ademar Traiano (PSDB), do primeiro secretário da Alep, Plauto Miró (DEM) e do filho do conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE-PR),Durval Amaral, o deputado estadual Tiago Amaral.

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