Será que algum pré-candidato está pensando realmente na cidade de Ponta Grossa?

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Pré-candidatos: Marcelo Rangel (PPS), Aliel Machado (Rede), Julio Küller (PMB), Álvaro Secheffer (PV), Sérgio Gadini (Psol), Leandro Soares (PPL). Cenário ainda é incerto e será definido durante as convenções que devem ocorrer entre os dias 20 de julho e 05 de agosto.

O cenário das eleições municipais de Ponta Grossa ainda é incerto, até por que as definições vão ocorrer durante as convenções partidárias, que devem ocorrer entre os dias 20 de julho e 05 de agosto. Antes disso, o que temos é um cenário pré-eleitoral que começa a ser “desenhado”, mas com uma série de dúvidas. Mas o que precisamos saber é se existe algum pré-candidato realmente pensando na cidade de Ponta Grossa?

O fato é  Ponta Grossa possui uma população estimada de 337.865 habitantes, de acordo com o último censo realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mas ainda está nas mãos de políticos que estão mais interessados em seu “próprio bem”, do que no bem coletivo, no crescimento e desenvolvimento da cidade. Basta analisar a postura de alguns pré-candidatos, para perceber que a cidade não é o que mais importa para eles.

Trata-se de um jogo de negociações e interesses que é discutido no Palácio Iguaçu, em Curitiba, com o governador Beto Richa (PSDB) e com o deputado que representa o governo, Plauto Miró (DEM). Embora nunca tenha sido prefeito de Ponta Grossa, Plauto tem participação efetiva e decisiva no cenário eleitoral. É possível dizer que a maior parte dos que pretendem concorrer à prefeitura , antes pedem a famosa “bença” ao deputado Plauto.

E as negociações envolvem as eleições de 2018, seja para o cargo de deputado estadual, federal, além da disputa para o governo do estado. Sendo assim, em qual momento a população de Ponta Grossa é lembrada? Algum destes pré-candidatos está realmente preocupado com a cidade?

Vamos as negociações de bastidores:

Marcio Pauliki (PDT)- Afirma que faz parte de um grupo oposto ao do prefeito Marcelo Rangel (PPS) e do deputado Sandro Alex (PSD), mas antes de anunciar sua desistência da disputa pela prefeitura, conversou muito com o deputado Plauto Miró, com o governador Beto Richa e com todo o grupo de Marcelo Rangel. Embora tenha tentando explicar a sua desistência, ficou evidente que para desistir, Pauliki acertou com este grupo político. E pode ser que esta desistência não esteja tão certa assim.

Julio Küller (PMB)- Foi secretário de Assistência Social do governo de Marcelo Rangel e hoje é o pré-candidato de Marcio Pauliki. Pauliki afirma que Küller é a terceira via. Mas será que é mesmo? Aliás, existem dúvidas se Julio Küller vai seguir firme com a candidatura. Kuller também esteve conversando com o deputado Plauto Miró e, por conta disso, surgiram informações de que ele pode declinar da candidatura. Mas Julio Küller negou que estaria pensando em desistir. É preciso lembrar que uma campanha eleitoral para prefeito custa caro. Isso sem falar no fato de que o TSE cassou o tempo de TV e parte do fundo partidário do PMB.

Qual é o verdadeiro interesse de Pauliki em Julio Küller? Não dá pra digerir o fato de que Pauliki se diz contra Marcelo Rangel, mas vai apoiar alguém que participou do governo de Rangel. E se Küller desistir da candidatura, será que Marcio Pauliki pode ser o candidato? Vale dizer ainda que se Pauliki realmente não for candidato à prefeitura, já disse que será candidato ao cargo de deputado federal em 2018. Não podemos esquecer também que o o vereador Julio Küller nunca escondeu o desejo de ser deputado estadual. E em política a tal da “visibilidade” é muito importante.

Marcelo Rangel (PPS)- O presidente do PPS no Paraná, Rubens Bueno, disse que Rangel terá que passar pela convenção partidária e vencer o outro pré-candidato, vice-prefeito Dr. Zeca, que se filiou há pouco tempo no PPS. Rubens fez diversas declarações desfavoráveis ao prefeito Marcelo Rangel, principalmente por conta da saída do irmão de Rangel, Sandro Alex, que deixou o PPS para ingressar no PSD. Mas pode ser que esse não seja o real motivo e que Bueno esteja apenas “negociando o futuro político”. O prefeito terá as promessas não cumpridas, com um dos pontos negativos.

Álvaro Scheffer (PV)- Declarou que segue como pré-candidato, mas que também poderia ser vice-prefeito de Marcelo Rangel ou de Marcio Pauliki, que até o momento, afirma que não vai concorrer. Mas tudo pode mudar.

Aliel Machado (Rede Sustentabilidade)- Atualmente é o único confirmado para a disputa. Além da Rede, deverá contar com o apoio do PMDB e do PT, o que vai garantir um bom tempo de TV. Mas tudo indica que para Aliel, independente de ser eleito ou não, a eleição deste ano é uma questão de “sobrevivência”.

Sérgio Gadini (Psol)- O Psol poderá coligar com o PCdoB e se Gadini for mesmo candidato, teremos um grupo de esquerda que terá sua contribuição dentro do debate político, mas que até o momento não apresentou um plano concreto para a cidade.

Leandro Soares Machado (PPL)- se diz o “divisor de águas”, mas ainda não disse a que veio. Pouco se sabe sobre esta candidatura. Uma das hipóteses é que o real objetivo é apenas promover a imagem de Leandro, para uma futura candidatura ao cargo de vereador.

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Um comentário

  1. Não acho errado que se exista ambição política, desde que para ascender nesta carreira se faça como na iniciativa privada, fazendo um bom trabalho para o seu empregador, ou seja, o povo.

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