Pauliki vota a favor do ‘pacotaço’ de Richa

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“Teremos impactos positivos com o aumento da receita, desde que os recursos sejam investidos em investimentos e obras para a população”, disse Pauliki, sobre o novo pacote do governo do Paraná. (foto: divulgação).

Depois de afirmar inúmeras vezes que “sempre seria um deputado independente” e jamais se renderia aos “encantos do governo de Beto Richa”, o deputado ponta-grossense Marcio Pauliki (PDT), tem demonstrado que virou base do governo de Richa. A informação não é nenhuma novidade, visto que, até a desistência de Pauliki em concorrer à prefeitura de Ponta Grossa, passou por negociações com o Richa e seu grupo aliado.

Nesta segunda-feira (19), Pauliki votou favorável ao novo ajuste fiscal do governo de Beto Richa ou novo ‘pacote de maldades’, como tem dito a oposição. Ele já havia votado sim em primeira discussão e agora confirmou em segunda discussão. Deputados de oposição afirmam que, mais uma vez, “a população será prejudicada”.

O ‘pacotaço’ de medidas foi dividido em cinco pacotes: 433, que prevê mudanças no processo administrativo, 434, que cria taxas de água e recursos minerais, 435, que prevê a venda de ações, imóveis e cria o conselho de controle das estatais, como a Copel e a Sanepar, o 436, que promove alterações no  Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços (ICMS) e o 437, que prevê mudanças na Companhia de Habitação do Paraná (Cohapar). Pauliki deu voto sim aos cinco projetos, juntamente com outro deputado ponta-grossense, Plauto Miró (DEM).  Dos deputados de Ponta Grossa, apenas Péricles de Mello (PT), votou contrário a todos os pacotes. (veja a lista da votação no final da matéria)

Entre as medidas aprovadas está a que trata da taxação do uso da água dos rios paranaenses. Diversas entidades afirmaram que isso causar aumento no preço da água, quando chega às torneiras dos paranaenses. Mas o governo se defende dizendo que “a medida atingiria apenas a geração de energia para outros estados, ou seja, a energia que fosse gerada nas hidrelétricas do Paraná e vendida a outras unidades da federação estaria sujeita a esse novo imposto”.

Também está no ‘pacotaço’, a criação de um imposto sobre a exploração de minérios. Na prática, será criada uma taxa sobre a exploração de minérios, que ainda não existe. O governo coloca como contrapartida, a isenção desta taxa para extração ureia e argila.

Segundo entidades ligadas ao setor “o governo não sinalizou nenhuma medida de redução dos gastos” e que “essas medidas vão apenas melhorar a arrecadação do estado”.

Para tentar “justificar” o voto, o deputado Marcio Pauliki disse, ao Blog da Mareli Martins, que votou  a favor do pacote de medidas, por que teve algumas emendas aprovadas, em conjunto com outros deputados.”Das minhas 22 emendas, 15 foram aprovadas no pacote, algumas garantindo investimentos para os municípios”, destacou.

No entanto, não houve aprovação de nenhuma emenda individual de Pauliki. “Isso aconteceu por que muitos deputados apresentaram o mesmo teor em suas emendas, por isso não teria por que votar de forma separada, pela questão de tempo”, disse.

O deputado Péricles de Mello (PT), que votou contrário ao projeto, destacou que as emendas apresentadas ao projeto não resolvem os problemas. “O governo está se desfazendo de ações de empresas estratégicas. Parte dos problemas no pacotaço do governo são a falta de transparência e a centralização do poder nas mãos do secretário da Fazenda”, disse.

Embora a oposição tenha afirmado que o ‘pacotaço’ vai penalizar a população, Pauliki, não vê dessa forma. “Teremos impactos positivos com o aumento da receita, desde que os recursos sejam investidos em investimentos e obras para a população”, declarou.

E como os paranaenses já estão acostumados com um governo que “cumpre tudo que promete”, certamente, os investimentos virão. “O melhor está por vir”, como disse tantas vezes, o governador Beto Richa, em sua campanha em 2014.

Segundo Pauliki uma de suas emendas propõe que “a utilização específica dos recursos possivelmente obtidos com a venda das ações ‘excedentes’ da Sanepar e da Copel – essa verba seria aplicada, exclusivamente, em investimentos em obras”.

O deputado afirmou que estaria buscando junto ao governo um investimento de R$ 32 milhões para a revitalização da avenida Souza Naves, trecho urbano da BR-373 e ainda a construção da Casa de Custódia, na área de segurança pública.

Vale destacar que Casa de Custódia é uma reivindicação do Conselho Comunitário de Segurança de Ponta Grossa (Conseg), desde 2009. Segundo o secretário de Segurança Pública, Wagner Mesquita, não existe um cronograma definido para a obra.

Os problemas da Avenida Souza Naves, também são muito antigos. O local é conhecido como “Rodovia da Morte”, por conta de tantos acidentes. E já foram muitas as promessas que não foram cumpridas. Por enquanto, a nossa ‘forte classe política’ tem comemorado, como um “grande mérito”, a instalação de lombadas, que não resolvem o problema

Sendo assim, resta esperar agora que o novo integrante da base de Richa, deputado Marcio Pauliki (PDT), tenha realmente toda esta força para trazer estas obras que são tão importantes para Ponta Grossa. E que, dessa forma, Pauliki, possa realmente justificar o seu voto favorável a mais um ajuste fiscal do governo do Paraná.

Votação dos deputados nos cinco projetos do ‘pacotaço’:

votacao-433-mudancas-noprocesso-administrativo-fiscal-pdf-1
433- Mudanças no processo administrativo fiscal

 

votacao-434-criacao-das-taxas-de-agua-e-recursos-minerais-1
434- Criação das taxas de água e recursos minerais

 

votacao-435-venda-de-acoes-imoveis-e-criacao-do-conselho-de-controle-das-estatais-pdf-1
435: Venda de ações e imóveis e criação do conselho de controle das estatais
votacao-436-mudancas-no-icms-pdf-1
436: Mudanças no ICMS

 

votacao-437-mudancas-na-cohapar-pdf-1
437: Mudanças na Cohapar

 

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