vídeo Küller perde o controle ao falar do falso sequestro de vereadora e seus cargos na gestão Rangel

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Visivelmente descontrolado, Julio Küller (PMB), tentou fugir de respostas sobre assuntos polêmicos. (Foto: Assessoria)

O candidato Julio Küller (PMB), se descontrolou durante entrevista à Rádio T, nesta terça-feira (27). Küller foi agressivo ao responder aos questionamentos sobre a declaração de um dos assessores da ex-vereadora Ana Maria (PT), Idalécio Gouveia, em que ele afirmou que  “Julio Küller foi um dos articuladores do falso sequestro. O depoimento do assessor foi concedido à TV Cantu, de Laranjeiras do Sul, no ano de 2013.

Küller também ficou bastante nervoso quando foi questionado sobre o fato de que hoje defende a redução de cargos em comissão, mas tinha um alto número de cargos na gestão do ex-companheiro, Marcelo Rangel (PPS), segundo informações do Governo Municipal.

O mesmo descontrole aconteceu quando o candidato teve que responder peguntas em relação ao seu trabalho como secretário de Assistência Social, no atual governo, quando houveram atrasos nos repasses para entidades sociais e para o Restaurante Popular. Julio Küller jogou a responsabilidade para a Secretaria de Gestão Financeira.

No ano de 2013, a TV Cantu, de Laranjeiras do Sul, publicou uma reportagem com um dos assessores da ex-vereadora Ana Maria (PT), Idalécio Gouveia, em que ele afirma que “Julio Küller foi um dos articuladores do falso sequestro”, mas o candidato negou qualquer tipo de envolvimento. “Lógico que não tive envolvimento, vejam na reportagem a declaração feita pelo advogado, ele deixou bem claro que foi um auto-sequestro da vereadora.  As pessoas querem requentar alguma coisa. Mas eu não fui chamado sequer para depoimento, naquele momento, enquanto alguns vereadores foram. Eu não ganhei nada com isso, quem ganhou alguma coisa foi presidente da câmara e o prefeito”, declarou.

Quando foi abordado se o prefeito e o presidente da Câmara teriam participado da articulação, Küller ficou ainda mais nervosos e até tentou encerrar o assunto. “Você que está dizendo, não vi essas perguntas neste sentido para os dois (se referindo a Marcelo Rangel e Aliel Machado, que foi presidente da Câmara). Então é fácil vir aqui e falar. Falar até papagaio fala. E encerramos esse assunto por aqui”, disse Julio Küller.

No entanto, os jornalistas da Rádio T, insistiram no assunto e perguntaram por que ele, dentro de uma Comissão Processante da Câmara, defendia o arquivamento do processo de Ana Maria. “Não tínhamos fatos legais naquele momento”. A reportagem perguntou se Küller defendia o arquivamento por possuir algum tipo de receio, mas ele continuou negando. “Nenhum receio, não tinham fatos legais naquele momento. E na segunda discussão foi colocado sim, por que você não fala isso?”, questionou o candidato.

Depois desse assunto, outro tema que deixou o candidato nervoso, foi o fato de que ele hoje quer a redução de cargos em comissão, mas tinha um número grande cargos, na gestão de Marcelo Rangel. Segundo informações do governo municipal, o candidato tinha 37 cargos em comissão. “Não sei de onde você tirou essa informação. Eu tinha pessoas que administravam comigo a secretaria, esse número que você diz, sinceramente, é um desleixo de tua parte. Isso é constrangedor”, disse Küller para a  reportagem da T.

Como vereador, Julio Küller votou a favor dos cargos do cabidão de comissionados,mas se defendeu dizendo que a situação era outra naquele momento. “Naquele momento o prefeito tinha acabado de se eleger e o Brasil vivia um momento diferente. Os técnicos da administração vieram até nos vereadores e passaram uma condição maior para o futuro da cidade, a condição de arrecadação prevista era maior. Naquele momento, essa reforma administrativa era interessante para o município”, afirmou. Vale dizer que desde o começo de sua gestão, em 2013, o prefeito Marcelo Rangel tem destacado a difícil situação financeira da prefeitura.

O mesmo argumento foi utilizado por ele para responder por que votou a favor do aumento dos valores da taxa de coleta de lixo e do IPTU. Acréscimos que prejudicaram diretamente a população. “O Brasil vivia outro momento e o prefeito tinha acabado de se eleger, mostrando toda a estrutura administrativa do município. Mas eu serei o prefeito que não vai aumentar impostos”, disse. O candidato do PMB também manteve sua defesa da continuidade de 23 vereadores, por considerar “que os debates e as discussões sobre a cidade aumentaram”.

Küller culpa prefeito e secretário de finanças por atrasos em programas sociais

O candidato Julio Küller tem dito “que é preciso fazer uma boa gestão do dinheiro público”, mas foi secretário de Assistência Social, da atual gestão, onde ocorreram atrasos de pagamentos de recursos para entidades sociais e outros programas. Küller jogou a culpa dessa “má gestão de recursos” à Secretaria de Gestão Financeira.

“Os atrasos de recursos são responsabilidade da secretaria de finanças, tragam o secretário aqui pra responder. A minha responsabilidade foi feita. Eu fiz, se o prefeito não fez é problema dele”, disse.

“Nossa candidatura não é traição”, disse Küller

Por ter feito parte do governo de Marcelo Rangel, Küller tem sido chamado de “traidor”, pelos seus adversários. Mas ele afirma que não se trata disso. “A nossa candidatura não significa traição,de forma alguma, infelizmente foi um mandato muito ruim, mas ele teve toda a estrutura e acompanhamento do grupo de Julio Küller para que pudesse fazer um bom mandato”. Kuller também disse que “ficou até os últimos minutos do governo, para não deixar as pessoas na mão”.

Kuller afirma que está no segundo turno

Julio Küller declarou que tem certeza que vai chegar ao segundo turno e  rebateu as críticas, vindas de seus adversários, que o chamam de “laranja ou de fantoche do deputado estadual Marcio Pauliki”. “Não sou mais terceira via, sou segunda via, pois nossas pesquisas mostram que estamos em segundo lugar. O Pauliki vai ajudar a gerenciar a cidade, sem amarras. Estou tranquilo quanto a isso. O Pauliki tem ido comigo nas ruas e nos somos muito bem recebidos”.

Kuller afirmou que nem pensa na possibilidade de não chegar ao segundo turno e que não vai apoiar Marcelo Rangel. Também disse que não pensa em administrar novamente uma secretaria, num possível segundo governo de Rangel. “Não serei secretário, serei o prefeito de Ponta Grossa”, concluiu.

Ouça a entrevista completa:

Um comentário

  1. Completamente descontrolado mal educado, perdeu de ser mais delicado ao responder a repórter que estava apenas fazendo e muito bem o seu trabalho, eu como simples eleitora me senti mal e garanto que com essa atitude perdeu muitos votos, já dá pra ter uma noção de como será o debate. Um abraço

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