vídeo Rangel foge de entrevista na rádio T

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Com medo de desgaste, candidato à reeleição, Marcelo Rangel (PPS), não compareceu na entrevista da Rádio T, nesta quarta-feira (28). (foto: Portal a Rede)

Dando sequência à rodada de entrevistas com os candidatos à prefeitura de Ponta Grossa, na Rádio T, estava programada para esta quarta-feira (28), uma entrevista com o candidato à reeleição Marcelo Rangel (PPS). No entanto, o candidato não compareceu. Rangel também fugiu do debate realizado pela emissora, no dia 26 de agosto.

Em respeito aos ouvintes e aos candidatos que participaram das entrevistas, durante o horário programado para a entrevista do prefeito, a Rádio T, fará a divulgação das  perguntas que seriam feitas ao candidato Marcelo Rangel. (ouça as perguntas no final do texto)

A Coligação “Ponta Grossa no Rumo Certo”, enviou oficio que teria sido escrito pelo prefeito, mas foi assinado pelo presidente da coligação, Luciano Schlumberger. No oficio, o prefeito relata que não “compareceu à entrevista por conta de compromissos de ordem administrativa, em função do exercício do cargo de prefeito”. Rangel agradeceu o convite: “agradeço, sensibilizado o gentil convite e reitero meu compromisso com o trabalho que faz esta cidade melhor a cada dia”.

Vale destacar que a ordem da entrevista dos candidatos foi estabelecida em sorteio, que contou com a participação de representantes de todas as coligações. Na ocasião, o representante da coligação de Marcelo Rangel assinou o documento com as regras da entrevista. Caso o candidato não pudesse participar da entrevista, deveria comunicar 24h antes do dia da entrevista, regra que não foi respeitada pela coligação de Rangel. O ofício comunicando que o candidato não participaria da entrevista foi enviado, por volta das 18h, desta terça-feira (27).

Participaram da entrevista os candidatos Leandro Soares (PPL), Aliel Machado (Rede Sustentabilidade), Julio Küller (PMB). E nesta quinta-feira (29), o Professor Gadini (Psol), encerra a rodada de entrevistas. Todos os candidatos tiveram 40 minutos de entrevista. Os temas abordados foram transparência, governabilidade, propostas e compromissos de campanha, ações futuras para o desenvolvimento da cidade.

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Ofício encaminhado pelo presidente da coligação “Ponta Grossa no Rumo Certo”, na terça-feira (28), às 18h. 

Confira as perguntas que foram elaboradas pelos jornalistas da Rádio T ao candidato Marcelo Rangel (PPS):

– Durante todos os anos de mandato, a população sofreu com falta de asfalto, com buracos nas ruas e agora o senhor está mandando tapar os buracos. Se o senhor podia fazer isso antes, por que deixou pra fazer apenas agora em época de campanha?

– Exemplo disso são as obras de revitalização da Avenida Carlos Cavalcanti, por que só agora?

– O Parque Ambiental não tinha iluminação adequada, por que o senhor colocou essa iluminação apenas agora?

– Por que o senhor não cumpriu com a promessa de construção do Parque Central?

– Por que o senhor prometeu elevar o número de ciclovias na cidade e não cumpriu?

– O senhor disse que implantou o Pronto Atendimento Infantil, no Hospital da Criança, que estava abandonado. Mas o senhor fez isso há poucos dias. Funcionários relatam que o senhor apenas colocou uma placa dizendo que o lugar foi inaugurado, mas que não existe estrutura pra isso. Essa é apenas uma propaganda eleitoreira?

– O senhor faz propaganda da construção de novos CMEIS, mas além de serem obras oriundas do Governo Federal, que o senhor tanto critica, são obras que foram deixadas pelo ex-prefeito Pedro Wosgrau. Destes CMEIs, quantos realmente foi o senhor que conseguiu recursos? Quantos são do seu governo?

– Dos conjuntos habitacionais que o senhor destaca e que são oriundos do Minha Casa, Minha Vida, do Governo Federal, apenas um dos conjuntos foi contratado na sua gestão, que é o Esplendore. Ou outros: Costa Rica, Londres e Buenos Aires foram contratados pela gestão do ex-prefeito Pedro Wosgrau. Por que o senhor afirma que foi o senhor que conseguiu estas obras, se na verdade foi o ex-prefeito Wosgrau?

– Pavimentação com recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), como da Vila Ildemira e do Jardim Planalto também foram deixadas pela gestão anterior de Wosgrau. Por que o senhor insiste em fazer propaganda com obras que não são do seu governo, mas deixadas por outros governos?

– As reformas das unidades de saúde também foram projetos já deixados pela gestão anterior, com recursos adquiridos, pelo ex-prefeito Wosgrau, oriundos do Governo Federal. Afinal, o que senhor realmente conquistou?

– O senhor também tem feito propaganda com a duplicação do Viaduto do Santa Paula, mas esta também é uma obra da gestão do ex-prefeito, Wosgrau. Qual a participação que o senhor tem nesta obra?

– O senhor faz a mesma coisa com obras do Estado.  Por que o senhor mostra em sua propaganda a maternidade do Hospital Regional como uma conquista sua, se esta obra é do governo do estado?

– Aliás, o senhor e o seu irmão, deputado federal Sandro Alex, faziam muitas críticas a este hospital regional, que foi construído na gestão do ex-governador Roberto Requião. Na época, o senhor era inimigo do ex-deputado e ex-prefeito Jocelito Canto. O senhor chegou a chamar o local de “casinha de bonecas”, dizendo que o hospital nunca  funcionaria. E agora o senhor faz propaganda com esse mesmo hospital e que nada tem a ver com o seu governo. Isso não é pegar carona, candidato?

– Não é constrangedor usar como propaganda uma obra que não é sua e o que o senhor tanto criticou?

– O senhor responde a processos na Justiça, está com os bens bloqueados por suposta irregularidade nos contratos de shows da 24ª Münchenfest, de 2013. Isso não pode configurar improbidade administrativa, candidato?

– O senhor realmente cometeu estes crimes?

– Como funcionava esta gestão da contratação de empresas para a realização dos shows da Münchenfest?

– A empresa Versus Produções Artística teve algum tipo de facilidade nos processos de licitações da prefeitura?

– O senhor enquanto deputado estadual foi um dos defensores do projeto Ficha Limpa, mas o senhor juntamente com outros deputados está com um processo no Ministério Público, que envolve contratação irregular de funcionários e cargos fantasmas. O senhor não tem medo de ter o mandato cassado?

– Segundo o Ministério Público, o senhor, o presidente do PPS no Paraná, deputado federal Rubens Bueno, o deputado estadual licenciado e atualmente secretário de Esportes e Turismo do Paraná, Douglas Fabrício e o ex-deputado estadual e prefeito de Guarapuava, César Silvestri Filho, terão que devolver aproximadamente R$ 11,3 milhões à Assembleia Legislativa do Paraná, de acordo com a ação do Ministério Público do Paraná (MP). O MP ofereceu à Justiça uma ação civil pública por improbidade administrativa aos envolvidos.

– Como o senhor se defende disso?

– Nos dois casos, se forem confirmadas as irregularidades, o senhor pode ficar inelegível por até oito anos. Isso não o preocupa?

– Na sua gestão foram desviados cerca de 800 mil do Mercado da Família e até hoje os culpados não foram punidos. O senhor sabia que estes desvios estavam ocorrendo?

– Quando o senhor ficou sabendo destes desvios, quais foram as suas atitudes?

– Por que até hoje os culpados não foram punidos?

– Um dos problemas apontados por todos os ouvidos no inquérito foi a falta de controle do dinheiro que circula nos espaços do Mercado da Família, sendo o senhor prefeito da cidade, isso também não era sua responsabilidade?

– O senhor faz várias críticas ao PT, mas no ano de 2013, o senhor chegou declarar que apoio à presidente Dilma Rousseff. É possível dizer que o senhor já apoiou o PT, então?

– O senhor é aliado do governador Beto Richa (PSDB), e ele também está sendo investigado pela Justiça por supostos desvios na Educação (20 milhões, Operação Quadro Negro) e na Operação Publicano, que investiga desvios na Receita. Cerca de R$ 4 milhões podem ter sido desviados para a campanha de Richa. Da mesma forma que o senhor critica outros candidatos pelas alianças com o PT, o senhor não se preocupa com estes escândalos envolvendo o governador do Paraná?

– O senhor é um candidato que defende a educação de qualidade, o senhor não vê sua imagem prejudicada pelas ações do governador Beto Richa em cima dos professores? Como o massacre que ocorreu no Centro Cívico, em Curitiba, no dia 29 de abril do ano passado.

– O senhor desde o começo da gestão falou nas dificuldades financeiras da prefeitura, mesmo assim, o senhor aumentou mais da metade o número de cargos em comissão. Isso não foi incoerente?

– O seu plano de governo não apresenta muitas diferença em relação ao apresentado em 2012. Inclusive muitas das promessas que não foram cumpridas o senhor mantém nesse plano de governo atual. Se não deu pra fazer nesta primeira gestão, por que agora vai dar pra fazer?

– O senhor afirma que “Ponta Grossa está no rumo certo”, mas com essa política de promessas não cumpridas e fazendo propaganda com obras dos outros, por que o senhor acha que Ponta Grossa está no rumo certo?

– Os seus concorrentes dizem que uma de suas principais propagandas não é verdadeira, a que se refere ao ensino integral. Tanto Julio Kuller (PMB), como Aliel Machado (Rede), disseram que hoje não existe ensino integral. O senhor pode nos explicar como funciona o ensino integral em Ponta Grossa? Qual é a grade curricular?

– O senhor levou uma grande vantagem por Ponta Grossa receber 60 médicos cubanos, do Governo Federal, programa ‘Mais Médicos’. Realmente a população está muito satisfeita com o trabalho deles. Mas e se não fossem este médicos do Governo Federal, como o senhor administraria a saúde hoje? Como contrataria médicos?

– Na sua gestão o senhor promoveu aumentos significativos, de 37% nas taxas de coleta de lixo e no IPTU. No seu segundo mandato, caso seja eleito o senhor fará isso novamente?

– A população será penalizada com novos impostos?

– Como estão as dívidas da prefeitura? Quanto o senhor pagou? E quanto restou?

– Dentro das suas propostas por que o senhor não construiu o Centro de Especialidades?

– Para onde foram os recursos do governo do estado que foram destinados para esta obra? Cerca de R$ 7 milhões para construção e 5 milhões que seriam destinados para compra de equipamentos?

– Por que o senhor não colocou a Arena para funcionar?

– E o horário estendido dos CMEIs, que o senhor prometeu que funcionariam até às 18h. Por que isso não foi possível?

– A sua proposta sua de entregar tablets não é uma proposta eleitoreira. Quanto isso vai custar aos cofres?

– Por que o senhor está terminando o mandato sem implantar efetivamente a coleta seletiva na cidade?

– Mais uma gestão termina e o aterro sanitário ainda não teve uma solução. Inclusive, o contrato do lixo que foi aprovado na Câmara dos Vereadores, está sendo questionado na Justiça. Por que o seu governo não apresentou uma real solução para isso?

– Por que o senhor queria renovar o contrato da Sanepar por mais 30 anos?

– O senhor tem o conhecimento de que são muitos os locais que ainda não possuem rede de esgoto?

– Em relação as suas promessas de campanha, qual o percentual que o senhor cumpriu?

 Ouça a entrevista:

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