vídeo “O Paraná não é a maravilha que o Richa mostra na propaganda”, diz Requião Filho

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“Nós da oposição fazemos o nosso papel, denunciamos, tentamos abrir CPI, mas o governo não autoriza, usando de ameaças a deputados. Se uma CPI fosse implementada, todos iriam ver a lama que cobre o Paraná”, afirmou Requião Filho.

Em entrevista à Rádio e ao Blog da Mareli Martins nesta quarta-feira (21), o líder da oposição na Assembleia Legislativa do Paraná, Requião Filho (PMDB), disse que, ao contrário, da propaganda que tem sido feita pelo governo, o Paraná, vive uma situação complicada, com mais investimentos em propaganda do que em áreas prioritárias como saúde, educação e segurança pública. Para Requião Filho, o balanço do ano é negativo, principalmente pelo comportamento do governo de Beto Richa (PSDB) e dos deputados aliados. (Ouça a entrevista completa no final da matéria)

O deputado abordou assuntos como o orçamento para o ano de 2017, que será de aproximadamente R$ 59 bilhões, a decisão do governo em adiar a data-base dos servidores públicos, que conforme a oposição, trata-se de uma medida inconstitucional. Requião Filho também falou sobre os escândalos de corrupção que envolvem o governo de Richa e as articulações para as eleições de 2018.

Segundo Requião Filho, Beto Richa mostra em suas propagandas, um governo que não existe na prática. “A realidade do Paraná é complicada, temos um governo esquizofrênico, que na propaganda mostra um estado que está às mil maravilhas, quando a realidade é outra. Temos um governador que não paga os direitos dos servidores, que arrocha empresários e agricultores com aumentos de tarifas, impostos e que não consegue reduzir despesas”, afirmou o deputado.

O governo declarou que vai investir  R$ 8 bilhões em infraestrutura em 2017, mas segundo o deputado, essa previsão também foi feita em 2016 e não foi cumprida. “Estamos contando a verdade, pois no ano passado, ano eleitoral, o governo já fez essa promessa de oito bilhões em obras e não cumpriu nem 10%. E isso não foi culpa da crise, pois estava no orçamento. Não aconteceu e não vai acontecer no próximo ano”, disse.

Outro ponto que torna o a gestão de Richa ainda pior, de acordo com ele, é o fato de que os deputados aliados do governador, que são a maioria na Assembleia, votam sim a tudo que vem do governo, por receberem certos “favores” e, com isso, não demostram preocupação com os paranaenses.

“Nossa oposição tem apenas sete deputados e existe a bancada independente, mas apenas uma parte dessa bancada é independente, os outros, são indecisos. E os deputados da base agem como cordeirinhos. Isso significa aumento de impostos, como água e luz. Em contrapartida o governo investe na rádio do cunhado do deputado, com propagandas de empresas como Sanepar e Copel. E logo depois, esse mesmo deputado aparece na foto com o governador em uma inauguração de ponte, por exemplo, que não foi concluída, mas eles inauguram em ano eleitoral”.

Na prática, essas amarras resultam em falta de fiscalização do trabalho do governo, função que deveria ser feita pelos deputados. “Nós da oposição fazemos o nosso papel, denunciamos, tentamos abrir CPI, mas o governo não autoriza, usando de ameaças a deputados. Se uma CPI fosse implementada, todos iriam ver a lama que cobre o Paraná”, afirmou Requião Filho.

Utilizando como exemplo o deputado de Ponta Grossa, Marcio Pauliki (PDT), que agora faz parte da base governista, Requião Filho falou a respeito da forma como o governo de Richa “amarra” os deputados. “Ouvi o líder do governo, deputado Romanelli, falando aqui na T sobre um deputado que agora será tratado como tal por que aderiu a base (Pauliki). Isso significa dizer que ele vai poder aparecer na foto com o governador em inaugurações. E quem sabe eles não inauguram em cem por cento o Hospital Regional de Ponta Grossa e outras obras que foram prometidas à região e que estão paradas. Tudo é uma questão de apenas aparecer na foto, uma maneira de comprar a posição daquele deputado. Se você não for da base, não pode aparecer em reportagens de empresas que recebem recursos do governo”, criticou.

Questionado se não existe nada de positivo no governo de Beto Richa, Requião Filho, usou de seu tradicional sarcasmo para responder. “O que vejo de bom é que ele está chegando ao fim”.

Emenda como “moeda de troca”

A tal da emenda parlamentar se transformou em uma prática muito comum dos aliados do governo, quando querem passar a “falsa imagem”, de que estão trabalhando pela população. Mas o deputado Requião Filho afirmou que isso não passa de um jogo entre governo e seus aliados.

“A oposição não tem emendas, por que no Paraná ou você vota a favor do governo ou ele claramente não te atende. Na minha opinião emenda parlamentar é algo inconstitucional. Parlamentar não pode gerar despesas e nem indicar orçamento. O nosso papel é fiscalizar e fazer leis. E quando a emenda é usada como moeda de troca para comprar e forçar certas posições no Legislativo, além de inconstitucional, ela se torna imoral”.

Adiamento da data-base dos servidores

Deputados de oposição e da bancada independente ingressaram com uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) no Tribunal de Justiça solicitando a suspensão da eficácia dos artigos 32 e 33 da Lei 18.907, de 25 de novembro de 2016, que adiou por tempo indeterminado o pagamento do reajuste dos servidores públicos.

Para Requião Filho o problema é que o governo alterou um direito adquirido. “É um entendimento do Supremo Tribunal Federal que o servidor tem o princípio da irredutibilidade, ou seja, o salário não pode ser reduzido. A data-base é uma reposição da inflação. O governo fala que o ano foi de crise  e até concordo com isso, mas é preciso dizer que a data-base que não está sendo paga é a de 2015 e a crise não era essa. O governo sancionou uma lei em 2015 para acabar com a greve da categoria, mas o Beto Richa não cumpre lei e, mais uma vez, não cumpriu. O STF entende que por ser um direito adquirido pelo funcionário público, não pode ser retirado”, disse

Eleições 2018

Conforme o deputado, o PMDB será uma das opções para o governo do Paraná em 2018. “O senador Requião pode concorrer novamente. O PMDB é muito forte no Paraná. Nós temos a certeza de que time que não joga não tem torcida. O PMDB se coloca sim como uma das opções para 2018, para que tenhamos novamente programas sociais, como a tarifa social da água, da luz, investimentos em saúde, incentivos fiscais. Com o PSDB, o Paraná está retrocedendo em programas sociais e de incentivo fiscal para o empreendedorismo”.

Ouça a entrevista completa:

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Um comentário

  1. Prezado Deputado… concordo com tudo que falou sobre o governo Beto Richa. Um ser arrogante e que acha acima de tudo. Porem, como tenho insistido com outros politicos, que tal começar com exemplos próprios antes de falar qualquer coisa, tipo economizar nos seus gastos, seu pai abrir mão da aposentadoria etc… se cada deputado abrisse mão de 30 mil reais ao Mês, quanto não teríamos para investir no Estado? Pense um pouco e reflita… comece a mudança com sua atitude.

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