Traiano barra entrada de manifestantes na Assembleia Legislativa

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“Não se tratam de professores e sim de sindicatos. É preciso entender que hoje foi um momento solene, festivo e não era hora para qualquer tipo de desagrado”, declarou o Traiano.

A Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) iniciou os trabalhos nesta quarta-feira (1º), com a posse da Mesa Executiva. Como já estava previsto os representantes da APP-Sindicato fizeram manifestações. O sindicato representa a categoria dos professores. Por determinação do presidente da Alep, Ademar Traiano (PSDB), os manifestantes foram barrados e não conseguiram entrar no local.

A situação ficou tensa nas duas entradas da Alep, até mesmo a imprensa chegou a ser impedida de entrar. A segurança ao entorno e dentro da Alep foi reforçada por policiais e seguranças da casa.

O protesto ocorreu devido às mudanças na distribuição de aulas dos professores e a diminuição na carga horária da hora-atividade, que pela mudança proposta pelo governo, cairá de sete para cinco horas.

O presidente da Alep, deputado Ademar Traiano, disse que não se tratavam de professores, mas de um sindicato com cunho político. E também afirmou que a posse da Mesa Executiva é um momento festivo e não de protestos. “Não se tratam de professores e sim de sindicatos que vieram fazer protestos não à Assembleia e sim ao governo. Entendo que são legítimos os protestos, mas é preciso entender que hoje foi um momento solene, festivo, com as mais relevantes autoridades do estado e não era hora para qualquer tipo de desagravo. Na segunda-feira abriremos oficialmente os trabalhos e todos estão convidados”, declarou Traiano.

A a coordenadora do Fórum das Entidades Sindicais e diretora de Finanças da APP-Sindicato, professora Marlei Fernandes de Carvalho, lamentou a atitude de Traiano. “Não podemos entrar na casa do povo, mas ficamos em volta. Estamos aqui na defesa dos nossos direitos: data-base, por uma distribuição de aulas justa, por condições de trabalho para os servidores, entre outras coisas. Não entramos hoje, mas ficaremos aqui até 2018, porque este governo passará. Por isto devemos continuar unificados”, destacou .

Para o líder da oposição, deputado Requião Filho (PMDB), a Alep deveria ser democrática e não impedir a entrada da população. “Provavelmente a pedido do governador que tem medo de professor, os nossos mestres foram barrados no portão. Isso nos entristece, parece que alguns deputados esquecem que quem os colocou aqui foi o povo do Paraná”.

Liminar da Justiça derruba decisão do governo Richa

O Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Paraná (APP-Sindicato), que representa os professores estaduais, conseguiu na Justiça, nesta terça-feira (31), uma liminar que suspende os critérios estabelecidos pelo estado na distribuição de aulas.

Segundo a resolução, os professores que ficassem mais tempo nas escolas teriam prioridade na distribuição. A APP-Sindicato foi contra, alegando que a medida tinha caráter punitivo. Com a liminar, volta a valer o critério anterior. Ou seja, os professores com melhor colocação no plano de carreira é quem tem prioridade na escolha das aulas.

O chefe da Casa Civil, Valdir Rossoni, informou que o governo está recorrendo da decisão. ” Decisão judicial é para ser cumprida e estamos cumprindo, mas estamos recorrendo”, disse.

Por conta dos protestos, Richa desiste de ir à Assembleia

Estava prevista a presença do governador Beto Richa durante a cerimônia de posse da Mesa Executiva, na Assembleia Legislativa do Paraná, nesta quarta-feira (1º), mas os protestos da APP-Sindicato, afastaram o governador. Embora nenhum integrante do governo tenha confirmado que esse foi motivo da desistência do governador, nos bastidores, a informação que circula é que Richa preferiu evitar mais um desgaste com os manifestantes.

“Talvez a agenda do governador o impediu de estar aqui e eu respeito isso. Ele deve ter tido razões maiores para não estar aqui”, afirmou o deputado Traiano.

Mas o líder da oposição Requião Filho acredita que Richa fugiu dos professores: “o governador tem medo dos professores”, disse.

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