Richa e Osmar Dias citados na Lava Jato: Pauliki vai correr para onde?

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Pauliki é pré-candidato a deputado federal e tem apostado na candidatura de Osmar Dias ao governo do Paraná e utiliza o nome do governador Beto Richa para buscar votos. Richa e Osmar estão na lista da Lava Jato.

O envolvimento de políticos na Lava Jato vai influenciar diretamente nas eleições de 2018. Pelo menos é isso que se espera do eleitorado. E no Paraná  o cenário não é diferente. Quem vai passar por outra crise de “fico no muro ou corro” é o deputado estadual Marcio Pauliki (PDT), que é pré-candidato ao cargo de deputado federal.

Pauliki anda ao lado do governador Beto Richa (PSDB) e de Valdir Rossoni (PSDB), secretário de Richa, ambos envolvidos em graves denúncias de corrupção. E agora o pré-candidato ao governo do Paraná, Osmar Dias (PDT), outra aposta de Pauliki, foi citado na Lava Jato. Porém, as investigações estão em andamento.

Vamos aos fatos: Pauliki teve apoio do PT em sua campanha para deputado, em 2014, mas abandonou o barco, segundo ele, por conta das denúncias de corrupção envolvendo PT. Depois de desfilar com a senadora Gleisi Hoffmann do PT, Pauliki foi às ruas protestar “contra o PT e a corrupção”.

Com a ajuda do chefe da Casa Civil do governo do Paraná, Valdir Rossoni (também envolvido em denúncias de corrupção), Pauliki alcançou o seu sonho e entrou na “bancada do camburão, que defende o governador Beto Richa, mesmo sem aceitação de todos os deputados da base governista.

Rossoni é outro que está complicado na justiça. Na Operação Quadro Negro, que investiga o desvio de mais de R$ 20 milhões de obras de escolas do Paraná, Rossoni é apontado como proprietário de um escritório “laranja”, da Valor, empresa investigada pelos desvios.

E nesta semana o procurador-geral da República Rodrigo Janot pediu que o Supremo Tribunal Federal (STF) abra um inquérito para investigar o chefe da Casa Civil do governo do Paraná, Valdir Rossoni (PSDB). Desta vez, a acusação contra Rossoni é pelo crime de prevaricação por tentar beneficiar o governador Beto Richa (PSDB).

Outro problema para Pauliki é que a situação de Beto Richa  está cada vez pior: envolvido em denúncias de propina na Lava Jato, investigado por fraudes envolvendo o Porto de Paranaguá, além das investigações da Operação Quadro Negro, que apura desvios de recursos da educação e a Operação Publicano, que investiga desvios a Receita. Richa pretende disputar uma vaga no senado, em 2018, mas tudo vai depender das investigações contra ele.

E não bastasse tudo isso, o ex-senador Osmar Dias (PDT), que é pré-candidato ao governo do Paraná, nas eleições de 2018, está na lista pedidos de investigação feita pela Procuradoria-Geral da República (PGR) nesta terça-feira (11) ao ministro Luiz Edson Fachin, relator dos processos da Operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF).

O deputado Marcio Pauliki tem viajado por alguns municípios do Paraná, ao lado de Osmar Dias, fazendo campanha antecipada para eleições do governo e pensando em uma vaga como deputado federal. Além disso, Pauliki faz questão de aparecer nas fotos ao lado do governador Beto Richa, usando o tucano com um “apoiador” para sua eleição à Câmara Federal. O que é bastante estranho, pois muitos políticos, principalmente prefeitos, estão abandonando Richa. São poucos os “corajosos” que ainda brigam para sair na foto com Beto Richa.

Se Pauliki seguir a mesma lógica que utilizou para abandonar o PT, ou seja, denúncias de corrupção, a pergunta é: Pauliki vai correr para onde? Ou novamente o muro será a saída para Marcio Pauliki?

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