Em entrevista à Rádio T, Ricardo Barros afirma que delação da Odebrecht não vai afetar a candidatura de Cida Borghetti ao governo do Paraná

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“Cida não recebeu doação da Odebrecht e evidentemente isso não vai afetar a campanha dela”, disse o ministro da Saúde, Ricardo Barros.

Em entrevista à Rádio T e ao Blog da Mareli Martins nesta quarta-feira (31), o ministro da Saúde, Ricardo Barros (PP), afirmou que o fato do nome de sua esposa Cida Borghetti (PP), vice-governadora do estado, ter sido citado na lista da Lava Jato não vai comprometer sua imagem na disputa do governo do Paraná, nas eleições de 2018. Cida Borghetti aparece na lista com o apelido de “princesa”. Segundo o ex-executivo da Odebrecht, Benedicto Barbosa da Silva Junior, teriam sido repassados cerca de R$ 50 mil, em 2010, ano em que Cida foi eleita deputada federal.

Barros destacou que as doações citadas por Benedicto Barbosa da Silva Junior não foram comprovadas. “É preciso que a imprensa esclareça os fatos. O Benedicto Junior, que foi o diretor da Odebrecht, que entregou a lista para o Ministério Público Federal, declarou quando entregou a lista que não conhecia 80% das pessoas citadas. E também disse que as pessoas eram conhecidas dos diretores regionais da Odebrecht. O diretor regional da Odebrecht fez sua delação e não confirmou a doação para a Cida Borghetti e citou outras pessoas que não estavam na lista”, disse Ricardo Barros.

Segundo o ministro como não houve comprovação das doações, Cida Borghetti não terá prejuízos a sua imagem na disputa pelo governo do Paraná. “A Cida Borgheti não recebeu estes recursos, a doação não foi confirmada. Ela não teve doação da Odebrecht. Ela não recebeu os recursos e evidentemente isso não vai afetar a campanha dela”.

Outros pré-candidatos ao governo do Paraná também foram citados na Lava Jato

Além da vice-governadora Cida Borghetti, outros nomes que estão entre os principais pré-canditados ao governo do Paraná de algum modo foram citados nas investigações da Lava Jato:

Osmar Dias (PDT) 

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O ex-senador é citado na planilha da Odebrecht liberada pelo ministro do STF Edson Fachin. Segundo o delator, Luiz Ayres da Cunha Santos Reis, Osmar Dias teria recebido doações ilegais para a campanha de 2010, quando concorreu ao governo do Paraná. O caso foi enviado pelo ministro Fachin à Procuradoria da República na Justiça Federal.

Pelo Diário da Justiça, é que um executivo da Odebrecht disse ter repassado dinheiro ilícito para o PDT, via Carlos Lupi e Osmar Dias, nas campanhas de 2010 e 2014 (Osmar foi candidato ao governo em 2010, mas não disputou eleições em 2014, quando estava no Banco do Brasil). O documento subscrito por Fachin não deixa claro quanto Lupi e Dias teriam recebido, cada um, dos R$ 800 mil repassados pela Odebrecht “com o fim de assegurar apoio político do Partido Democrático Trabalhista”.

Roberto Requião (PMDB)

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O senador teve o nome citado em depoimento de Sergio Machado, ex-presidente da Transpetro. Requião, segundo Machado, se beneficiou de um acordo entre PT e PMDB que traria vantagens por meio de doações da JBS e beneficiaria o PMDB dentro do Senado. Não existe nenhuma investigação no STF sobre o suposto envolvimento de Requião.

Ratinho Júnior (PSD)

Secretário do Desenvolvimento Urbano, Ratinho Junior. Foto: Divulgação

O atual secretário do Estado de Desenvolvimento Urbano teria recebido R$ 250 mil. Seu nome apareceu na planilha da Odebrecht divulgada ano passado, o dinheiro seria destinado à campanha para a prefeitura de Curitiba de 2012.

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