Eleições 2018: “estou muito preparado para este momento, quero mostrar que o Paraná pode ser um modelo ao país”, diz Osmar Dias

Osmar-Dias-PDT
Osmar Dias (PDT), destacou que só vai mudar de partido caso não tenha condições de apoiar o seu irmão, senador Alvaro Dias (Podemos), na disputa pela Presidência da República. (Foto: Divulgação)

Em entrevista à Rádio T e ao Blog da Mareli Martins neste sábado (19), o ex-senador e pré-candidato ao governo do Paraná, Osmar Dias (PDT), destacou que aposta na sua experiência e capacidade de gestão para vencer a disputa pelo governo do Paraná. Osmar foi senador por dois mandatos, também ocupou o cargo de secretário de Agricultura do Estado e de vice-presidente do Banco do Brasil. (Ouça a entrevista completa no final da matéria)

Sobre a possibilidade de sair do PDT, o pré-candidato deixou claro que só ficará no mesmo partido, se tiver condições para apoiar o seu irmão, senador Alvaro Dias (Podemos), na disputa da Presidência da República.

Osmar se filiou ao PDT em 2001, depois que foi expulso do PSDB por ter assinado uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que pretendia investigar a corrupção das empreiteiras.

“O meu ingresso no PDT foi em 2001, depois  da expulsão do PSDB por que assinei uma CPI, que  era uma proposta do então senador Pedro Simon. Esta CPI investigaria a corrupção nas empreiteiras e na Petrobras, isso que estourou agora poderia ter sido investigado lá atrás. Mas o PSDB não aceitou por que era governo e eu fui expulso”.

Por conta disso e da história que possui com o PDT, Osmar Dias deu a entender que se tiver que mudar de partido não será uma decisão fácil.

“Tenho dificuldade em mudar de partido, tenho muitos amigos, companheiros que sempre estiveram comigo nas campanhas do PDT. O meu desejo é permanecer no partido, mas pra isso eu preciso ter uma condição para apoiar o Alvaro, na disputa da Presidência. Além do Podemos, recebi convites do PSB, do DEM, convites que me honram e estou avaliando. Mas temos que aguardar as regras que vem no mês de setembro (reforma política). Tenho um único compromisso que é apoiar o Alvaro para presidente. Depois disso vamos tomar uma decisão em relação a partido”, declarou.

Osmar Dias ficou sete anos fora da política e agora se diz preparado para este novo desafio. “Eu quero dizer que me preparei muito para esse momento. Se não consegui antes tenho muita esperança em conseguir agora. Quero uma oportunidade de mostrar que o Paraná pode ser um modelo ao país. Tenho certeza que junto com a população poderia resolver muitas questões que incomodam a todos. Tenho experiência acumulada e capacidade de gestão. E sempre tratei a população com muito respeito”.

Reforma política

Osmar é contra o “distritão”

“Se as pessoas entenderem o que é o distritão serão contra. Neste formato são  eleitos aqui  no Paraná os 30 deputados federais mais votados e os 54 deputados estaduais mais votados. Isso parece justo, mas  não é. Pois os partidos vão escolher aqueles que já tem mandato e, com isso, acabam com as chances de novos candidatos. O distritão dá força pra quem já tem mandato, não é justo. Acabam as chances de renovação. Defendo o defendo o distrital puro que é um modelo em que  a população escolhe os seus deputados por distrito e depois  pode cobrar que eles trabalhem pela região que foram eleitos”.

 

Fundo partidário com dinheiro público

“Esse fundo é um escândalo e uma vergonha total. Falam em R$ 4 bilhões, agora dizem que vão reduzir para R$ 2 bilhões. Mas é preciso dizer que são recursos públicos. Sabemos que a população tem 14 milhões de desempregados, que as empresas estão com problemas pela crise econômica. O governo não tem dinheiro para educação, saúde, segurança pública, para serviços básicos. E se não tem dinheiro pra isso, não pode usar dinheiro público para financiar campanhas eleitorais”.

 

“Não pertenço a esta laia”, afirma Osmar Dias – sobre delações da Odebrecht

Em abril de 2017 foram divulgadas informações de que Osmar Dias estaria na lista de nomes citados nas delações de ex-executivos do Grupo Odebrecht.

Nos documentos revelados pelo relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, Dias é citado como beneficiário de doações de campanha não declaradas (caixa 2) à Justiça Eleitoral nas eleições de 2010, quando concorreu ao governo do Paraná.

O ex-diretor da Odebrecht, Luiz Ayres da Cunha Santos Reis, que citou Osmar Dias, também delatou o ex-ministro e atual presidente nacional do PDT, Carlos Lupi.

Durante entrevista à Rádio T e ao Blog da Mareli Martins, Osmar Dias disse que nunca teve qualquer tipo de relação com a Odebrecht e que tudo será esclarecido. “Não pertenço a esta laia. Tenho 65 anos e uma vida limpa. Nunca falei com ninguém dessa empresa que você mencionou (Odebrecht). Não recebi nenhum centavo dessa empresa e nem da forma mencionada. Não faria isso e nem oficialmente. Tudo isso será esclarecido na Justiça. E os que estão falando bobagem terão que esclarecer para mim, pessoalmente, pois eu tenho uma vida honrada, digna, limpa e me orgulho muito disso”, afirmou.

Segundo Osmar, estas delações não vão prejudicar a sua campanha ao governo. “Não acredito que haverá prejuízo por que a população confia em mim e sabe da minha história e conhece a família que pertenço. Deixo claro que quando algum dos meus adversários se aproveita desse fato, eles vão entender que jamais meu nome constou nessa lista, mais alguns deles estão constando na lista e terão que explicar mais a frente. Vamos aguardar, pois tempo é o senhor da razão. Não pertenço a esta laia, repito”.

Ouça a entrevista completa!

 

 

 

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