Ministro deixa Richa na mira de Moro em investigação da Lava Jato

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Og Fernandes, do Superior Tribunal de Justiça, também enviou investigações para a Justiça Eleitoral; tucano perdeu o foro privilegiado depois de deixar a chefia do Executivo do Paraná para disputar a cadeira de senador nas próximas eleições.

O ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Og Fernandes, determinou nesta quinta-feira (26) o envio da investigação aberta a partir da Operação Lava Jato sobre o ex-governador do Paraná Beto Richa (PSDB-PR) para a Justiça Eleitoral do Paraná e para o juiz Sérgio Moro, da Justiça Federal em Curitiba. O caso corre em segredo de Justiça. Richa é pré-candidato ao Senado.

Beto Richa foi citado nas delações premiadas do ex-executivo da empresa na região Sul, Valter Lana, e do ex-presidente da Odebrecht infraestrutura Benedicto Júnior, divulgadas no ano passado.

Eles disseram que Richa recebeu pelo menos R$ 2,5 milhões como caixa dois para campanha eleitoral em 2014 porque consideravam que se tratava de um político promissor, mas que não houve uma contrapartida específica.

Conforme Benedito Júnior, os valores foram lançados internamente como despesas no projeto de duplicação da PR-323, na qual a Odebrecht atuou. Segundo a decisão, tanto Moro quanto a Justiça Eleitoral poderão, dentro de suas esferas, dar andamento às investigações em relação às citações de ex-executivos da Odebrecht ao ex-governador.

Palavra de Beto Richa via assessoria de imprensa

” A decisão do ministro Og Fernandes, determinando a remessa do caso à Justiça Eleitoral e à Justiça Federal, atende requerimento do Ministério Público Federal, que muito estranhamente diverge totalmente do posicionamento adotado em casos similares.
A defesa de Beto Richa afirma ainda que buscará a observância do princípio da isonomia de tratamento em investigações que muito se assemelham”.
(As informações são do G1 e Estadão)

OUTROS PROCESSOS.

Há duas semanas, o ministro Herman Benjamin decidiu encaminhar para a primeira instância dois outros processos que tramitavam na Corte contra Richa.

Em um dos casos, Beto Richa é investigado pelo emprego irregular de verbas conveniadas com a União quando era prefeito de Curitiba. Esse processo foi encaminhado para a Justiça Federal de 1º Grau no Paraná, que não tem relação com a Operação Lava Jato, conforme antecipou o Broadcast Político.

No outro processo, Richa é alvo de um inquérito que apura suspeitas de corrupção na concessão de licença ambiental pelo Instituto Ambiental do Paraná. Esse caso foi encaminhado à Justiça Federal em Paranaguá (PR).

Og Fernandes, do Superior Tribunal de Justiça, também enviou investigações para a Justiça Eleitoral; tucano perdeu o foro privilegiado depois de deixar a chefia do Executivo do Paraná para disputar a cadeira de senador nas próximas eleições

 

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