Delegado da Polícia Civil orienta a população sobre como evitar golpes

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“Os bandidos utilizam do poder do convencimento para que as vítimas possam cair em diversos tipos de golpes. O importante é sempre denunciar”, destacou o delegado da Polícia Civil, Maurício Souza da Luz.

Na edição estadual do Tnews deste sábado (28), o delegado da Polícia Civil, Maurício Souza da Luz, falou sobre os principais golpes inseridos no crime de estelionato. Entre os mais comuns estão o golpe do bilhete premiado, torpedo premiado, falso sequestro, envelope vazio e carro quebrado. (Ouça a entrevista completa no final da matéria)

Segundo o delegado Maurício Souza, a principal arma utilizada pelos bandidos nos diversos tipo de golpes é o “poder do convencimento”. “Eles utilizam dessa lábia, cada golpe tem uma situação específica, mas os criminosos acabam convencendo as vítimas por meio da lábia”, declarou.

De acordo com o delegado, muitos casos nem chegam ao conhecimento da autoridade policial por receio ou vergonha da vítima em ter se deixado enganar. “Independente da situação é importante que as pessoas tentem obter o número maior possível de informações que possam ser repassadas para as investigações da Polícia. O registro na Polícia pode ser feito no momento do golpe ou depois do golpe realizado também. O importante é sempre denunciar”, destacou o delegado.

Os principais golpes (fonte: Polícia Civil do Paraná)

GOLPES – BILHETE PREMIADO: caso apareça alguém com um bilhete de loteria premiado, desconfie. É um golpe. O golpista diz que precisa de ajuda para retirar o prêmio e, com a ajuda de outras pessoas (também estelionatários), enganam a vítima, que acaba dando uma quantia em dinheiro e fica com o suposto bilhete, que de premiado não tem nada.

TORPEDO PREMIADO: a vítima recebe torpedos SMS (mensagens via celular) informando que ganhou um prêmio. Ela entra em contato com o número e acaba colocando crédito para algum número de celular ou mesmo depositando dinheiro em determinada conta. Os estelionatários também usam nomes de programas de televisão para enganar as vítimas.

FALSO SEQUESTRO: a vítima recebe uma ligação no seu celular. Do outro lado da linha alguém diz que está em poder de seu filho (a), ou um parente e exige dinheiro para libertá-lo (a). A pessoa não pode se apavorar e deve fazer contato com a suposta vítima do sequestro. Outra dica: peça para o “sequestrador” perguntar ao “sequestrado” algo que só ele saiba, como o nome do seu cachorro, o número do seu celular, time de futebol preferido.

CARRO QUEBRADO: o estelionatário se passa por parente ou conhecido da vítima, dizendo que está com o carro quebrado e que precisa de dinheiro para o guincho ou para pagar o mecânico. Acreditando que o parente ou conhecido está com dificuldades, realiza o depósito bancário ou ainda coloca crédito de celular para supostamente realizar contato com a seguradora.

ENVELOPE VAZIO: típico golpe realizado em transações comerciais, como na compra e venda de produtos. Ex: carros, celulares. O estelionatário faz a compra de determinado produto, pagando via depósito em um envelope sem o dinheiro. Ele apresenta o comprovante de pagamento, a vítima entrega o produto, descobrindo mais tarde que sofreu um golpe, pois o envelope estava vazio. Dica para não cair neste golpe: confirme junto ao banco se o valor depositado foi devidamente descontado ou se está bloqueado. Se estiver bloqueado, trata-se de golpe.

CONFIRMAÇÃO DE DADOS: o estelionatário liga para a vítima se passando por funcionário de determinada empresa, dizendo que precisa que a vítima confirme alguns dados para fins de atualização do sistema. A vítima passa os dados e o estelionatário os utiliza para transações comerciais em nome da vítima. Nunca passe seus dados por telefone.

FALSA CASA DA PRAIA: típico golpe realizado no final de ano. O estelionatário coloca um anúncio em algum site, ofertando uma casa para alugar na praia, com as fotos e um preço atrativo. A vítima entra em contato com o suposto proprietário, dá uma entrada (sinal) e depois o estelionatário some. Não alugue um imóvel de uma pessoa que não é profissional na área. Se você vai fazer um negócio (exemplo: comprar um imóvel), procure alguma pessoa que tenha conhecimento sobre o assunto, um advogado ou corretor de imóveis.

Ouça a entrevista completa com o delegado da Polícia Civil, Maurício Souza da Luz:

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