Quadro Negro: Fanini diz que prestava contas a Beto Richa sobre os valores arrecadados nos contratos da Educação

richa
Quadro Negro: depoimento do ex-diretor de Projetos, da Secretaria de Educação, Maurício Fanini, compromete o ex-governador e pré-candidato ao Senado, Beto Richa (PSDB).  Fanini disse que sempre prestou contas ao ex-governador sobre todos os projetos. Richa nega tudo e afirma “que não existem provas contra ele”.(foto: G1)

Em novo interrogatório, o ex-diretor de Engenharia, Projetos e Orçamentos da Secretaria Estadual de Educação, Maurício Fanini, réu na Operação Quadro Negro, disse que o ex-governador e pré-candidato ao Senado, Beto Richa (PSDB), tinha conhecimento de todos os contratos da Educação e que “prestava contas ao ex-governador periodicamente sobre os valores arrecadados”. A audiência foi realizada em Brasília, na quarta-feira (30).

A operação Quadro Negro apura o desvio de mais de R$ 20 milhões da educação. Os recursos que deveriam ser utilizados em construção e reforma de escolas, foram desviados para campanhas políticas.

Fanini foi diretor de Engenharia, Projetos e Orçamentos da pasta ao longo do primeiro mandato de Beto Richa no governo do Paraná, entre 2011 e 2014. Foi demitido em meados de 2015, quando as suspeitas de desvio de dinheiro ganharam holofotes. Fanini está preso, e no aguardo da homologação do seu acordo de colaboração premiada.

Outro réu do mesmo processo é Eduardo Lopes de Souza, dono da Valor Construtora, e também delator. Mas o acordo de colaboração premiada do empresário já foi homologado no STF, no final do ano passado.

Segundo o jornal Gazeta do Povo, Fanini, também mencionou os nomes já citados pelo delator Eduardo Lopes de Souza, dono da Valor. Entre os políticos que teriam se beneficiado com esse esquema de corrupção no Paraná estão o presidente da Assembleia Legislativa do Paraná, Ademar Traiano (PSDB), os deputados Plauto Miró (DEM), Tiago Amaral (PSB), o presidente do Tribunal de Contas (TCE-PR), Durval Amaral (pai de Tiago Amaral). E ex-chefe da Casa Civil, Valdir Rossni (PSDB).

Todos os citados negam envolvimento no esquema.

Richa disse, em nota, que “rechaça as falsas informações prestadas por criminoso confesso, que, buscando se livrar dos graves crimes cometidos, tenta sem qualquer fundamento ou apresentação de prova envolvê-lo nesses ilícitos”.

(Com informações do jornal Gazeta do Povo)

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