Após desistência de Osmar, Pauliki sai desesperado batendo de “porta em porta” na tentativa de manter sua candidatura

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Pauliki (SD) está em busca de uma coligação para que possa continuar na disputa ao cargo de deputado federal. A situação de Pauliki complicou após a desistência de  Osmar Dias (PDT) da candidatura ao governo do Paraná. (foto:Pedro de Oliveira/Alep)

Depois da desistência de Osmar Dias (PDT) da disputa ao Governo do Paraná, na última sexta-feira (3) e de inúmeras trapalhadas nos bastidores, o deputado Marcio Pauliki (SD) agora segue “batendo de porta em porta”, em busca de uma coligação para que possa manter a sua candidatura ao cargo de deputado federal.

Deputados que integram o PSB, partido que poderá apoiar a candidatura à reeleição da governadora Cida Borghetti (PP), afirmaram ao Blog da Mareli Martins que Pauliki pediu ajuda do partido, mas que os deputados disseram que “só aceitam Pauliki se ele disputar o cargo de deputado estadual e não federal”. Sendo assim, houve uma negativa do grupo de apoio à Cida Borghetti. Não aceitaram Pauliki!

O desespero é tanto que Pauliki procurou o grupo do candidato ao governo, Ratinho Jr. (PSD), na tentativa de aliança. Vale lembrar que o nome forte de Ratinho em Ponta Grossa é o deputado federal Sandro Alex (PSD), irmão do prefeito Marcelo Rangel (PSDB). Sandro, Marcelo e Pauliki são inimigos pessoais.

E para os lados do PSD de Ratinho Jr. o discurso é o mesmo “só aceitam Pauliki, se ele disputar o cargo de deputado estadual e olhe lá”, informaram.

Mas a incoerência de Pauliki é tão grande que ele foi pedir arrego ao MDB, do senador Roberto Requião, ao qual, o deputado sempre fez críticas. Aliás, Pauliki contribuiu muito para o rompimento da aliança de Osmar Dias com o MDB, união que possibilitaria a candidatura de Osmar ao governo do Paraná. E nessa coligação pode entrar também o PCdoB, (Partido Comunista do Brasil). Partido também muito criticado por Pauliki. A aliança entre MDB e PCdoB está sendo discutida.

A ponte com o MDB teria sido o ex-senador Osmar Dias, que procurou o deputado federal e pré-candidato ao Governo, João Arruda. Osmar pediu para que João e os demais integrantes do MDB “aceitem Pauliki”. O problema é que o presidente do MDB, senador Roberto Requião, tem alto desapreço por Pauliki, até por que ele fez por merecer.

Pauliki não só atrapalhou a formação da coligação proporcional, como martelou na cabeça de Osmar Dias “que não era bom fazer uma união com o MDB por causa do PT” e pelos “posicionamentos de Requião em defesa do ex-presidente Lula”. Aqui dá pra utilizar a clássica frase: “mas olha quem está falando?”. Vamos aos fatos:

Pauliki foi eleito deputado estadual em 2014, coligação com o PT, quando estava filiado no PDT, inclusive desfilava com a senadora Gleisi Hoffmann (PT). Ou seja, teve apoio do PT! Depois ainda entrou no grupo de apoio ao ex-governador e candidato ao Senado, Beto Richa (PSDB), que está envolvido em escândalos de corrupção.

Quando chegou à Assembleia Legislativa do Paraná, Pauliki assumiu a linha do “em cima do muro”, mas sempre implorando para entrar na bancada de apoio ao governador Beto Richa, na famosa “bancada do camburão”, liderada pelo deputado Luiz Claudio Romanelli, (era MDB e agora é PSB).

É preciso dizer que Pauliki não andou de camburão e na votação polêmica, do dia 29 de abril, quando ocorreu o ‘massacre do Centro Cívico’, Pauliki votou contra o projeto do governo e ficou ao lados dos professores e demais funcionários. Mas deputados da bancada de Richa disseram que Pauliki havia se comprometido a votar com o governo. Depois disso, nem os deputados do camburão acreditavam em Pauliki.

Mas Pauliki seguiu a saga para fazer parte da bancada de Richa. Votou com o governo projetos que prejudicam a população, incluindo o congelamento da data-base dos funcionários públicos até 2019.

Mesmo não sendo bem-vindo, dá pra dizer que ele entrou na bancada do camburão. E até assumiu isso em entrevista à Rádio T e ao Blog da Mareli Martins, no dia 07 de junho de 2017,quando soltou uma pérola ao justificar o apoio a Beto Richa, que tem vários processos de corrupção nas costas. Pauliki disse que “Não importa a cor da vaca, o que importa é o leite”. (veja e ouça: https://marelimartins.com.br/2017/06/07/nao-importa-a-cor-da-vaca-o-que-importa-e-o-leite-diz-pauliki-sobre-fazer-parte-da-base-de-richa/)

Voltemos a eleição de 2018, Pauliki está tentando a ajuda também do deputado estadual e candidato à reeleição, Plauto Miró (DEM). Pauliki chegou a dizer que faria dobradinha com Plauto, em entrevista também a Rádio T.

(https://marelimartins.com.br/2017/06/06/tiro-de-rangel-sai-pela-culatra-plauto-e-pauliki-podem-fazer-dobradinha-nas-eleicoes-de-2018/)

Pauliki disse em mídias patrocinadas por ele próprio, que “se destacou como o principal articulador da campanha de Osmar Dias”. Mas e agora, com a desistência de Osmar, o que vai dizer?

A questão é que “contra fatos não há argumentos”. A falta de posicionamento, a incoerência, o egoismo, como dizem os bem próximos dele, contribuíram para tudo que está acontecendo com o deputado Marcio Pauliki.

É evidente que para Ponta Grossa e a região dos Campos Gerais, seria ótimo ter um número maior de representantes em Brasília, mas mais importante que isso é a qualidade dos deputados.

Neste domingo (5) encerra o prazo das convenções partidárias. Vamos ver qual porta se abrirá para o deputado Marcio Pauliki e qual será o discurso adotado por ele! Mas uma coisa é certa: para Pauliki, agora, o que vier é lucro!

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