Justiça torna Beto Richa réu por corrupção e organização criminosa

beto-richa-3
Além do ex-governador do Paraná, outras nove pessoas viraram rés pelos mesmos crimes. Trata-se da denúncia que investiga o núcleo político.(foto:Reprodução/Facebook)

O ex-governador do Paraná Beto Richa (PSDB) virou réu na Operação Integração, que apura suspeitas de desvios na concessão de estradas estaduais, acusado dos crimes de corrupção passiva e organização criminosa.

Para o juiz federal substituto Paulo Sérgio Ribeiro, os depoimentos do delator Nelson Leal Júnior, aditivos assinados por Richa quando era governador, comunicações obtidas após escutas telefônicas e documentos de negociações imobiliárias em espécie são “indícios suficientes de materialidade e autoria delitivas” para que Richa responda judicialmente às acusações formuladas pelo Ministério Público Federal (MPF).

Na decisão, o juiz se debruçou sobre o chamado “núcleo dos agentes públicos e políticos” do esquema. Ele também tornou réus José Richa Filho, irmão do ex-governador e ex-secretário estadual de Infraestrutura, o ex-chefe de gabinete Deonilson Roldo, o ex-secretário de Relações Internacionais Ezequias Moreira Rodrigues, o ex-assessor Ricardo Rached, o ex-diretor-geral do Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná (DER) Nelson Leal Júnior, os diretores da Agepar (agência de fiscalização do Paraná) Maurício de Sá Ferrante e José Alfredo Stratmann, e Aldair Wanderley Petry, diretor do DER.

O MPF estima que 8,4 bilhões de reais tenham sido desviados dos cofres públicos por meio de fraudes em obras rodoviárias e aumento de tarifas em concessões do chamado Anel de Integração, que corta o Estado do Paraná. O esquema envolveria Beto, o irmão, servidores públicos e representantes das empresas de pedágio. Segundo a denúncia, o ex-governador recebeu cerca de 2,7 milhões de reais em propina.

 Empresários réus

Entre os 23 réus, estão ex-presidentes das seis concessionárias investigadas no esquema, além de funcionários da Agência Reguladora do Paraná (Agepar) e do Departamento de Estradas de Rodagem (DER).

Todos vão responder por organização criminosa e corrupção ativa. O juiz Paulo Sérgio Ribeiro rejeitou a denúncia contra eles pelo crime de lavagem de dinheiro.

“No curso das investigações, o MPF apresentou vasto conjunto de provas sobre a materialidade de fatos criminosos envolvendo a execução de contratos de concessão de rodovias federais no Estado do Paraná (denominado “Anel de Integração do Paraná”), bem como indícios suficientes de participação de cada um dos denunciados no esquema criminoso”, declarou o juiz.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s