Após ser citado em delação, chefe da Casa Civil do Paraná nega ter recebido propina do pedágio

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“Confio no Ministério Público, na Justiça, para que possamos trazer a verdade”, disse o chefe da Casa Civil do Paraná, Guto Silva. (foto:Alep)

A delação premiada do ex-diretor-geral do Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná (DER-PR), Nelson Leal Júnior, chegou até um dos principais nomes do governo de Ratinho Junior (PSD).

Nelson Leal disse que o chefe da Casa Civil do governo do Paraná, Guto Silva (PSD), recebeu R$ 100 mil em dinheiro vivo para a campanha eleitoral de 2014, quando foi eleito para o cargo de deputado estadual.

E tudo indica que vamos ver outros nomes de deputados e ex-deputados nas delações da Operação Integração, principalmente aqueles que eram “muito próximos do ex-governador Beto Richa (PSDB), que chegou a ser preso também nessa operação.

Guto Silva disse nesta sexta-feira (15), que “recebeu a notícia com surpresa e indignação” e que “vai provar a sua inocência”.

“Recebi com surpresa essas delações do DER, sempre defendi a transparência e sempre defendi que qualquer homem público pode e deve ser investigado, eu não sou exceção. Por isso que hoje estou triste, indignado, mas confio no trabalho do Ministério Público, na Justiça, para que a gente possa trazer toda a verdade”, disse o chefe da Casa Civil, Guto Silva.

O que disse Nelson Leal na delação

Nelson Leal afirmou que, em 2014, o ex-presidente da concessionária Econorte, Hélio Ogama, recebeu um pedido do então secretário de Infraestrutura e Logística do estado, José Richa Filho, irmão do ex-gorvernador Beto Richa, para que fornecesse R$ 100 mil à campanha do então candidato a deputado estadual Guto Silva.

Em depoimento à Justiça Federal em janeiro, Ogama confirmou o pagamento. egundo a delação de Nelson Leal, o dinheiro foi entregue por Hélio Ogama a Leal, que repassou, no mesmo dia, os R$ 100 mil a Guto Silva na sala do ex-presidente do DER. Na época, Guto Silva era candidato pelo PSC.

 Ele [Nelson Leal] pediu para uma ajuda política que seria para um deputado ou um candidato, que seria R$ 100 mil. Eu dificultei um pouco, mas devido a várias insistências eu arrumei pra ele R$ 100 mil e entreguei na sala dele”, afirmou o ex-presidente da concessionária.

O pagamento foi citado por Leal na delação anexada ao processo da Operação Integração, que investiga irregularidades nos contratos de pedágio do Paraná.

O que dizem os outros envolvidos

Nelson Leal Júnior afirmou que “vai continuar colaborando com a Justiça, esclarecendo os fatos eque são objeto das investigações e processos judiciais.”

A Triunfo Econorte informou que não comenta investigações envolvendo executivos e ex-executivos.

A defesa de Hélio Ogama informou que já tratou do assunto quando assinou o acordo de delação e em depoimento à Justiça.

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