Funcionários da VCG aprovam indicativo de greve a partir de 1º de fevereiro

Funcionários da VCG podem parar a partir do dia 1º de fevereiro. (Foto: Divulgação)

Os motoristas e cobradores da Viação Campos Gerais (VCG) aprovaram nesta quinta-feira (28) a greve da categoria, agendada para o dia 1º de fevereiro, a partir da zero hora. A motivação para a greve é o atraso de 10% nos salários. Mas na quinta-feira (27) a Justiça do Trabalho determinou o prazo de 48 horas para que a VCG realize os pagamentos dos salários dos funcionários. Nesta semana, funcionários realizaram protestos em Ponta Grossa.

O presidente do Sindicato dos Motoristas, Cobradores e Trabalhadores em Empresas de Transportes Coletivos (Sintropas), Luiz Carlos Oliveira,  disse que o indicativo de greve será mantido, mesmo que a VCG efetue os pagamentos até a data estipulada a para a greve, pelo fato de que a empresa possui outras pendências com os funcionários.

“O indicativo de greve será mantido porque há outras pendências entre concessionária e funcionários, caso esses problemas não sejam solucionados, o transporte poderá parar”, afirmou Oliveira.

Por meio de nota, a Viação Campos Gerais afirmou que tenta honrar os contratos, mas que já ultrapassou os limites de equilíbrio da empresa.  (Veja a nota no final do texto)

Sobre a decisão da Justiça, a empresa disse que a medida “só vem a agravar e antecipar um colapso em virtude da impossibilidade total de cumprimento da medida da forma determinada”.

A decisão é uma resposta à ação ajuizada pelo Sindicato dos Motoristas, Cobradores e Trabalhadores em Empresas de Transportes Coletivos (Sintropas).

Veja a nota da VCG

Desde o início da pandemia, a VCG vem empregando todos os esforços possíveis para honrar seu contrato, mantendo o sistema de transporte coletivo de Ponta Grossa em atividade. No entanto, apesar de todos os esforços, a concessionária já ultrapassou todos os limites empresariais possíveis de equilíbrio, acumulando milhões em dívidas diante de uma oferta x demanda absolutamente desequilibrada, levando a um cenário insustentável.

O empenho da empresa é total para que não haja paralisação. Porém, sem uma ação efetiva e absolutamente necessária de custeio emergencial por parte do poder público, fica cada vez mais difícil manter a regularidade dos serviços, que já vem dando claros sinais de dificuldade.

Nossa expectativa é de que os colaboradores e o Sindicato ponderem a respeito da situação, que é indesejada para todos os envolvidos, pois a interrupção dos serviços agravará a defasagem de receita, podendo ocasionar o encerramento definitivo da operação.

E a respeito da liminar concedida pela Justiça do Trabalho, ela só vem a agravar e antecipar um colapso em virtude da impossibilidade total de cumprimento da medida da forma determinada”.

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