Arilson Chiorato deixa Alep para concorrer a deputado federal e diz que vai “combater congresso inimigo do povo”

Em entrevista ao Portal Mareli Martins, nesta quarta-feira (29), o deputado estadual e presidente do PT do Paraná, Arilson Chiorato (PT), falou sobre sua decisão em disputar uma vaga na Câmara Federal. Chioraro é natural de Ourizona e reside em Apucarana. Foi eleito para o primeiro mandato na Assembleia Legislativa, em 2018, reeleito em 2022.
Arilson disse que decidiu disputar ao cargo de deputado federal porque acredita que a população precisa ser melhor representada no Congresso Nacional, por conta de deputados ligados aos interesses de corporações.
“Hoje a gente tem o Congresso Nacional, como inimigo do povo de fato, vários temas importantes não avançaram no Congresso por conta do Congresso representar interesses de grandes corporações, de grandes sistemas”, afirmou.
Arilson destacou que a falta de aprovação de medidas que beneficiam a população são descartadas no Congresso e que o processo em busca da isenção do imposto de renda foi custoso.
“Quando o presidente Lula foi aprovar o imposto de renda zero para quem ganha até cinco mil reais não custou pouco, custou a mão, os dedos e uns três ministérios para poder fazer um acordo político para que ele avançasse”, disse.
PT espera aumentar o número de representantes do partido na eleição de 2026

Arilson Chiorato afirmou que o objetivo central é que o partido e a federação ao qual são aliados atinjam mais espaço em todos os cenários .
“Hoje a gente tem cinco deputados federais do PT e um do PV. O PT e o PV e o PCdoB compõem uma federação eleitoral chamada Brasil da Esperança. A nossa expectativa é que a gente saia de seis representantes para oito”, explicou o deputado.
Com o aumento de uma bancada para deputado estadual a expectativa do partido também é positiva. “Nós somos em seis hoje, a gente acredita que elege sete deputados estaduais”.
Candidatos de Ponta Grossa
Arilson destacou o nome do vereador Guilherme Mazer (PT) que vai disputar uma vaga como deputado estadual. “Eu acredito que o Mazer tem grandes chances, será muito bem votado, principalmente pelo trabalho que faz como vereador.
Além disso, o deputado falou dos nomes que integram a federação. “O Stocco do PV também fará boa votação, além do Aliel Machado, claro”, disse.
“Lula vai ganhar no primeiro turno”, diz Arilson Chiorato

Arilson disse que o presidente Lula (PT) pode ser reeleito no primeiro turno devido às entregas feitas durante esse governo Lula e a queda do bolsonarismo.
“Acredito muito nisso e os números tem mostrado isso e os outros candidatos também. O presidente Lula teve muitos programas e entregas importantes e tudo isso vai contar”, disse.
O deputado acredita também que Lula vai aumentar os votos no Paraná, apesar da região Sul ter ainda uma ligação forte com o bolsonarismo, embora em queda..
“Eu tenho certeza do aumento de votos do presidente Lula, acredito que a gente passa dos 40%, falar que vai ganhar no Paraná, acho praticamente impossível. Acredito sim que a gente aumente os votos aqui. Se aumenta um pouquinho aqui, Santa Catarina, mais um pouquinho, Rio Grande do Sul, mais um pouquinho, São Paulo mais um pouquinho, já dá para chegar com uma eleição no primeiro turno”, finaliza o presidente do partido no Paraná”.
Para o deputado, o pior candidato ao Governo do Paraná é Moro
Para Arilson entre o pré-candidato Sandro Alex e Sergio Moro, ao cargo de governador do Estado do Paraná, Moro é o pior candidato pela falta de proximidade com o Paraná.
“Moro é o pior. Primeiro porque o Moro deixou o Paraná sempre como segunda opção. Ele tentou ser senador por São Paulo. Não conseguiu ser senador aqui, não trabalhou pelo Paraná. Agora ele trouxe sua candidatura para cá, Moro não se manifestou nos três anos de senador sobre a Copel, sobre pedágio. Não discutiu o Paraná. Não visitou o estado do Paraná. A esposa dele foi deputada por São Paulo e agora anda com o Moro pedindo votos no Paraná”, afirmou.
Banco Master pode afetar políticos do PT?
E o escândalo do INSS envolvendo o Lulinha?

Arilson espera que políticos do partido não tenham ligação com o caso de corrupção do Banco Master.
“Tomara que não, mas pode ser que aconteça”, ele afirma que não têm informações que indiquem ligações, “Eu não ouço informações de bastidor que afetem ainda, mas se tem, tem que pagar pelo que fez”, enfatizou o deputado.
E o escândalo do INSS envolvendo o Lulinha?
Quanto ao escândalo do INSS e um possível envolvimento do filho do presidente Lula, o Fábio Luíz Lula da Silva, conhecido como Lulinha, o deputado Arilson fala que ainda não se tem provas mas que se houver algo errado medidas devem ser tomadas.
“Tomara que ele não tenha feito nada. Se ele fez, ele tem que pagar. até agora não apareceu nada. Já quebraram o sigilo bancário dele e, até agora, as investigações não têm nada. Mas, se ele tiver, ele tem que ser responsabilizado”, declarou o deputado.
Entretanto, Chiorato não acredita no envolvimento de Lulinha, “eu não acredito que ele esteja envolvido. Porque, senão, ele já teria tido outros desdobramentos”, comentou.
“Ratinho Jr e Sandro Alex mentiram sobre o pedágio, ficou ruim e caro”

Em resposta ao comentário de um ouvinte na live, sobre a proposta de Sandro Alex dizer que traria um pedágio mais barato, Arilson criticou as mentiras de Sandro Alex e Ratinho Jr sobre os pedágios.
“O Ratinho e o Sandro Alex não sustentam em pé o que eles falam sentados, eles se promoveram, quando terminou o pedágio outdoor sobre as praças de pedágio, dizendo que eles tinham livrado o Paraná do pedágio, disseram que viria o pedágio moderno. E o que voltou foi o mesmo que era antes, com defeitos muito parecidos, com o preço maior, aumentou o prazo de pedágio, que era 24 anos, passou para 35 anos”, afirmou o deputado.
Quanto aos pedágios eletrônicos “free flow”, o deputado disse que o modelo não funciona no Paraná, “tem um pórtico só de cobrança, ele não calcula o quilômetro, ou seja, você vai pagar a tarifa cheia, é só uma jogada de marketing”.
Em locais onde o sistema foi inserido, mais de 6 mil motoristas estavam indo para dívida ativa.
Arilson Chiorato destacou que medidas foram tomadas como a isenção das multas e o cancelamento dos pontos na carteira do motorista.
“Foi um movimento que ocorreu por conta das imprudências das concessionárias. Nós pedimos para a ANTT, juntamente com o deputado Romanelli, a deputada Gleisi e o Lula cancelou essas multas”, concluiu.
Com a colaboração de Juliane Goltz, estagiária de Jornalismo, conforme convênio de estágio firmado entre o Portal Mareli Martins e a Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG).
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