Deputado paranaense diz que momento é favorável para liberação de agrotóxicos

Sérgio Souza (MDB-PR) tomou posse do comando da FPA nesta terça-feira (2) e assumiu o posto que foi ocupado por dois anos pelo deputado Alceu Moreira (MDB-RS). (Foto: Câmara Federal)

O deputado paranaense e novo presidente da Frente Parlamentar Agropecuária (FPA), Sérgio Souza (MDB), disse que o momento é favorável para a liberação de mais agrotóxicos, além de outras pautas ruralistas.

“Nunca o momento foi tão promissor para que o Congresso avance em propostas como a liberação de mais agrotóxicos”, afirmou Sérgio Souza.

Sobre os agrotóxicos, o deputado afirmou que a ministra Tereza Cristina tem avançado no tema, mas que é preciso “resolver essa questão de uma vez”.

“Nós sabemos o que o governo faz dentro da questão de liberação de novas moléculas na Anvisa e a modernização das moléculas que temos aí. Sabemos o quanto foi difícil avançarmos nisso no mandato passado, mas essa é uma grande oportunidade de resolver isso de uma vez.”

O deputado defende o avanço de outras questões ruralistas como a revisão dos processos de demarcação de terras indígenas, a flexibilização do licenciamento ambiental e a regularização fundiária na Amazônia.

Sérgio Souza assumiu a presidência da Frente Parlamentar Agropecuária (FPA) nesta terça-feira (2) e assumiu o posto que foi ocupado por dois anos pelo deputado Alceu Moreira (MDB-RS).

Em um almoço que contou com a presença da ministra da Agricultura, Tereza Cristina, e do ministro-chefe da Secretaria de Governo, Luiz Eduardo Ramos, a nova liderança da bancada disse que a mudança nas presidências do Congresso criam uma “convergência única” para que o agronegócio avance em suas pautas prioritárias.

“Há uma convergência. Estamos passando pelo melhor momento, que é o da convergência, da vontade e unicidade. Temos Arthur Lira (PP-AL) na Câmara e Rodrigo Pacheco (DEM-MG), que serão os grandes aliados da FPA em suas causas”, afirmou Souza, destacando ainda o alinhamento com o “pensamento ideológico” do presidente Jair Bolsonaro.

O presidente da FPA, que integra mais de 260 deputados da Câmara, mencionou “três pautas caras ao setor produtivo” e que devem ser priorizadas, a partir da nova composição no Congresso: a regularização fundiária, a liberação de novos agrotóxicos e a revisão da legislação em processos de demarcação de terras indígenas.

2020 é o ano com maior aprovação de agrotóxicos da história

Foram, em média, quase 10 produtos agrotóxicos liberados por semana em 2020. E 90% das aprovações ocorreram após o início da pandemia. (Foto: Agência Brasil)

Em 2020, foram 493 agrotóxicos aprovados, um número ainda maior do que 2019, antigo recordista; em dois anos de mandato, presidente liberou quase mil agrotóxicos

Quase um terço dos mais de 3 mil produtos agrotóxicos comercializados no Brasil recebeu registro durante os dois anos de governo Bolsonaro. Desde que Tereza Cristina, ex-líder da bancada ruralista no Congresso Nacional, assumiu o Ministério da Agricultura, 967 pesticidas foram aprovados. 

Nem mesmo a pandemia de Covid-19 diminuiu o ritmo de trabalho da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Ministério da Agricultura e Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), órgãos reguladores responsáveis por avaliar os produtos antes que eles sejam liberados no mercado brasileiro. 

Foram, em média, quase 10 produtos agrotóxicos liberados por semana em 2020. E 90% das aprovações ocorreram após o início da pandemia. 

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