Câmara de PG aprova extinção da AMTT, mas empresa investigada por corrupção segue operando o EstaR

Mesmo com a extinção da AMTT, Ponta Grossa continua com EstaR Digital sendo administrado pela Cidatec, empresa que possui sócios réus no processo de corrupção. (Foto: Luiz Lacerda/CMPG)

A Câmara de Vereadores de Ponta Grossa aprovou, em primeira discussão, o projeto de lei 195/21 do governo municipal, que prevê a extinção da Autarquia Municipal de Trânsito e Transporte (AMTT). Foram 13 votos favoráveis e cinco contrários. (Veja como votaram os vereadores no final do texto)

Conforme a Prefeitura de Ponta Grossa, após o fim da AMTT, os serviços de fiscalização do trânsito e do Estacionamento Regulamentado (EstaR) ficarão para a Secretaria Municipal de Cidadania e Segurança Pública (SMCSP). Os serviços de fiscalização do transporte coletivo e individual de passageiros para a Secretaria Municipal de Infraestrutura e Planejamento (SMIP).

Mesmo com a extinção da AMTT, Ponta Grossa continua com EstaR Digital sendo administrado pela Cidatec, empresa que possui sócios réus no processo de corrupção, por meio da Operação Saturno, realizada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco). A investigação é sobre corrupção e fraude no EstaR Digital.

Mesmo com o processo de corrupção em andamento, a prefeita de Ponta Grossa, Elizabeth Schmidt (PSD) prorrogou o contrato com a Cidatec por mais 12 meses. A prorrogação ocorreu no mês de março de 2021.

A Comissão Parlamentar Inquérito (CPI) do EstaR solicitou que a prefeitura cancele o contrato com a Cidadet, mas até o momento não houve resposta do governo municipal sobre o pedido.

Como votaram os vereadores:

Votaram pela extinção (sim)

Daniel Milla (PSD)

Divo (PSD)

Paulo Balansin (PSD)

Ede Pimentel (PSB)

Geraldo Stocco (PSB)

Missionária Adriana (SD)

Jairton da Farmácia (DEM)

Dr. Erick Camargo (PSDB)

Dr. Zeca Raad (PSL)

Filipe Chociai (PV)

Pastor Ezequiel (Avante)

Julio Kuller (MDB)

Leandro Bianco (Republicanos)

Votam contra a extinção (não)

Izaías Salustiano (PSB)

Celso Cieslak (PRTB)

Josi do Coletivo (Psol)

Joce Canto (PSC)

Felipe Passos (PSDB)

Relembre a Operação Saturno que o aconteceu no dia 15 de dezembro de 2021

Durante o desdobramento da Operação Saturno, do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público do Paraná, nesta quinta-feira (15), foram presos os empresários da Cidatec, empresa que venceu a licitação do Estar em Ponta Grossa, Alberto Abujama e Antonio Carlos Domingues. A operação investiga corrupção no Estar Digital de Ponta Grossa.

Também foram presos por ligação com o grupo, o proprietário da TV Vila Velha e do site D’Ponta, João Carlos Barbiero e Celso Ricardo Madrid Finck.

Foram presos os vereadores Ricardo Ricardo Zampieri (Republicanos), presidente da CPI do Estar Digital, o relator da CPI, vereador Valtão (PRTB) e o presidente da AMTT, Roberto Pelissari.

O Gaeco cumpriu também cumpriu mandados de busca e apreensão nos gabinetes de outros três vereadores que integram a CPI do Estar Digital: Pastor Ezequiel Bueno (Avante), Vinicius Camargo (PSD), Sargento Guiarone (PRTB).

No prédio da prefeitura de Ponta Grossa, os agentes fazem buscas no gabinete do secretário de Administração e Recursos Humanos, Ricardo Linhares, que é tio do prefeito Marcelo Rangel (PSDB).

Linhares recebeu em sua casa a visita do Gaeco, na manhã desta terça-feira (15), depois foi conduzido pelo Gaeco da sua casa até a Prefeitura de Ponta Grossa.  A situação chamou a atenção dos funcionários da prefeitura, que gravaram vários vídeos sobre isso.

De acordo com o MP, a operação investiga possíveis crimes de corrupção ativa e passiva, fraude a licitação e tráfico de influência. Há indícios de irregularidades na contratação de uma empresa pela Autarquia Municipal de Trânsito e Transportes do Município (AMTT) para implantação do Estar Digital e para a compra de software pela Companhia de Habitação de Ponta Grossa (Prolar), entre os anos de 2016 e 2020. Além disso, o MP investiga possível prática de manipulação e corrupção de vereadores em uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) instalada para apurar as licitações.

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