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Em vídeo, prefeita de PG fala sobre terceirização da merenda escolar: “não tem nada de marmita”

Em vídeo, prefeita de PG fala sobre terceirização da merenda escolar: “não tem nada de marmita”
  • Publishedsetembro 9, 2025
Em vídeo, prefeita de PG fala sobre terceirização da merenda escolar: “não tem nada de marmita”. (Foto: Reprodução/Redes Sociais)

A prefeita de Ponta Grossa, Elizabeth Schmidt (União Brasil), usou as redes sociais para defender a terceirização da merenda escolar nas escolas e CMEIs do município. Segundo a prefeita, a compra dos alimentos para a merenda já é terceirizada e o que se pretende é fazer um único contrato.

A prefeita disse que inventaram essa história de que serão distribuídas marmitas para as crianças. “Gente, não tem nada disso de marmita”, disse Elizabeth.

Segundo ela, “a Prefeitura já terceiriza esse serviço há muitos anos, e o que está sendo feito agora é uma simplificação dos contratos, que atualmente somam mais de R$ 80 milhões por ano em diversas frentes, como alimentos e mão de obra”.

Elizabeth Schmidt destacou que o modelo atual dificulta a fiscalização. “Atualmente são trinta e nove contratos diferentes para a compra de alimentos e mais cinco relativos às merendeiras terceirizadas, a fragmentação dos contratos dificulta a fiscalização e encarece o custo final”, disse a prefeita.

Elizabeth afirmou que pretende fazer um tipo de unificação dos contratos. “Unificar esses contratos pode trazer maior segurança e eficiência, além de garantir que as merendeiras tenham ajudantes para dividir as tarefas, sem que haja perda de empregos”.

A prefeita garantiu que será mantida a qualidade da merenda escolar. “Pais, mães e alunos podem ficar tranquilos, as crianças vão continuar recebendo alimentação de qualidade, com frutas e verduras”.

De acordo com a prefeita, é falsa a informação do Sindserv de que serão retiradas as merendeiras.

“A tia da merenda vai continuar sendo a tira da merenda, eu valorizo o trabalho delas, sendo assim, todas as merendeiras podem ficar tranquilas, elas vão continuar. Em time que está ganhando, não se mexe”, concluiu a prefeita.

O que não foi esclarecido

O Aviso de Edital 86/2025, publicado em 12 de agosto, no Diário Oficial, cancelado três dias depois para a organização de um novo documento, previa um contrato no valor de R$ 96 milhões, valor 20% superior aos R$ 80 milhões mencionados por ela.

O presidente do Sindicato dos Servidores Municipais (SindServ), Luiz Eduardo Pleis, informou na audiência pública no dia 1º de setembro que “o custo real atual do serviço é de R$ 57 milhões”, número consideravelmente menor que o citado pela prefeita.

A falta de explicação sobre essa diferença significativa entre os valores divulgados — sobretudo o sobrepreço previsto no edital cancelado — aponta para uma possível ineficiência ou falta de transparência na gestão da merenda escolar em Ponta Grossa.

O assunto divide opiniões na Câmara

O assunto também foi debatido na reunião da Câmara realizada ontem (8). Vereadores da base do governo, como o líder Pastor Ezequiel (DC) e o presidente Júlio Kuller (MDB) defenderam a terceirização da merenda.

Segundo eles, “todas as informações contrárias ao que diz a Prefeitura são mentirosas”

Por outro lado, os vereadores Doutor Erick (PV), Geraldo Stocco (PV) e Guilherme Mazer (PT) voltaram a questionar a falta de informações e transparência por parte da Prefeitura.

O vereador Geraldo Stocco lembrou que “fez um Projeto de Lei, com pedido de urgência, proibindo qualquer tipo de terceirização nas escolas municipais de Ponta Grossa”. O PL deve ser votado até o dia 30 deste mês.

 

O vídeo da prefeita

https://www.instagram.com/reel/DOOJ_6kjV_v/?igsh=c3Z3MTB3bHJpdG1z

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Com a colaboração de Eder Carlos Wehrholdt, estagiário de Jornalismo, conforme convênio de estágio firmado entre o Portal Mareli Martins e a Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG).

 

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