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“Anestesia utilizada pela clínica que venceu licitação em PG não é segura para os animais”, afirma presidente do Condema

“Anestesia utilizada pela clínica que venceu licitação em PG não é segura para os animais”, afirma presidente do Condema
  • Publisheddezembro 8, 2025
“Anestesia utilizada pela clínica que venceu licitação em PG não é segura para os animais”, afirma presidente do Condema e coordenador do Cetas, Robson Klimionte. 

Em entrevista ao Portal Mareli Martins o veterinário e coordenador do Centro de Triagem dos Animais Silvestres (Cetas), Robson Klimionte, disse que o “anestésico”, escolhido pela Clínica Clicao para a castração de animais não é seguro. Robson também é presidente do Conselho Municipal Municipal do Meio Ambiente, que recomendou a suspensão das atividades da clínica em Ponta Grossa. O Conselho Municipal de Defesa dos Animais também recomendou a suspensão.

Segundo o veterinário Robson Klimionte, não é possível usar medicamentes mais baratos e de qualidade duvidosa quando existem outros de qualidade melhores. De acordo com Klimionte, o contrato com a clínica trata os animais de forma generalizada, o que é errado. “Na medicina veterinária tem que usar uma porcentagem de medicamento de acordo com o tamanho do animal, idade, cada caso é diferente, a porcentagem de fármaco é de acordo com a característica do animal, me preocupa o fato de generalizarem e é assim que está no contrato. É preciso pensar no pós-operatório, tem o processo de recuperação e o animal não pode sentir dor durante a cirurgia e nem depois da cirurgia”, destacou.

Robson Klimionte esclareceu que o procedimento adotado pela clínica pode causar complicações nos animais. “É um protocolo que não é correto. São medicamentos mais baratinhos e não é digno utilizar isso, essa anestesia pode ter alguma variação na pressão do animal e isso, podendo fazer uma falência renal lá adiante”, disse.

No documento do Conselho de Defesa dos Animais e que foi divulgado pelo Portal Mareli Martins, a Clínica pretendia usar um tipo de anestésico que imobiliza o animal durante a cirurgia, mas que não retira a dor. Isso é uma monstruosidade e crueldade com os animais. A empresa pretendia economizar, comprando anestésicos mais baratos, mas que não seriam capazes de retirar a dor dos animais e os animais teriam consciência durante a operação, o que não é permitido.

“Considerando que o protocolo anestésico da empresa ganhadora submeterá os animais errantes e de pessoas em situação de vulnerabilidade social no município a cirurgias em um estado de imobilização, mas sem a devida anestesia (bloqueio da dor e consciência). Considerando que no momento em que o Município (pelo CRAR e clínicas credenciadas) estabeleceu um padrão de anestesia injetável de alta qualidade (o “Padrão A”, seguro e “de fato anestésico”), ele definiu o patamar mínimo de dignidade para o tratamento de animais em Ponta Grossa”, diz o documento do Conselho Municipal de Defesa dos Animais de Ponta Grossa.

Veja a declaração do veterinário sobre a clínica contratada pela Prefeitura de PG

Veja a entrevista completa

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