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‘Água tem odor e gosto ruim, mas não é insuportável’, diz gerente da Sanepar de PG

‘Água tem odor e gosto ruim, mas não é insuportável’, diz gerente da Sanepar de PG
  • Publishedfevereiro 27, 2026
‘Água tem odor e gosto ruim, mas não é insuportável’, diz gerente da Sanepar de Ponta Grossa, Simone Alvarenga.

Em entrevista ao Portal Mareli Martins a gerente geral da Sanepar, Simone Alvarenga de Campos, minimizou o problema que ocorre na cidade inteira em relação à água com cheiro e gosto e ruim: “temos poucas reclamações”. Simone também disse que “a água é potável”, mesmo com a existência de uma portaria do Ministério da Saúde que diz que “água potável não pode ter gosto e cheiro”.

Questionada sobre quando a situação será resolvida, a gerente da Sanepar, não respondeu com prazos. Ela, por sinal, culpou a falta de volume de chuvas pelo problema.

Conforme Simone, “a falta de chuvas faz com que as algas se proliferem e estas algas causam odor e cheiro na água”.

“Estamos com essa situação das algas e a Sanepar faz o acompanhamento diário e também da produção de água. Estamos aplicando carvão ativado  desde que a gente começou a identificar e nos nossos  ensaios a gente tem verificado uma redução dessa intensidade do gosto e odor através dos testes realizados em laboratório. A gente confirma, volta a confirmar, não há risco nenhum à saúde, a água é potável, mas existe realmente essa questão do gosto e odor”, afirmou.

De acordo com a gerente da Sanepar, não tem data para o fim do gosto e do cheiro ruim na água.

“A solução vai acontecer conforme essas ações que estão acontecendo lá na nossa estação e também nessa questão de a  gente poder fazer essa mistura, trazer a água de outros mananciais para poder  depender menos ao Alagados”.

Segundo Simone, a falta de chuvas tem sido uma das culpadas pelo problema. “Se tiver chuva, nós  vamos ter uma ajuda bem significativa, inclusive quando houve uma chuva mais forte no final  de semana, no dia seguinte, a gente já conseguiu perceber a redução das algas”.

A Sanepar está fazendo a perfuração de poços artesianos para depender menos do Alagados e isso deve ajudar a resolver a questão, conforme a empresa.

“Nós estamos fazendo a perfuração de poços para tentar diminuir a  dependência com o Alagados. A gente já diminuiu bastante, pela metade da quantidade de água que a gente tira da represa, porque é onde a gente está tendo essa questão da floração de algas. E também com os poços, vamos diminuir essa dependência do Alagados”.

 

“Água da Sanepar não é insuportável”, diz gerente da Sanepar

Apesar de reconhecer o gosto e o cheiro ruim da água da Sanepar, a gerente da empresa, destacou que a água da Sanepar não é insuportável que as pessoas podem tomar.

É uma questão sensorial, né? A gente sabe que tem o gosto e que alguns podem estar deixando de tomar, outros não. Alguns estão comprando água mineral ou utilizando o filtro. Mas a água não é insuportável, não é insuportável a utilização da nossa água.  Então, é uma questão da sensibilidade de cada um”, declarou.

 

 

Nova captação do Tibagi: nunca sai do papel por qual motivo?

Desde 2017, fala-se sobre a nova captação do Rio Tibagi. Mas nada saiu do papel. Ao responder perguntas sobre a obra, Simone Alvarenga afirmou que a obra ainda não foi feita por questão de licenciamento.

“A parte técnica da obra de projetos e o orçamento está finalização. Nós estamos dependendo do licenciamento e o autógrafo, que não há (como a gente fazer um investimento público sem ter a questão da ) consolidação, a garantia da autógrafo, que a gente realmente pode retirar a obra do Rio Tibagi e também alguns licenciamentos, legalizações, porque a adutora vai ter aproximadamente quinze quilômetros, a captação vai ficar próxima da Polícia Federal indo para Curitiba são 15 quilômetros até chegar ali na região do Distrito Industrial, então a gente precisa de várias legalizações para passar as nossas adutoras mas a questão da licitação já está muito próximo de acontecer e, assim que a gente tiver a licitação, a obra tem previsão de, no máximo, três anos.

 

Veja a entrevista completa

 

Cerceamento de informação, censura e desrespeito por parte da assessora de imprensa da Sanepar

Durante a entrevista o Portal Mareli Martins foi interrompido pela assessora de imprensa da Sanepar, Emanuele Campos Miranda, que apesar de ser paga com dinheiro público, tem cerceado as informações que deveriam ser públicas e tem proibido entrevistas de diretores da Sanepar para o nosso portal e demais veículos de imprensa. A assessora interrompeu a entrevista e impediu que Simone respondesse outras perguntas.

Vale destacar que a Sanepar é uma empresa com gerência do Governo do Estado e que lucra às custas da população e deve satisfação, ou seja, precisa prestar contas e passar informações para a população. A imprensa serve para isso. Quando falamos de água com cheiro ruim, com gosto ruim, de faturas com cobranças indevidas, de obras que nunca terminam, de água suja, entre outros temas, por mais que a pauta não agrade a Sanepar, precisamos cobrar.

A assessoria de imprensa não pode impedir a imprensa de fazer o seu trabalho. O papel do assessor de imprensa não pode ser confundido como de um “advogado de uma empresa” ou de alguém que se presta a fazer um serviço, muitas vezes sujo, somente para defender a imagem do seu cliente.

A assessora da Sanepar deve prestar informações à imprensa externa, facilitar entrevistas, mas tem feito o contrário. E durante uma coletiva de imprensa ou de uma entrevista exclusiva de um veículo de imprensa, jamais poderia interromper ou atrapalhar uma entrevista. Não vamos nos calar.

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