Portal Mareli Martins denuncia cerceamento de informações e entrevistas por parte da Sanepar

Não bastasse o problema crítico da água em Ponta Grossa, a Companhia de Abastecimento do Paraná (Sanepar) tem negado entrevistas à imprensa, ocultado informações, além de dificultar o acesso de jornalistas aos diretores da empresa.
Vale destacar, que a Sanepar é uma companhia mista que é gerenciada também pelo Governo do Paraná e possui um contrato com a Prefeitura de Ponta Grossa, ou seja, estamos falando de informações públicas. Negar dados públicos, trata-se de um crime.
O Portal Mareli Martins tem recebido diversas negativas por parte da assessoria de imprensa da Sanepar em relação aos pedidos de entrevistas com diretores e gerentes da companhia sobre a situação da água, que tem apresentando cheiro e gosto ruim, além de água suja.
Já solicitamos entrevistas para falar sobre as faturas indevidas (com cobranças dobradas ou com alteração de valores) e ao longo do tempo, sobre outros assuntos, como serviços inacabados, como as obras em calçadas, buracos que a Sanepar deixa abertos, causando transtornos, falta de água, entre os assuntos.
E a resposta que o Portal Mareli Martins recebe é sempre: “entrevista negada”. E não dão nem mesmo uma justificativa. Pedimos uma justificativa e a resposta foi a mesma: “entrevista negada”.
E a empresa manda notas prontas com conteúdos que não respondem nada, na tentativa de enganar a população. São conteúdos reproduzidos por quem é conivente com os crimes cometidos pela Sanepar. Claro que este não é o caso do Portal Mareli Martins. Nós não aceitamos estas notas prontas e mal escritas como respostas para o problema da água em Ponta Grossa.
Na quinta-feira (26), após a reunião do Conselho Municipal de Meio Ambiente com diretores da Sanepar, abordamos a gerente geral da Sanepar em Ponta Grossa, Simone Alvarenga, que mesmo com a negativa da assessoria de imprensa, que nos tratou com bastante negligência, acabou aceitando dar entrevista.
Simone concedia entrevista para o Portal Mareli Martins e outros dois veículos de comunicação. Na sequência, os dois veículos de comunicação deixaram o local e nós continuamos a entrevista, pois tínhamos muitas perguntas do interesse da população e que sim: deveriam ser respondidas pela gerente geral da Sanepar, que tem a maior função dentro da Sanepar de Ponta Grossa.
No entanto, fomos surpreendidos, com a ação da assessora de comunicação da Sanepar, que é paga com dinheiro público, Emanuele Campos Miranda, que aos berros, interrompeu a entrevista (no meio da gravação) e impediu que a entrevista continuasse.
Sabemos que a mulher em questão é apenas uma funcionária muito bem paga pela Sanepar (com dinheiro público) e certamente cumpriu ordens. Embora tenha sido infeliz em seu método para salvar a gerente da Sanepar, que além de gaguejar, nessa altura da entrevista já havia soltado o novo marketing da Sanepar: “nossa água tem gosto ruim, mas não é insuportável”.
Mas não quero focar esse texto na atitude da assessora e sim em um problema muito maior: o cerceamento de informações de um órgão público e que lucra com dinheiro do povo.
Este é um caso para o Ministério Público. O caso da água com gosto de podre e cheiro de podre também é um caso para o Ministério Público.
Mas cercear informação, impedir que a população saiba a verdade, sendo que essa mesma população é que bebe essa água e que mantém o lucro dos acionistas, também é um crime.
Nós do Portal Mareli Martins não vamos nos calar e vamos levar esse caso para muitas esferas.
Temos mostrado a situação da água, com relatos de especialistas e dando espaço, inclusive para a Sanepar.
Porém, não vamos permitir esse tipo de desrespeito com o nosso trabalho.
Temos informações de que outros veículos também não estão sendo atendidos pela Sanepar, quem quiser somar nessa causa conosco, será bem-vindo.
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