
Os Correios apresentaram nesta quinta-feira (23) os resultados financeiros de 2025.
No ano passado, a empresa registrou um prejuízo de R$ 8,5 bilhões, sendo R$ 6,4 bilhões só com despesas com *precatórios. O valor supera em mais de três vezes o prejuízo registrado em 2024, que foi de R$ 2,6 bilhões.
Foi o 14º trimestre consecutivo de prejuízo da empresa desde o 4º trimestre de 2022. O prejuízo acumulado no primeiro semestre de 2025 tinha sido de R$ 4,36 bilhões.
Empréstimo de R$ 12 bilhões
Nos últimos dias de 2025, os Correios conseguiram fechar um empréstimo de R$ 12 bilhões. A maior parte dos recursos entrou ainda em dezembro daquele ano.
A chegada do dinheiro, no entanto, pouco afetou o resultado financeiro da empresa, já que o crédito teve que ser usado para cobrir despesas emergenciais.
A assinatura do contrato de empréstimo foi publicada no dia 27 de dezembro, no Diário Oficial da União (DOU), e envolveu um consórcio com os bancos Itaú, Bradesco, Santander, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal. A operação contou com garantia do Tesouro Nacional.
Em 26 de fevereiro, o Conselho Monetário Nacional (CMN) autorizou a abertura de mais espaço para que os Correios consigam captar novo empréstimo com garantias da União.
Pela decisão, os Correios poderão tomar mais R$ 8 bilhões nova operação de crédito. Entretanto, o martelo só deve ser batido, segundo pessoas que participam das discussões, no fim do primeiro semestre.
O que explica o resultado de 2025?
De acordo com as demonstrações financeiras da estatal, o principal fator por trás do aumento bilionário das despesas foi o pagamento de precatórios decorrentes de decisões judiciais já transitadas em julgado




