
A indicada de Sergio Moro (PL) para a Secretaria da Fazenda do Paraná, Priscilla Santana, foi subsecretária de Relações Financeiras Intergovernamentais na Secretaria do Tesouro Nacional, durante do governo de Dilma Rousseff (PT) e depois no de Temer. Antes disso, Pricilla exercia funções de chefia técnica no Ministério da Fazenda e no Tesouro Nacional por muitos anos em Brasília dentro do Ministério da Fazenda e no Tesouro Nacional, inclusive ocupando cargos de coordenação e secretaria-adjunta de Acompanhamento Econômico ao longo dos anos 2000 e 2010, atuando nos governos de Fernando Henrique Cardoso (PSDB) e de Lula (PT). A maior participação foram nos governos do PT.
Pricilla Santana, que atualmente comanda a Secretaria da Fazenda do Rio Grande do Sul no governo de Eduardo Leite, traz no currículo passagem pela Subsecretaria de Relações Financeiras Intergovernamentais do Tesouro Nacional, além de atuações na Caixa Econômica Federal e na Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). Recentemente, a economista também passou a integrar a vice-presidência do Comitê Gestor do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), colegiado decisivo nas discussões de regulamentação da reforma tributária nacional.
Ao justificar a nomeação, Moro destacou a qualificação técnica de Pricilla e reiterou que a meta central de seu plano de governo é o enxugamento da máquina pública paranaense, a redução do peso burocrático e a consolidação de um ambiente fiscal rigoroso e eficiente. De acordo com a equipe de transição, a vinda da economista atende a dois pilares: preparar as finanças estaduais para a transição dos novos tributos sobre o consumo e manter a solidez fiscal do Paraná perante a União.
Quem assumir o governo do Rio Grande do Sul, após as eleições, encontrará um cenário fiscal desafiador. A projeção para 2027 indica déficit de R$ 4,8 bilhões, o que significa que as despesas previstas devem superar a arrecadação do Estado.




