“Máfia das FGs e das horas extras” compromete orçamento da prefeitura de PG

Crédito de imagem: Mareli Martins
Crédito de imagem: Mareli Martins

– No mês de abril de 2015, um funcionário que possui o salário-base de R$ 2.321,00, recebeu R$ 23.607, 18 – 

Em paralelo as declarações do prefeito Marcelo Rangel (PPS), de que o município está com uma situação financeira delicada e que são necessárias medidas de contenção de gastos, a “máfia das FGs e das horas extras” impera na Prefeitura de Ponta Grossa. O vereador Antonio Laroca Netto (PDT), está investigando aproximadamente 25 casos de possíveis irregularidades salariais. 

No edição do programa TNEWS, da Rádio T FM, desta quinta-feira (25), o vereador falou sobre alguns salários “duvidosos”, envolvendo diversos cargos de funcionários da prefeitura. Laroca Netto descreveu alguns holerites. Os “excessos” envolvem cargos de procuradores, engenheiros, dentistas, motoristas, técnicos administrativos, digitadores, agentes administrativos, técnicos da área de saúde, fiscais, entre outros, também estão sendo investigados. 

Exemplo disso são os casos registrados no mês de maio, uma servidora que possui salário-base de R$ 3.336,14 , totalizou com os vencimentos, o salário de R$ 11.188.93. Outro servidor com salário-base de R$ 2.321,91, totalizou um ordenando de R$ 16.348,12.

Outras situações chamam atenção no mês de abril de 2015, um funcionário que possui o salário-base de R$ 2.321,00, apresenta em seu holerite como total de vencimentos R$ 23,607, 18, valor que supera o salário do prefeito Marcelo Rangel, que tem como base o valor de R$ 18,627,28.  No mesmo patamar está o valor recebido por outra funcionária: R$ 20,425,04, sendo que o salário-base é de 2,321,91. Em nenhum dos casos é contabilizado pagamento de férias, o que torna os valores ainda mais questionáveis. 

De acordo com o vereador Antonio Laroca Netto, a situação é intrigante para uma prefeitura que precisa cortar gastos. “O prefeito fala tanto em contenção de gastos e mantém funcionários com salários excessivos. Além disso, tem servidores com mais de vinte anos de carreira e que ganham salários bem baixos e outros com pouco tempo de carreira, ganhando valores muito altos. Alguma coisa está errada”, apontou o vereador. 

Para o parlamentar uma solução para conter os gastos com pessoal, seria a contração de mais funcionários, mediante um controle dos gastos com FGs e horas extras. “Seria muito mais econômico para a prefeitura, cortar estes super salários, pagos para algumas pessoas e investir na contratação de servidores com salários reais e dentro do orçamento do município”, afirmou.

De acordo com o vereador, será encaminhado um requerimento ao prefeito Marcelo Rangel, pedindo explicações sobre as desproporções de salários. “O prefeito tem que nos explicar por que isto está acontecendo. Queremos saber por que estes servidores possuem salários tão altos”, concluiu o vereador Antonio Laroca Netto. 

O problema é que a “máfia das FGs e horas extras” não é exclusividade apenas desta gestão. Entra e sai prefeito e a “máfia” continua! Será que o prefeito Marcelo Rangel terá peito para cortar estes excessos? Ou melhor, será que ele pode mexer com os nobres funcionários, que custam tanto aos cofres públicos?

E enquanto isso, as pessoas continuam sofrendo para conseguir uma consulta básica na área da saúde, um remédio ou qualquer obrigação miníma do município. Se de um lado “alguns escolhidos” faturam salários altíssimos, outros lutam para poder fazer a compra dos alimentos do mês!

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