Questionado sobre os frequentes atrasos nas sessões, vereador Alysson Zampieri ataca jornalista

Crédito de imagem: José Aldinan
Crédito de imagem: José Aldinan

Atrasos e descaso com os assuntos debatidos nas sessões são comuns na Câmara dos Vereadores de Ponta Grossa. Quando o assunto é atraso nas sessões ordinárias, o vereador Alysson Zampieri (PPS),  mesmo partido do prefeito Marcelo Rangel, aparece entre os mais evidentes. Pelo regimento da Câmara, as sessões devem começar às 14h, com realização nas segundas e quartas, mas o vereador em questão costuma chegar perto das 15h30, com frequência.

Questionado sobre os motivos dos atrasos, Alysson Zampieri, não respondeu e preferiu atacar a reportagem Rádio da T FM. “Não dou entrevista para jornalista que nos ataca”, bradou o vereador. O parlamentar também disse que daria a resposta ao proprietário da Rádio T, Márcio Martins ou ao comentarista da emissora Antônio Laroca Netto. “É só eles me ligarem, que atenderei a vontade. Não dou entrevista para jornalista que nos ataca e coloca palavras diferentes, não respondo. Tenho um respeito pelo Márcio Martins que é uma pessoa sensacional”, concluiu o vereador.

 Segundo o vereador e presidente da Câmara dos Vereadores, Sebastião Mainardes Júnior (DEM), só é possível controlar o voto dos vereadores durante as sessões. “Os vereadores são convocados para as sessões que iniciam sempre as duas horas da tarde, mas eu só consigo cobrar a participação deles nas votações”, argumentou Mainardes.

O fato é que dessa forma os vereadores deixam de participar das discussões que são levantadas nas sessões e, muitas vezes, nem sabem o que estão votando. “Sem dúvidas, é um horário regimental. Não tenho como descontar dos vereadores, por não participarem das discussões, mas seria prudente que chegassem no horário regimental. Quanto a votação eles ficam atentos por que sabem que se não votarem, terão descontos em seus salários”.

 Outros vereadores também atrasam ou não comparecem nas sessões e nem sempre justificam. Além disso, o desinteresse pelos assuntos que são discutidos é evidente nos “cafésinhos”  dos corredores ou quando estão falando ou mandando mensagens de celular, mesmo com a proibição do regimento interno. Alguns alegam que estão “sempre atendendo” a população em seus gabinetes, mas basta circular pela Câmara, para perceber que, na maioria das vezes, isto não é verdade.

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