Professores do Paraná entram em greve a partir de 15 de março

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Em assembleia realizada neste sábado (11), professores decidiram aderir às mobilizações nacionais. (foto: APP-Sindicato)

A APP-Sindicato reuniu cerca de 3 mil professores em assembleia realizada neste sábado (11), em Maringá. Os professores decidiram aderir à greve nacional a partir de 15 de março. Mas já entram em “estado de greve”. Com a decisão, a data de início do ano letivo no Paraná, segue programada para a próxima semana, dia 15 de fevereiro.

Veja a nota divulgada pela APP-Sindicato:

Assembleia decide: Greve a partir de 15 de março!

O governo do Estado do Paraná tem sido taxativo com com a sua interpretação sobre o direito à hora-atividade e sobre a necessidade de punir educadores(as) doentes e a categoria irá responder à altura: dia 15 de março começa a greve geral nacional dos(as) professores(as) e funcionários(as) da educação.

Rumo a Greve Geral – De hoje (11) até o dia do início da greve, a categoria está em “Estado de Greve”, o que significa que, neste período, realizará um calendário de mobilizações chamado “Jornada de Luta e Resistência Rumo à Greve da Educação” em preparação para a greve. Esse é o momento estratégico de dialogar com a comunidade escolar, com as lideranças locais e regionais e também o momento de eleição dos(as) representantes escolares nas escolas. (Veja abaixo o calendário da Jornada). Durante o Estado de Greve, fica instalada a assembleia permanente (conforme Regimento do Sindicato).

Estatuto – Os(as) educadores(as) também referendaram  o novo Estatuto, aprovado no último Congresso Estadual da APP-Sindicato. (Leia aqui a matéria com o detalhado das alterações do documento)

Atividades  da Jornada de Luta e Resistência Rumo à Greve da Educação:

Pauta da greve – 1) Pelo fim das maldades do governo Beto Richa contra a Educação Pública. 2) Pelo fim dos calotes com a categoria. 3) Pelo Direito à Saúde de professores(as) e funcionários(as). 4) Pelas manutenção dos direitos conquistados da carreira. 5) Pela Revogação da Resolução da Distribuição de Aulas. 6) Pelo Cumprimento da Lei da Data Base – reajuste da inflação. 7) Pelo Cumprimento da Lei do Piso. 8) Pelo cumprimento da Lei da Hora-Atividade. 9) Contra a Reforma da Previdência. 10) Contra a Reforma Trabalhista. 11)Pela revogação da lei da reforma do Ensino Médio

Ações de Mobilização:

  • Realização da hora-atividade LEGAL
  • Organização de Caravanas da Educação
  • Construção da greve geral com as demais categorias
  • Recepção ao governador e aos(às) deputados(às) federais
  • Participação nas plenárias do FES.
  • Organização de uma campanha publicitária denunciando e relacionando entre si as malvadezas do Beto Richa, do prefeitos e do governo federal, bem como chamamento da comunidade para valorização dos(as) trabalhadores(as) em educação.
  • Reuniões com prefeitos(as), parlamentares e lideranças.
  • Realização de concentrações, plenárias, caminhadas e outros atos públicos nos 399 municípios.Ação junto às Câmaras Municipais para aprovação de requerimento aos deputados(as) estaduais de cada região pela aprovação de um decreto legislativo revogando a resolução de distribuição de aulas

Calendário de Mobilizações:

Dia 13 e 14 de fevereiro: Dias Pedagógicos na escola com debate da pauta e eleição de representantes de escola.

Dia 15 de fevereiro: Primeiro dia da Hora-Atividade Legal  em defesa da escola e da educação pública.

Dia 21 de fevereiro: Hora-atividade Legal

03 de março: Hora-atividade Legal

08 de Março: Mobilização Nacional “As mulheres vão parar”

Hora-atividade Legal, aula pública em frente às escolas e integração aos atos dos movimentos de mulheres.

15 de Março: Início da Greve Geral da Educação.

Resoluções aprovadas – Mobilização pela derrota das Reformas da Previdência e Trabalhista.Resolução pela revogação do projeto de Reforma do Ensino Médio. Foi também apresentada uma moção de repúdio contra  prisão dos(as) dirigentes do Sintrasem, de Florianópolis.

A direção estadual da APP-Sindicato agradece a presença de todos e todas que se deslocaram até Maringá para a realização da assembleia, em especial à professora Maria José Santana, professora de História, no municípios de Alto Piquiri, do NS de Umuarama que esta com câncer em fase terminal e veio a Maringá. “Eu luto sim, luto pela minha carreira da mesma maneira como luto pela minha vida. A minha profissão é parte de mim. Por que eu desistiria?”. É com histórias e depoimentos como o da professora Zezé que fazem a com que o ´Formigueiro’ tenha motivos e forças para continuar fazendo muito barulho.

Estivem presente na assembleia o prefeito de Mariná, Ulisses Maia (PDT), o deputado federal professor Enio Veri (PT) e os deputados estaduais: Professor Lemos (PT), Tercílio Turini (PPS), Evandro Araújo (PSC), Péricles de Mello (PT); o presidente do Siinteemar e representante do Fórum das Entidades Sindicais (FES), José Maria Marques;  União Paranaense dos Estudantes Secundaristas (UPES), Matheus dos Santos e; a presidenta da CUT-PR, Regina Cruz todos reforçaram apoio à luta dos(as) educadores(as) presentes.

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