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Operação Quadro Negro: Polícia Federal começa a ouvir depoimentos dos assessores de Beto Richa

Operação Quadro Negro: Polícia Federal começa a ouvir depoimentos dos assessores de Beto Richa
  • Publishedfevereiro 1, 2018
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O dono da empresa Valor, Eduardo Lopes, disse que os recursos da educação foram desviados para a campanha de reeleição do governador Beto Richa (PSDB) e seus aliados. Em entrevista coletiva nesta semana, Beto Richa disse que “está tranquilo e que apoia a Operação Quadro Negro”. (foto: divulgação)

A Polícia Federal começa a ouvir nesta quinta-feira (1º) os depoimentos de assessores e secretários do governador do Paraná, Beto Richa (PSDB), na Operação Quadro negro. A operação investiga o desvio de R$ 20 milhões que seriam destinados para a construção e reforma de escolas no estado. A suspeita é que os recursos foram utilizados na campanha de reeleição de Richa e deputados aliados do governador, no ano de 2014. Em entrevista coletiva nesta semana, Beto Richa disse que “está tranquilo e que apoia a Operação Quadro Negro”.

Entre essas pessoas que serão ouvidas pela Polícia Federal estão o assessor pessoal, chefe de Gabinete e secretário de Comunicação do governo de Beto Richa, Deonilson Roldo. Muito próximo de Richa, Deonilson tem uma relação antiga com o governador. Também prestará depoimento o chefe de Cerimonial do governo do estado, Ezequias Moreira e o assessor do governador, Ricardo Rached.

De acordo com o delator e dono da Construtora Valor, Eduardo Lopes de Souza, o trio ajudou na arrecadação de dinheiro de caixa dois para a campanha de reeleição de Richa em 2014. Eles fazem parte do inquérito no Supremo Tribunal Federal (STF) que apura se autoridades com foro privilegiado participaram dos desvios investigados na operação.

Eduardo Lopes também delatou outros políticos ligados ao governador Beto Richa. Entre eles, o deputado e presidente da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep), Ademar Traiano (PSDB), os deputados Plauto Miró (DEM) e Tiago Amaral (PSB). Além do chefe da Casa Civil, Valdir Rossoni (PSDB) e o presidente do Tribunal de Contas do Paraná, Durval Amaral (pai do deputado Tiago Amaral).

O dono da Construtora Valor declarou ainda no depoimento de delação que o ex-diretor da Secretaria de Educação do Paraná (Seed) Maurício Fanini era um dos principais envolvidos no esquema.

A operação revelou que funcionários da Seed fraudavam medições para dar a impressão de que as obras nas escolas estavam sendo feitas, mas a maioria delas mal tinha começado.

Segundo Eduardo, Fanini era quem mandava fazer as medições falsas porque não poderia faltar dinheiro para a campanha de Beto Richa.

 

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