Francischini diz que massacre do Centro Cívico “não deixou sequelas definitivas em ninguém” e que “faria tudo novamente para manter a ordem”

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(foto: Câmara Federal)

Em entrevista à Rádio T e ao Blog da Mareli Martins nesta quarta-feira (28), o deputado federal e delegado, Fernando Francischini (PSL-RJ), foi questionado sobre sua atuação como Secretário de Segurança Pública do Paraná, durante o episódio conhecido como ‘massacre do Centro Cívico’, quando mais de 200 professores foram alvo de ações de violência, durante manifestações contra a a utilização do Fundo Previdenciário para pagamento de contas do governo do Paraná. O fato aconteceu no dia 29 de abril de 2015. (Ouça no final do texto o que disse o deputado)

A Rádio T perguntou ao deputado Francischini se ele de fato autorizou a violência contra os professores. Francischini respondeu que a manifestação foi articulada pelo Partido dos Trabalhadores (PT) .

“O problema é que falam em um massacre onde não morreu ninguém. E até hoje eu não vejo ninguém com sequelas definitivas. Na verdade foi um enfrentamento realizado pela CUT, que é um sindicato do PT, com ônibus e mais ônibus do MST e com alguns professores que tinham direito à manifestação, claro”, declarou.

Francischini afirmou que agiu corretamente e que se fosse necessário e ainda ocupasse o cargo de secretário de Segurança faria tudo da mesma forma. “Com certeza se eu fosse secretário de segurança realizaria tudo igual da mesma forma de novo. Quem é frouxo e covarde não sabe manter a lei e a ordem, ou seja, não serve para exercer função pública”, disse.

Segundo Francischini, as ações da Polícia Militar foram motivadas pelos próprios manifestantes. “Quem exerce função pública com responsabilidade teria tomado as mesmas atitudes em qualquer manifestação com pedras e garrafas que foram jogadas na polícia. E também com tentativa de depredação do patrimônio público. Infelizmente alguns professores se machucaram, mas a polícia tomou as medidas necessárias”.

Por fim, Francischini disse que hoje não existe nenhum processo na Justiça sobre o dia 29 de abril de 2015. ” Hoje não há nenhum processo no Ministério Público, no Ministério Público Militar do Paraná, nem mesmo na Procuradoria Geral da República. Nós temos os pareceres do Ministério Público e da PGR, dizendo que a polícia agiu dentro do dever legal”.

O dia 29 de abril de 2015

No dia 29 de abril de 2015, com um verdadeiro “tratoraço” e apoio de 31 dos 54 deputados estaduais, Richa conseguiu aprovar na Assembleia Legislativa do Paraná (Alep), o projeto de lei, que mudou a fonte de pagamento de mais de 30 mil beneficiários para o Fundo Previdenciário. Dessa forma, a conta dessas aposentadorias passou a ser dividida com os próprios servidores, já que o fundo é composto por recursos do Executivo e do funcionalismo.

Na ocasião, no Centro Cívico, em Curitiba, professores, estudantes, agentes penitenciários e integrantes de movimentos sociais lutavam por direitos já adquiridos e foram atacados com balas de borracha, bombas, cassetetes e spray de pimenta. Cerca de 200 pessoas ficaram feridas.

As ações da Polícia Militar ocorreram por ordem do governo do estado, que tem como chefe o governador Beto Richa (PSDB). Vale destacar que a PM cumpre ordens do governo do Paraná.

Ouça a entrevista da Rádio T com o deputado Fernando Francischini

 

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2 comentários

  1. Cicatrizes no rosto de professores, perda auditiva de alunos…segundo osujeito eram apenas “alguns professores”, mentira.

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