Investigado na Quadro Negro é nomeado novamente na Assembleia Legislativa do Paraná

joao ney e plauto
Investigado na Quadro Negro, João Ney Marçal Júnior, segue como diretor financeiro da Assembleia Legislativa do Paraná. (foto: Alep)

O Jornal Gazeta do Povo destaca nesta quinta-feira (04) a nomeação de João Ney Marçal Júnior, como diretor financeiro da Assembleia Legislativa do Paraná. Na verdade, ele já ocupava este cargo e apenas foi nomeado novamente.

O fato chama a atenção, pois João Ney é um dos réus de uma ação civil pública da Operação Quadro Negro, que investiga o desvio de mais de R$ 20 milhões das escolas do Paraná. No cargo de diretor financeiro da Alep, ele recebe o salário de R$ 24.056,14. João Ney Marçal Júnior consta na relação de servidores da Casa publicada no Diário Oficial de número 1.695, de 29 de março de 2019.

João Ney Marçal Júnior foi nomeado na Alep, na legislatura passada, por meio do deputado Plauto Miró Guimarães Filho (DEM), que também é réu na Operação Quadro Negro. Plauto era o primeiro-secretário da Alep e agora é o vice-presidente. O primeiro-secretário da Alep é o deputado Luiz Claudio Romanelli (PSB), que também deu aval para a nomeação de João Ney.

Outro implicado na Quadro Negro e que insiste pela permanência de João Ney é Ademar Traiano (PSDB), presidente da Alep.

João Ney Marçal Júnior foi secretário de Planejamento da Prefeitura de Ponta Grossa, na primeira gestão do prefeito Marcelo Rangel (PSDB). A cidade também possui escolas com obras paradas por conta da Operação Quadro Negro. Quando João Ney comandava a pasta uma escola estadual chegou a ser licitada por meio da prefeitura de Ponta Grossa, algo que não é comum.

O processo tem ligação com a construção da Escola Estadual Francisco Pires Machado, no município de Ponta Grossa, reduto eleitoral de Plauto Miró. A obra, tratada como uma demanda antiga na região, seria viabilizada através de um convênio firmado no ano de 2013 entre o governo do Paraná, na gestão Beto Richa(PSDB) e a Prefeitura de Ponta Grossa, na gestão de Marcelo Rangel (PSDB). O Estado daria o dinheiro para a obra, quase R$ 4 milhões; o município doaria o terreno. Richa, por sinal, segue preso por esta mesma operação.

Em outubro do ano passado, junto com Plauto Miró e outros, Marçal Júnior se tornou alvo de uma ação civil pública por ato de improbidade administrativa, proposta pelo Ministério Público do Estado do Paraná (MP-PR), e em trâmite na 1ª Vara da Fazenda Pública de Ponta Grossa. Ainda não há um desfecho – seja pela condenação ou pela absolvição. Marçal Júnior rejeita as acusações do MP e acredita que o caso será julgado improcedente.

Para o Jornal Gazeta do Povo, João Ney Marçal, afirmou que o MP ” faz “uma ilação, se utilizando apenas da palavra de um delator”. E alegou também que considera, “um erro vincular o caso de Ponta Grossa com a Operação Quadro Negro, já que a obra de Ponta Grossa estava sendo executada normalmente”.
“Era uma situação diferente. Acho que a Valor Construtora nem recebeu o valor do que ela executou”, disse João Ney.

(Com informações  de Catarina Scortecci e João Frey, do Jornal Gazeta do Povo)

                                  Nomeação de João Ney Marçal Junior na Alep:

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